Edição: quarta-feira, 16/05/2018
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  Cidade

Merenda escolar é debatida na Câmara de Vereadores

Yuri Lima yuri.lima@diariodepetropolis.com

Na sessão plenária na tarde de ontem (15), os parlamentares debateram o fornecimento de merenda no município. A discussão  iniciou após o vereador Luisinho Sorriso (PSB) afirmar que o depósito de merenda estaria em dia com o envio de alimentos para as escolas. Segundo o Luisinho, as escolas que a vereadora Gilda Beatriz (MDB) fiscalizou e apontou problemas estariam com a alimentação em dia.

O vereador estava com um relatório assinado pelas diretoras das escolas onde haveriam afirmado a posso de alimentos no dia da fiscalização da parlamentar.

- A notícia dizia que o CEI São Francisco de Assis, no dia 3, só serviu feijão e arroz no almoço. Aí tem o relatório que foi enviado pela diretora. E tinha 140 kg de carne no CEI São Francisco de Assis. Então, por que só serviu arroz e feijão se tinha esta quantidade de carne? Este não é o Luisinho falando ou o Fernando, é um relatório assinado pela diretora – afirmou.

Ainda em sua fala, o parlamentar levantou outros dados relacionados à merenda. Luisinho declarou que no Centro Educacional Infantil André Rebouças, no dia da fiscalização de Gilda, haveria 116 kg de carne. O vereador afirmou que esta quantidade poderia servir as crianças por um período de 15 dias.

Após a fala do vereador, o parlamentar Leandro Azevedo (PSD), que também é professor da rede municipal, comentou sobre o tema. Afirmando que recebe denúncias sobre a merenda escolar de forma constante em seu gabinete.

- Depois que houveram denúncias apresentadas aqui nesta casa, algumas pela vereadora Gilda Beatriz, eu presenciei o caminhão entregando merendas dentro das escolas na correria e avisando: “Eu estou aqui porquê infelizmente denunciaram que não tem merenda na escola”. Eu não estou falando algo que alguém falou, eu estou falando algo que este vereador presenciou – afirmou.

O vereador ainda afirmou que se há problemas com a merenda, que todo o setor é responsável.

Para Gilda, o sistema todo de fornecimento de alimentos para as escolas públicas municipais está errado e deve ser revisto.

- Eu estive no local, eu fiz a visita, tinha alimentos que estavam faltando. Falaram que ia chegar na outra semana, não tinha alho ta faltando sal, está faltado açúcar. E eu vi, eu presenciei e eu tenho as fotos – afirmou.

A vereadora ainda afirmou que deveria ocorrer uma reformulação de todo o sistema. Além de declarar que é fundamental o entendimento do problema, que poderia se tratar de uma questão logística.

- Eu não acho justo que as crianças fiquem sem alimentação necessária por falta de comida. Então eu como presidente da Comissão da Educação não posso deixar de fazer estas fiscalizações. Eu estive em muitos colégios e realmente estava muito complicado – declarou.

A parlamentar têm executado, como parte das ações da Comissão de Educação da Câmara, algumas fiscalizações nas escolas municipais para verificar o fornecimento de alimentos. Em algumas de suas visitas Gilda afirmou que o município vive atualmente uma falta de fornecimento de alimentos, principalmente temperos, tal como sal e alho.

 

 



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