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Estacionamento rotativo na Roberto da Silveira começa segunda-feira

Ascom
A Avenida Roberto da Silveira será o próximo ponto do Centro Histórico a contar com estacionamento rotativo. A Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) começa a operar as 28 vagas nesta segunda-feira (06). Com a adição, o Centro passará a contar com um total de 911 espaços para estacionar.
O objetivo é dar rotatividade à área, visando beneficiar os motoristas que precisam fazer compras no comércio local e arredores. “Estamos atendendo a uma solicitação dos comerciantes daquela região. Em vários locais do Centro, e não apenas na Roberto da Silveira, as pessoas param na vaga de manhã e só saem no final do dia. Por isso, queremos dar rotatividade aos locais de estacionamento”, analisa o presidente da CPTrans, Roberto Naval.
Os tickets do estacionamento podem ser adquiridos a R$2,50 no comércio local. A vendedora autorizada na Roberto da Silveira é a Dege Distribuidora de Alimentos e Bebidas, no nº 253.
Próximo à Roberto da Silveira, as ruas Montecaseros e Sete de Abril também contam com rotativo, num total de 31 vagas. Os motoristas que optarem por estacionar nestes locais devem adquirir os cartões nos seguintes postos de vendas autorizados: Lanchonete do Paulinho, na Rua Montecaseros, nº 154; Lanchonete Pipo’s, localizada à Praça Oswaldo Cruz, nº 20 e a banca de jornal na esquina da Rua Frei Rogério, nº 29.

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Apesar de intervenção do BC, dólar fecha em queda pelo quarto dia consecutivo

Wellton Máximo/ABr
Brasília – Mesmo com a primeira intervenção direta do Banco Central (BC) no câmbio em cinco meses, o dólar fechou em queda pelo quarto dia consecutivo. A moeda norte-americana encerrou o hoje (3) em R$ 1,7171 na venda, com queda de 0,27%. Na semana, o dólar acumula baixa de 1,24%. No ano, a desvalorização chega a 8,10%.

Pela manhã, o BC retomou as compras de dólares para tentar conter a queda da moeda norte-americana e engordar as reservas internacionais. O valor da operação, no entanto, não foi divulgado. Desde 13 de setembro do ano passado, a autoridade monetária não intervia no câmbio de forma direta.

No leilão desta sexta-feira, o BC comprou dólares no mercado a termo, cuja liquidação ocorre em data futura anunciada no momento da operação. Nas compras à vista, o pagamento é feito em dois dias úteis. De acordo com o Banco Central, as aquisições do leilão de hoje só serão liquidadas em 20 de março. Desde 26 de julho de 2011, a autoridade monetária não promovia leilões dessa modalidade.

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Brasil e México vão renegociar acordo de importação de automóveis

Luana Lourenço/A Br

Brasília – Os governos do Brasil e do México decidiram renegociar alguns pontos do acordo automotivo. Atualmente, o comércio bilateral no setor está desequilibrado, só beneficiando os mexicanos. O assunto foi discutido hoje (3) por telefone entre a presidenta Dilma Rousseff e o colega mexicano Felipe Calderón. A conversa, que ocorreu por iniciativa do governo mexicano, foi acompanhada pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, e das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

