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quarta-feira, 11/01/2017
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Prefeitura gasta R$ 6,4 milhões por ano com aluguel de 82 imóveis

Dívida acumulada com aluguéis é de R$ 1 milhão

 

O coordenador de Gestão Estratégica do município, Roberto Rizzo.

O aluguel de 82 imóveis gera ao município uma despesa de R$ 6,4 milhões por ano. Levantamento feito em secretarias e autarquias da prefeitura aponta ainda uma dívida de R$ 1 milhão referentes a atrasos nos pagamentos de contratos de locação de imóveis, alguns deles acumulados há 4 anos. Por determinação do prefeito Bernardo Rossi, todos os contratos serão revistos, com o objetivo de reduzir as despesas de aluguel.

- O rombo encontrado nas contas exige austeridade. Nossa política é de responsabilidade na administração da cidade e na gestão dos recursos públicos. Isso só é possível com o controle rigoroso das contas. Vamos rever e renegociar as despesas para reduzir tudo que for possível, sem prejudicar a prestação de serviços à população - afirma o prefeito Bernardo Rossi.

O montante gasto anualmente com o aluguel de imóveis, entre os quais salas, galpões e terrenos, é considerado inconcebível pelo 

 

 

- É um absurdo que a prefeitura gaste mais de R$ 6 milhões por ano com aluguel de imóveis. Este montante representa quase 50% do valor previsto no orçamento deste ano para investimentos em todas as áreas do município, que é de R$ 13 milhões. A média mensal destes alugueis é muito alta. A determinação do prefeito é para que façamos a revisão de todos os contratos, para reduzir esta despesa, eliminando, em um prazo razoável, o máximo possível estes aluguéis - explica Roberto Rizzo.

O maior montante de despesas está na Secretaria de Administração, responsável pelo aluguel de 17 imóveis que geram por ano uma despesa de R$ 2,4 milhões. A pasta acumula hoje uma dívida de R$ 370 mil. Responsável pelo aluguel de 16 imóveis, a Secretaria de Educação tem uma despesa anual de R$ 1,5 milhão e acumula uma dívida de R$ 129 mil. Já a Secretaria de Saúde tem um gasto mensal de R$ 1,2 milhão para custear o aluguel de 33 imóveis, entre os quais postos de saúde da família.

A análise dos dados apurados até o momento aponta problemas graves de gestão dos contratos, entre os quais o aluguel de um posto de Saúde sob a responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) e a falta de providências do município quanto ao aluguel de um terreno que abriga carcaças de mais de 40 ônibus a custo mensal de R$ 12 mil, o que gerou uma divida acumulada de mais R$ 500 mil à Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes. “São situações que deixam claro o descontrole nas contas do município. Manter por quatro anos o aluguel de uma área a um custo mensal de R$ 12 mil, sem pagar o aluguel ou tomar qualquer providência para resolver a situação, é um absurdo - conclui Roberto Rizzo.

 



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