quarta-feira, 11/01/2017
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Prefeitura inicia negociação com sindicatos para cumprir reajuste de 6,20% deixado pelo governo anterior

 

 

Sindicatos que representam servidores públicos e prefeitura estão negociando um acordo para quitar o reajuste de 6,20% nos salários dos servidores deixado pela administração passada. A proposta é de que o pagamento do parcelamento esteja concluído antes da data base da categoria, em julho. Duas propostas estão sendo analisadas: uma estabelece que o parcelamento seja feito em três vezes e o percentual aplicados nos meses de janeiro, março e maio; outra prevê duas parcelas com parte do percentual aplicado na folha de pagamento de janeiro e o restante em maio. O assunto será definido em uma nova reunião na quinta-feira (12).

- Esta é a primeira reunião com os representantes do funcionalismo e o clima é de parceria e entrosamento que estamos estabelecendo para cumprir o reajuste e avançar em mais políticas que beneficiem os servidores. Junto com os sindicatos vamos adotar a proposta que for melhor para os servidores e couber no orçamento da prefeitura - afirma o secretário de Administração, Marcus von Seehausen.

O parcelamento é necessário diante do quadro de caos nas contas do município deixado pela administração passada. O reajuste de 8,52% foi definido em maio do ano passado e deveria ter sido concedido aos servidores em julho, mas na data base da categoria, servidores receberam apenas 2,34% - a maior parte do percentual foi deixada para janeiro deste ano.

- Convocamos os sindicatos para discutir esta questão do reajuste, apresentar a situação das contas do município e juntos encontramos uma solução viável. O prefeito Bernardo Rossi valoriza e respeita os servidores do município e tem uma política de transparência com as contas públicas. O que fica claro com a convocação dos sindicatos para discutir esta questão - explica o secretário de Administração, destacando ainda que “se o reajuste de 6,20% for concedido integralmente, conforme previsto, não será possível manter em dia a folha de pagamento, o que é a prioridade do governo”, disse.

A reunião teve a presença da presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação, Rose Silveira; do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Osvaldo Magalhães; da representante do Sindicato dos Fiscais, Rosane Amaral; do representante do Sindicato dos profissionais de Saúde, Francisco Thomaz Júnior e da presidente da União dos Aposentados de Petrópolis, Silvia Martins de Souza. Todos elogiaram a iniciativa do governo Bernardo Rossi de discutir o assunto com a categoria.

- Esta iniciativa de chamar os sindicatos já no início do governo mostra que a política adotada será de transparência, o que é muito positivo - considera a representante do Sepe. Para Oswaldo Magalhães, do Sisep, o resultado da reunião foi positivo.

- Vamos levar à categoria a negociação – disse.

O parcelamento do reajuste é necessário diante da dívida acumulada do município de R$ 565 milhões, dos quais R$ 130 milhões são referentes somente ao ano passado.

- O quadro das contas é crítico. A prefeitura deve encargos, Pasep, INSS sobre notas fiscais de serviços, consignados, convênios, aluguéis, precatórios, fornecedores entre outras despesas. Além disso o município está no Cadastro Único de Convênios (CAUC), o que dificulta a chegada de recursos importantes. Por determinação do prefeito, todo esforço está sendo feito para viabilizar este pagamento de forma a minimizar os impactos para os servidores - disse o secretário de Fazenda Heitor Pereira.

Hoje o município, que conta com 12 mil servidores e tem uma folha de pagamento de R$ 35 milhões. As secretarias de Fazenda e Administração trabalham hoje para conceder o reajuste e manter em dia o calendário da folha de pagamento. A reunião foi acompanhada pelos secretários de Educação, Anderson Juliano, e Saúde, Silmar Fortes. Ambos lembraram que na ocasião da aprovação do reajuste na Câmara de Vereadores, questionaram a falta de documentos que mostrassem a previsão de impacto na folha de pagamento.

O reajuste sancionado pelo ex-prefeito em maio de 2016 dividiu em duas parcelas o percentual de 8,54% dos servidores, sendo 2,34% em julho – data base da categoria – e 6,2% para este ano, sem demonstrar, no entanto, o impacto do reajuste na folha de pagamento do município.



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