“Vamos começar um processo de negociação dos termos do acordo já na semana que vem. No momento atual, o acordo não é equilibrado, ele é desequilibrado contra o Brasil. Foi uma conversa produtiva, o presidente Calderón manifestou total abertura em rever os termos do acordo”, disse Pimentel.
Por causa das perdas, o Brasil cogitava utilizar a cláusula de saída prevista na negociação, o que, na prática, significaria o fim do acordo. “Levantamos a possibilidade da cláusula de saída caso não se chegasse, não se chegue a um bom termo, mas estamos certos de que vai haver. E hoje, com a conversa com o presidente Calderón, isso ficou muito claro. O México tem enorme interesse em manter o acordo e admite a revisão das condições”, avaliou Pimentel.
As negociações serão conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e pelo Ministério das Relações Exteriores e os equivalentes mexicanos e devem começar na próxima semana com a vinda de representantes mexicanos ao Brasil. A expectativa é que os dois países resolvam a questão até o fim de fevereiro.
“Existe disposição em se chegar a um entendimento. Houve uma reafirmação de ambas as partes de engajamento em uma relação muito próxima política e economicamente entre os dois países”, acrescentou Patriota.
Firmado em 2002, o acordo permite as importações de automóveis, peças e partes de veículos do México com redução de impostos, mas só vale para veículos de passeio. Uma das mudanças que o Brasil deverá sugerir na revisão do acordo é a inclusão de outras categorias, o que poderia diminuir o desequilíbrio para a balança comercial brasileira, segundo Pimentel.
“Queremos aumentar o conteúdo regional na produção dos veículos, tanto no México como no Brasil, e aumentar o escopo do acordo, de forma que não seja apenas para automóveis de passeio, como é hoje. Que inclua também caminhões, ônibus e utilitários, o que poderia melhorar o saldo, que hoje é totalmente negativo para o Brasil”.

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Hackers derrubam páginas de administradoras de cartões de crédito

Wellton Máximo/ABr

Brasília – Depois de atacar sites do Banco Central (BC), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e de mais três bancos, o grupo de hackers Anonymous Brasil derrubou a páginas das administradoras de cartões Cielo e Redecard. As páginas das duas empresas na internet estão fora do ar.

As páginas atacadas durante a manhã estão operando normalmente. Em todos os casos, o grupo anunciou os ataques por meio da rede social Twitter. Apesar de usuários terem relatado instabilidades na página da Caixa Econômica Federal por volta das 11h, a instituição negou qualquer problema em seus sistemas. O Anonymous Brasil não confirmou se a Caixa também foi vítima dos ataques.

O grupo de hackers prometeu causar problemas em sites de bancos todos os dias desta semana. A estratégia consiste em fazer com que a página receba grande número de acessos ao mesmo tempo, fique sobrecarregada e, com isso, instável e até indisponível.

O HSBC foi o alvo de ontem (2) do grupo. O banco informou, em nota, que houve um “volume de acessos acima do esperado” no site. Na quarta-feira (1º), foi a vez da página do Banco do Brasil (BB) registrar picos de acesso. Segundo o BB, houve lentidão no sistema em algumas regiões do país, mas não houve risco para a segurança dos dados dos clientes. Há registros de que a página do BB tenha saído do ar, mas o banco nega.

Os hackers também dizem ter provocado problemas no site do Bradesco, na última terça-feira (31), e na página do Itaú, no dia 30 de janeiro. Em nota, o Bradesco disse que o site apresentou “momentos de intermitência com volume de acessos acima da média”, mas não chegou a ficar fora do ar. O Itaú Unibanco, também por meio de nota, disse que houve “indisponibilidade” em sua página, mas a normalidade foi retomada em seguida.

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Empresa desenvolve ração adesivada para peixes

