Edição: terça-feira, 13/03/2018
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  Economia

Crescimento do comércio varejista no país não chegou em Petrópolis

Vitor Garcia - vitorgarcia@diariodepetropolis.com.br

Ainda que de forma tímida, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro apresentou crescimento de 0,9% de dezembro de 2017 para janeiro deste ano, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, estabelecimentos comerciais em Petrópolis não enxergaram tal aumento, e sim uma estabilização.

De acordo com Marcelo Fiorini, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Petrópolis (Sicomércio), mesmo que com um índice pequeno, a elevação nas vendas já dá sinais de que a economia vai voltar a traçar seu rumo correto.

- Passamos por um ano muito difícil, onde o comércio sofreu demais. Acredito que o pior já passou, e daqui pra frente vamos mantendo um patamar cada vez melhor. Há quatro anos os índices eram mais expressivos. Porém, este ano temos a expectativa de ter resultados satisfatórios - disse.

De acordo com a pesquisa, cinco dos oito segmentos do varejo apresentaram crescimento de dezembro para janeiro, com destaque para artigos de uso pessoal e doméstico (6,8%) e equipamento e material para escritório, informática e comunicação (3,7%). Outros segmentos com alta foram supermercados, alimentos, bebidas e fumo (2,3%), tecidos, vestuário e calçados (0,9%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,3%).

Ainda assim, o saldo para os comerciantes do município não é tão positivo. Vendedora há quatro anos em uma loja de gêneros alimentícios, Eduarda Lima afirmou ter tido uma queda de até 50% entre o final e início de ano, se comparado ao período anterior.

- As vendas estão diminuindo a cada mês. É literalmente uma caixinha de surpresas, onde não temos previsão de melhora para os próximos meses. Infelizmente tivemos que diminuir funcionários e mercadorias – disse.

Em uma tradicional sapataria no Centro, a proprietária Jane Antunes lamenta as constantes quedas nas vendas.

- Se for parar para ver o momento de crise, posso até dizer que as nossas vendas foram bem maiores que o esperado. Por mais que tenha caído 20%, temos que nos manter otimistas acreditando que em algum momento vai melhorar.

Já para a dona de uma loja de roupas, o crescimento de 3% a 5% já pode ser comemorado de certa forma.

- Não atingiu as nossas metas, mas conseguimos nos manter durante esse período. A verdade é que há cinco anos, minhas vendas eram extremamente superiores, se comparadas às atuais – contou.

Segmentos apresentam quedas

Ainda segundo a PMC, o volume de vendas diminuiu em outros casos no país: combustíveis e lubrificantes (-0,3%), móveis e eletrodomésticos (-2,3%) e artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos (-2,5%). O varejo ampliado, que também analisa os segmentos de veículos/peças e materiais de construção, no entanto, caiu 0,1%. Os veículos, motos, peças e partes cresceram 3,8%, mas os materiais de construção recuaram 0,2%.



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