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Palácio Quitandinha não atende aos comerciários, diz Marcus Vinícius

Palácio Quitandinha não atende aos comerciários, diz Marcus Vinícius

Ascom/Foto – Arquivo —
Além das graves suspeitas de superfaturamento e utilização de verbas em eventos empresariais que motivaram a intervenção do Departamento Nacional do Sesc sobre a unidade Sesc no Estado do Rio, o deputado Marcus Vinícius (PTB) crê em desvio da função original do Serviço Social do Comércio. A entidade está sob intervenção desde a segunda quinzena de janeiro e o presidente do Conselho Regional do Sesc-RJ, Orlando Diniz e o diretor-geral da entidade, Luiz Oddone, afastados de suas funções. Além da intervenção interna, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) vai abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

- São mais de 30 mil comerciários em Petrópolis, mais de 800 mil em todo o Estado e não vimos uma assistência mais efetiva, especialmente no interior. Simplesmente franquear espaços como o Sesc Nogueira aos comerciários de Petrópolis é muito pouco”, afirma.

O deputado critica ainda a realização do Festival de Inverno do Sesc promovido na Região Serrana. “Ainda que a preços populares ou até mesmo de graça para os comerciários, eles não são bem atendidos. A imprensa denuncia a cada edição as gigantescas filas a que as pessoas
são submetidas para asisstir a um show ou a uma peça teatral. E é a única programação cultural oferecida pelo Sesc ao longo de um ano inteiro nessas cidades”, aponta. O parlamentar aponta que este mês, mesmo um período de Carnaval e folga para boa parte dos comerciários, não há um programação cultural.

“Só estão disponíveis o pedalinho e o boliche, ambas atividades cobradas. Para os comerciários ficam franqueadas a entrada ao Palácio e a vistação ao lago apenas”.
Em 66 anos de atuação no Estado, o Sesc abriu 22 unidades e oferece 11 ginásios, 12 quadras esportivas e 28 piscinas. “Ainda é pouco, porque temos 92 municípios fluminenses. A intervenção é motivada pela suspeita de mau uso de recursos em eventos empresariais, uma verba que poderia ser utilizada para a ampliação da rede Sec no interior do Estado, que é a área mais carente de diversão e cultura”, observa Marcus Vinicius.

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