Vilma Homero
Na correria da vida moderna, descansar os olhos observando a tranquilidade e a beleza de peixes em um aquário pode ser bem relaxante. Para os que têm a aquariofilia como hobby, esse é um assunto levado muito a sério. Melhor ainda quando se consegue interagir melhor com os peixes. Como isso é possível? Simples, fazendo-os se aproximarem do vidro para comer as pastilhas de ração, aderidas às laterais do aquário. O produto, que surgiu a partir de estudos de similares já comercializados no mercado europeu, foi desenvolvido pela empresa Maramar Pet, com apoio da FAPERJ, por meio do edital de Apoio à Inovação Tecnológica.
“Para fazer um produto nutricionalmente completo e aderente ao vidro do aquário, para permitir que se visualize os peixes se alimentando, criamos uma parceria com os pesquisadores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Senai-RJ)”, explica Fernando Quinto, responsável pela empresa. O trabalho abrangeu desde um estudo preliminar detalhado sobre os registros de patentes existentes internacionalmente até verificar o estágio de desenvolvimento desse tipo de produto e os processos utilizados até o momento. “Ao percebermos que não havia nada nessa linha, elaboramos o nosso projeto, contando com a colaboração e expertise dos técnicos do Senai Alimentos, para desenvolver um produto diferenciado e inovador”, afirma.
Com tudo isso, quem ganha são os peixes. Isso porque um aquário é um ótimo exemplo de sustentabilidade, válido para entender nosso planeta. “Todo alimento colocado no aquário interfere diretamente na qualidade da água, ambiente no qual os peixes respiram. Todo excesso de comida é problemático, porque gera lixo, seja na forma de restos de alimentos ou de fezes ricas em material orgânico”, explica Fernando. Para decompor esse lixo, entram em cena as bactérias benéficas existentes no aquário, cuja função é a de equilibrar esse ciclo mantendo a água do aquário sempre estabilizada.
“Quando, no entanto, há um excesso de sobras de alimento, aumenta também a proliferação de bactérias. Essa superpopulação altera o equilíbrio do aquário, já que consome o oxigênio e reduz drasticamente a qualidade da água. Isso dá oportunidade ao aparecimento de doenças oportunistas, enfraquece os peixes e pode até levá-los à morte.” Segundo Fernando, com as pastilhas, isso não acontece. “Fizemos pastilhas de diferentes tamanhos, de modo a facilitar ao usuário oferecer a seus peixes a dose ideal de alimento.
Para produzir o alimento, a empresa Maramar Pet usou toda a experiência de vários anos produzindo outras linhas de ração – em flocos ou extrusada (bolinhas que flutuam na água). A base nutricional de cada uma delas varia com a espécie de peixes a ser alimentada. “Essas rações são acrescidas de substâncias que conferem firmeza e aderência ao alimento. Com isso, desenvolvemos não apenas um único produto, mas uma linha completa, direcionada a diferentes tipos de peixes. Todas elas adesivadas para se fixarem às paredes do aquário. São as pastilhas Fix.”
Segundo o empreendedor, espécies diversas de peixes ornamentais necessitam de formulação com cargas diferentes de proteínas, vitaminas e gorduras. “Isso também varia de acordo com os hábitos de alimentação de cada espécie: se costumam, por exemplo, comer o alimento que bóia na superfície da água, se preferem a comida no fundo ou na meia água”, explica Fernando. Ele ainda cita espécies de hábitos onívoros, como as carpas comuns, os carnívoros, como os peixes betta, ou ciclídeos africanos, originários do lago Malawi, que preferem vegetais. “Para cada um deles, há obviamente alimentos com base nutricional diferente, com mais ou menos concentração de proteínas, maior ou menor quantidade de vegetais, conforme o caso”, explica.
Para transformar a ração em flocos ou extrusada em alimento adesivado, a formulação precisa manter o mesmo aporte nutricional. “Para chegarmos até o resultado final, fizemos vários testes para definir o aditivo a ser acrescentado, capaz de compactar a ração, ajudar na aderência e que pudesse ser usado para os vários tipos de alimento. Deu tudo certo.”
De acordo com o empresário, a produção das pastilhas adesivadas não exige que o alimento passe por um processo térmico, como no caso das rações em flocos ou extrusada. “As altas temperaturas costumam reduzir as características funcionais de certas vitaminas e interagem com algumas proteínas, alterando as cadeias de aminoácidos originais”, destaca. Como tudo isso terminaria alterando a concentração dessas vitaminas e proteínas termosensíveis, elas só são adicionadas no final no processo, na fase de compressão.
“Na produção das pastilhas, nada disso acontece porque tudo é feito por compactação, sem a necessidade de altas temperaturas, nem perdas nutricionais durante o processo”, compara. Ele fala ainda que as pastilhas são comercializadas em várias apresentações, com dosagens variadas, para atender a medida exata de cada refeição, sem deixar sobras.
E complementa: “A parceria da Maramar Pet com o Senai tem sido uma contribuição valiosa. Com ela, e com os recursos da FAPERJ, pudemos desenvolver toda uma linha de novos produtos, inovadores, e crescer no mercado. O aprendizado foi grande, em todos os sentidos e tudo isso foi fundamental para a nossa empresa. Um dos resultados mais importantes de tudo isso foi termos fundado a Central de Negócios da Costa do Sol, uma associação multisetorial de empresários locais, para compartilhar um pouco de toda essa experiência. Nosso objetivo é beneficiar toda a nossa região”, conclui.

