Edição: quarta-feira, 13/06/2018
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  Economia

Etanol começa a ser mais vantajoso que gasolina

De acordo com a ANP, preço médio da gasolina subiu após greve; diesel teve redução de 33 centavos

Philippe Fernandes

Uma semana após a greve dos caminhoneiros, que paralisou o Brasil em protesto contra os altos preços dos combustíveis, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) constatou que, em Petrópolis, houve diminuição apenas no preço do diesel. Gasolina e etanol permaneceram com preços ligeiramente superiores aos auferidos no início do mês, após as manifestações. Com isso, o etanol começa a estar em posição de vantagem frente à gasolina. Isso foi observado em dois dos 18 postos pesquisados no último dia 6.

De acordo com estudos, para o álcool ser mais vantajoso para o consumidor, o preço precisa custar no máximo 70% do que é cobrado pela gasolina. Essa proporção acontece em duas unidades: o Dumas & Damião, de Corrêas; e o Borracheiro e Posto de Abastecimento, de Itaipava. Em outros seis postos, a taxa ficou muito próxima do que é considerado ideal e, dependendo do consumo médio do veículo, o etanol também pode ser mais negócio: no Auto Posto Cidade das Hortênsias, do Centro; no Amarelinho, do Alto da Serra; no Alcatraz e Auto Posto Bonsucesso, ambos de Itaipava; no Barenco & Coelho, de Pedro do Rio; e no Mercalub, da Posse, o valor do álcool é 71% do que é cobrado pela gasolina. No Nino's, localizado entre a Rua 13 de Maio e a Avenida Barão do Rio Branco, o etanol alcança 72% do valor cobrado pelo combustível derivado de petróleo.

A menor diferença entre o preço da gasolina (R$ 4,79) e do álcool (R$ 3,79) é encontrada no posto Imperial da Serra, no Quitandinha. Em seguida, aparece o Maria Cumprida, que cobra R$ 5,06 por um; e R$ 3,99 por outro.

Diesel teve redução média de R$ 0,33

Na primeira pesquisa após a greve dos caminhoneiros, a média do litro da gasolina chegou a R$ 5,08 - antes da greve, pesquisa feita pelo Diário no primeiro distrito apontava preço de R$ 4,98; no período da paralisação, porém, os poucos postos que tinham o combustível cobravam, em média, R$ 5,20. No caso do etanol, o custo voltou aos R$ 3,75 do período pré-paralisação, após ligeira oscilação para cima.

No caso do diesel, o tabelamento feito pelo Governo Federal surtiu efeito: o combustível chegou ao menor valor em um mês. No começo de maio, o preço médio era de R$ 3,72. Entre os dias 20 e 26 do mês passado, o custo chegou a R$ 3,92 e, durante a greve, atingiu R$ 3,94. Agora, o preço está R$ 0,33 mais barato, na média: R$ 3,61. O preço mínimo cobrado foi R$ 3,39; e o máximo, R$ 3,83.

Diferença entre os postos diminui

A pesquisa da ANP mostrou queda na diferença entre as unidades de abastecimento. O consumidor pode encontrar variação de até 40 centavos no preço da gasolina - antes, o combustível estava até 60 centavos mais em conta entre um local e outro. Na pesquisa realizada no dia 6, a gasolina mais barata foi registrada no posto Imperial da Serra, do Quitandinha, que cobrava R$ 4,79 pelo combustível. O valor mais alto, de R$ 5,19, foi encontrado em sete dos 18 postos pesquisados: Nino's; Auto Posto Coronel Veiga; Amarelinho; Dumas & Damião; Auto Posto Bonsucesso e Barenco & Coelho. O Mercalub, da Posse, tem preço parecido, de R$ 5,18 pelo litro da gasolina.

É importante ressaltar, porém, que alguns postos estão tentando driblar o alto custo com medidas como a diferenciação entre a cobrança no dinheiro e no cartão e o uso de aplicativos para celular.

A diferença na cobrança do etanol entre um posto e outro tem praticamente a mesma variação da gasolina: o combustível está mais em conta no Auto Posto Estrada Mineira, que cobra R$ 3,56 pelo litro do combustível. No Borracheiro e Posto de Abastecimento, de Itaipava, o álcool custa R$ 3,58; e em outras três unidades (Auto Posto Cidade das Hortências, Dumas & Damião e Auto Posto Pio Monte, do Quissamã) o preço é de R$ 3,59. O valor mais caro foi encontrado no Auto Posto Mecânica Coronel Veiga e no Maria Cumprida, de Araras: R$ 3,99. Entre os postos mais baratos e os mais caros, a variação é de 43 centavos.

 

Preço da gasolina é menor no Quitandinha

 

Na última pesquisa, foram analisados 18 postos de 12 bairros, sendo que em quatro deles, mais de um estabelecimento foi analisado. O menor preço foi registrado no Quitandinha, com média de R$ 4,79; e o segundo, no Quissamã, com R$ 4,89. Nos dois bairros, porém, o preço da gasolina foi analisado em apenas um posto. No Bingen e na Mosela, o preço foi o mesmo: R$ 4,99. Em seguida, aparece a região de Corrêas (dois postos pesquisados e média de R$ 5,02). No Centro e na Rua Coronel Veiga, a gasolina sai por R$ 5,09. Os valores mais altos foram localizados em Itaipava (R$ 5,17), Posse (R$ 5,18), Pedro do Rio e Alto da Serra (R$ 5,19 cada).

No caso do etanol, o preço mais baixo do posto da Estrada Mineira contribuiu para diminuir a média da região, que foi a menor da cidade: R$ 3,57. No Quissamã, o preço foi de R$ 3,59; em Itaipava, R$ 3,65; e no Centro, R$ 3,68. Os valores mais altos foram encontrados na Rua Coronel Veiga (R$ 3,94) e em Araras (R$ 3,99).

Postos sem bandeira continuaram tendo o menor preço, mas a diferença é pequena. A ANP pesquisou sete postos independentes, quatro filiados à Ipiranga, três relacionados à Shell, dois da Ale e dois Petrobras.

Os locais de abastecimento independentes cobram, em média, R$ 5,03 pelo litro da gasolina, apenas cinco centavos mais barato que a rede Ipiranga, com R$ 5,08; e seis centavos abaixo dos postos BR, que oferecem o combustível, em média, por R$ 5,09. A rede Ale cobra R$ 5,10; e a Shell, R$ 5,12.

No caso do etanol, a competição é um pouco maior, e a diferença chega a 16 centavos. Postos sem bandeira cobram R$ 3,63 pelo combustível. A rede Ipiranga, R$ 3,73; a Ale, R$ 3,78; a Petrobras, R$ 3,79; e a Shell, R$ 3,85.

 


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