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domingo, 13/08/2017
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Prefeitura busca recursos para programa de contenção de encostas

Projeto prevê obras em 25 locais orçadas em R$ 165 milhões

Divididos em três lotes, a prefeitura busca recursos para o maior programa de contenção de encostas já realizado na cidade. São 25 locais elencados no Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) e em todos os distritos. O programa está em fase de captação de verbas junto ao Ministério das Cidades: R$ 165 milhões que vão beneficiar 20 mil moradores.


Pela primeira vez Petrópolis passou a contar com um plano de redução de riscos que contemplasse todos os distritos. O PMRR, aponta áreas de risco alto e muito alto em todo município – antes, o mapeamento abrangia apenas o primeiro distrito. Este estudo balizou o programa de contenção de encostas que pleiteia as intervenções em 25 locais inicialmente.


“O Plano traça uma série de ações estruturais e não-estruturais para que a gente possa reduzir os danos e, principalmente, a perda de vidas. Fazer obras de contenção está nesse rol de ações apontadas. O governo federal tem sido um grande parceiro do município nesse sentido, por ter a mesma preocupação com esse tema que nós temos”, aponta o prefeito Bernardo Rossi.


A primeira etapa prevê obras em 13 locais: Morro dos Anjos, Caxambu Baixo, Comunidade Vitória, Vai Quem Quer, Manoel Afonso, Comunidade do Alemão, Lopes Trovão, Lopes de Castro, Professor João de Deus, Dr. Thouzet, Pedro Ivo, Lagoinha e Vila União – todos no 1º distrito. Nesses locais, 2,3 mil famílias serão beneficiadas. O pedido de verbas é de R$ 38,4 milhões. Em outubro, todos os 13 projetos básicos serão apresentados ao governo federal.


Na segunda parte, estão incluídas solicitações para Alcobacinha, Vista Alegre, Calembe, Frias, Bairro da Glória, Jardim Salvador e Nova Cascatinha, todos no 2º distrito. Ainda fazem parte deste lote Madame Machado (3º distrito) e Nossa Senhora de Fátima (5º). No total, são 1,8 mil famílias que serão favorecidas. Foram solicitados R$ 48,5 milhões para essas áreas. Os projetos básicos estão sedo elaborados.


As maiores intervenções, no entanto, estão previstas para a terceira fase. São apenas três locais – Manoel Afonso, Alto Independência e Atílio Marotti (todos no primeiro distrito) – alcançando 1,3 mil famílias. O orçamento apresentado é de R$ 78,7 milhões. Os projetos básicos também serão entregues para análise do Ministério das Cidades.


“São 25 projetos grandes, para alcançar um número considerável de famílias. Tudo está sendo visto com bastante atenção pelos nossos técnicos, para que essas obras possam sair do papel o mais rápido possível”, afirmou o secretário de Obras, Ronaldo Medeiros.


O Plano Municipal de Redução de Riscos lista 234 locais considerados como risco alto ou muito alto para deslizamentos, enchentes e inundações, equivalente a 18% do território de Petrópolis. O estudo aponta que 7.177 famílias precisam ser reassentadas, além de outras ações, como limpeza de rios e canais de drenagem, obras de drenagem, reflorestamento de áreas degradadas, desmonte ou fixação de blocos de pedras. O estudo foi feito pela empresa Theopratique e engloba os cinco distritos.


Ao longo do ano, o município vem buscando destravar obras de contenção na cidade. Além de já ter pedido mais verbas federais para a área em Brasília, para que as intervenções sejam retomadas o governo municipal está repondo os valores arrestados do PAC das Encostas pela Justiça, durante a gestão passada para pagamento de salários. Além disso o município garantiu o pagamento da contrapartida de R$ 12 mil para a obra na Rua Desembargador Luiz Antônio Severo, em Itaipava, poder ter início – com isso, ela já atingiu 20% de conclusão.

 



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http://www.petropolis.rj.gov.br/pmp/index.php/imprensa/noticias/item/6559-prefeitura-reduz-pela-metade-a-fila-da-resson%C3%A2ncia-magn%C3%A9tica.html


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