Fonte – © FAPERJ

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Protecionismo gera perdas no longo prazo, dizem economistas

Wellton MáximoAgência Brasil
Brasília – A intensificação das medidas protecionistas, como a exigência de licença de importação para mercadorias entrarem na Argentina e a elevação de impostos sobre veículos de fora do Mercosul no Brasil, resulta em perdas para os países envolvidos no médio e longo prazo. Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, as decisões que visam a proteger o mercado interno podem trazer ganhos imediatos, mas essa vantagem se perde na deterioração da competitividade da economia e na redução de trocas comerciais.

Na avaliação do professor Carlos Pereira, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV), medidas como a criação de cotas de importações ou a exigência de aprovação do governo para a entrada de mercadorias externas, como ocorreu na Argentina, têm reflexos nos países vizinhos e põe em xeque o funcionamento do Mercosul.

“Toda a engenharia institucional do Mercosul está em risco. Medidas como essas sinalizam que o arcabouço institucional não tem sido mais capaz de resolver os conflitos comerciais. É normal que esses atritos aconteçam, mas sempre houve mecanismos dentro do próprio Mercosul para resolvê-los”.

Em relação aos efeitos sobre a produtividade, o economista declara que a proteção da indústria nacional reduz a eficiência dos fabricantes. Isso porque a falta de concorrência com os produtos estrangeiros diminui a qualidade e encarece as mercadorias protegidas, além de tornar a produção e o comércio sujeitos a interesses políticos. “A sensação do ganho no curto prazo é enganadora porque gera benefício menor do que os ganhos do mercado livre no longo prazo. Os atores políticos preferem ganhar no curto prazo”.

Sobre as medidas adotadas pelo Brasil, Pereira critica o reajuste do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados, em vigor desde dezembro. Para ele, o governo se submeteu à pressão das montadoras ao concordar com a elevação do tributo, em vez de criar incentivos para a modernização dos veículos nacionais. “O caminho mais eficaz [para enfrentar a concorrência com os importados] seria a criação de linhas de crédito e de incentivos fiscais para as montadoras que investem em tecnologia”.

Professora titular do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP), Leda Paulani diz que os impactos da proteção comercial sobre o Brasil é agravado pelo câmbio, que está em queda. Segundo ela, a combinação do protecionismo com a apreciação cambial prejudica, não apenas as vendas externas da indústria nacional, mas as próprias exportações do setor agrícola.

“Em relação aos bens de menor valor agregado [como bens agropecuários e produtos manufaturados de baixo valor], o Brasil continua enfrentando a concorrência de países como a China. No caso dos bens de maior valor agregado, o protecionismo desestimula o país a dominar a tecnologia e o pouco que se exporta pode se perder”.

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Aposentados e pensionistas pegaram quase R$ 30 bilhões em empréstimos consignados em 2011

Da Agência Brasil

Brasília – Aposentados e pensionistas contraíram, no ano passado, R$ 28,4 bilhões em dívidas na modalidade de crédito consignado. O valor é quase 6% a mais do que o montante das operações feitas em 2010, quando os bancos liberaram R$ 26,8 bilhões, segundo informações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O número de operações fechadas no ano passado aumentou ligeiramente em relação a 2010. Foram fechados 10,2 milhões de contratos de crédito consignado, 1,53% a mais do que em 2010, com 10,1 milhões.

Só em dezembro foram liberados R$ 2,29 bilhões nesta modalidade de crédito, 2,96% menos que em novembro (R$ 2,36 bilhões). O número de operações também caiu, de 729 mil contratos para 711 mil (-2,5%). Do total de operações do mês, 37,6% foram contratadas por segurados na faixa etária de 60 a 69 anos. As faixas etárias de 50 a 59 anos e de 70 a 79 anos foram responsáveis, cada uma, por 23% dos empréstimos liberados em dezembro.

Do total de operações consignadas de empréstimo pessoal e de cartão de crédito, em dezembro, mais da metade (384 mil) foram efetuadas por segurados com renda de até um salário mínimo. Esses aposentados e pensionistas contrataram, em média, R$ 2.341,39 em cada operação de empréstimo pessoal e R$ 456,91 em cartão de crédito.

Na faixa salarial de um a três salários mínimos, os empréstimos pessoais tiveram como valor médio R$ 3,3 mil e, na contratação via cartão de crédito, R$ 570,40. Na faixa acima de três salários mínimos, o valor médio de cada empréstimo na modalidade de crédito pessoal e cartão de crédito foi R$ 6 mil e R$ 729, respectivamente.

A margem consignável do empréstimo pessoal é limitada a 30% da remuneração líquida dos aposentados e pensionistas.

O balanço completo das operações de crédito consignado na folha de pagamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2011 estão disponíveis na página do Ministério da Previdência Social na internet.

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Apreensão de contrabando aumentou 16% em 2011

Daniel Lima/ABr
Brasília – O valor total de mercadorias apreendidas em aeroportos, portos e postos de fronteiras pela Receita Federal bateu recorde em 2011, com R$ 1,479 bilhão, e representa crescimento de 16% na comparação com o resultado de 2010, informou hoje (2) o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal do Brasil, Ernani Argolo Checcucci. O recorde anterior – cerca de 1,4 bilhão – era de 2009. Produtos falsificados, tóxicos, medicamentos e armas e munições, entre outros itens, estão entre as mercadorias apreendidas.

Com mais de R$ 100 milhões em apreensões, os veículos são destaque na lista da Receita, principalmente os usados para transportar mercadorias irregulares, num total de R$ 120 milhões, com acréscimo de 13,69% em comparação ao resultado de 2010. Também aparecem com destaque cigarros, com R$ 114 milhões, aumento de 21,97% sobre o total do ano anterior, e relógios, com apreensões de R$ 108 milhões e crescimento de 134,99% na mesma comparação.

“O setor de cigarros segue como um dos mais afetados por esse tipo de atividade ilícita [contrabando]. É difícil fazer uma estimativa do impacto do contrabando na economia, porque não se conhece o universo total de mercadorias nesta situação. Mas dá para indicar os tipos mais comuns deste tipo de ilícito”, disse Checcucci. Segundo o subsecretário, o maior número de apreensões continua sendo feito nos portos, devido ao volume de produtos que pode ser transportados pelos navios.

Por via terrestre, a Receita constatou que houve mudança no tipo de veículo mais usado pelos contrabandistas. As operações da Receita nos últimos anos terminaram forçando o transporte das mercadoria irregulares em automóveis de passeio e não mais em ônibus. Só de janeiro a dezembro do ano passado, foram apreendidos 6.003 automóveis de passeio (13,69%) transportando contrabando. Quanto aos cigarros, foram apreendidos mais de 165 milhões de maços.

De acordo com Checcucci, o aumento do volume de apreensões pode ser atribuído, em parte, ao incremento do comércio exterior brasileiro. Segundo ele, deve-se destacar o aumento tanto em valor quanto em volume das importações nos últimos dez anos. “Se compararmos o período, houve praticamente, duplicação tanto em valor quanto em peso, das mercadorias que ingressam no país. A maioria é licita, mas existem operadores que aproveitam para fazer práticas ilícitas”, disse Checcucci.

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PROJETO QUE ANTECIPA REAJUSTES PARA SEGURANÇA E DEFESA CIVIL É ENTREGUE À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Marcelle Colbert/Imprensa RJ —
Na mensagem, o Estado também iguala o auxílio moradia de policiais e bombeiros com e sem dependentes

O secretário-chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, entregou ontem (1) à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) seis mensagens para aprovação, entre elas o projeto de lei que assegura reajuste acumulado de 38,8% aos policiais militares e civis, bombeiros e inspetores de segurança e administração penitenciária nos anos de 2012 e 2013, com aumento de 10,54% a partir deste mês. Na mensagem enviada na sessão de abertura da Alerj, o Estado também iguala o auxílio moradia de policiais e bombeiros com e sem dependentes.

O projeto de lei estabelece que, a partir de fevereiro, os militares terão um valor único para o auxílio de moradia, de 107,5% sobre o soldo, eliminando a diferença que havia entre militares com dependentes e sem dependentes. Esse artigo do projeto de lei vai beneficiar 10.045 militares ativos, sendo 7.939 policiais militares e 2.106 bombeiros, que não tinham dependentes. Atualmente, 34.362 policiais e 14.174 bombeiros já recebem o benefício no percentual de 107,5%.

- Para o Governo do Estado, a Segurança Pública é prioridade. Além dos reajustes, estamos igualando o auxílio-moradia dos policiais e bombeiros solteiros e casados. Hoje, os sem dependentes recebem o benefício menor. Não haverá mais distinção nesse pagamento. Com isso, acabamos com a última faixa de remuneração dos policiais e bombeiros, colocando todos na faixa seguinte – afirmou Fichtner.

Os aumentos serão concedidos segundo a nova sistemática implantado pelo Estado. De acordo com o projeto de lei, o pessoal da área terá um aumento de 10,54% neste mês de fevereiro; 0,915% em janeiro de 2013; 10,54% em fevereiro de 2013; e 11,55% em outubro de 2013. Com isso, o aumento acumulado desses servidores de 2007 a 2013 será de 100%.

Este ano, o governo estadual investirá R$ 221 milhões nas novas medidas. Em 2013, o impacto orçamentário será de R$ 492 milhões e em 2014, de R$ 324 milhões. Serão beneficiados 73.106 servidores ativos, 32.163 funcionários inativos e 14.404 pensionistas, totalizando 119.673 pessoas.

- Estamos fazendo um esforço orçamentário para recompensar e tentar colocar os salários de nossos servidores, bombeiros e policiais, em um patamar que merecem. Vamos aumentar em 38% os vencimentos dos policiais e bombeiros em um prazo de dois anos. É um ganho extraordinário e é muito difícil encontrar outra corporação ou qualquer categoria profissional privada ou pública que tenha um aumento tão expressivo dentro desse período – disse o secretário.

Governo do Estado enviou mais cinco mensagens à Assembleia

Além das novas regras de concessão de aumento salarial para as áreas de Segurança e Defesa Civil, outras cinco mensagens foram entregues. Uma delas está relacionada ao reajuste do piso salarial regional com o mesmo percentual do salário mínimo nacional, para colocar o salário no Estado do Rio em equilíbrio e evitar o fomento da informalidade. Outra mensagem propõe o aumento do efetivo da Polícia Civil, em todas as categorias, permitindo a implantação de um amplo programa de promoções.

O Estado propôs ainda o pagamento de dívidas de ICMS de empresas que operam no ramo de exames médicos através da prestação de serviços para os usuários do SUS; a institucionalização da relação de ex-pacientes com hanseníase que prestaram serviços para o Instituto Estadual de Dermatologia Sanitária com o Estado; e a operação de crédito no valor R$ 48 milhões para o financiamento do Programa de Renovação e Fortalecimento da Gestão Pública 2 (Pró-Gestão).

- A mensagem mais importante é a antecipação de uma lei já aprovada na Alerj, que antecipa um aumento que era feito em 12 parcelas consecutivas, em 48 meses. O governo estadual está antecipando todo o ano de 2012 para fevereiro de 2012 e pretende antecipar no final do ano todo o período de 2013, além de acabar com a última carreira de soldado – disse o presidente da Alerj, Paulo Mello.

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Os fabricantes de televisores do país estão negociando inclusão do Ginga

Sabrina Craide/ABr
Brasília – Os fabricantes de televisores do país estão negociando com o governo federal o adiamento da obrigatoriedade da inclusão do Ginga, uma ferramenta que permite a interatividade na TV digital brasileira, nos aparelhos produzidos no país. Hoje (1º), o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, esteve com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pedindo que a medida só entre em vigor a partir de outubro.
Segundo o representante das empresas, os testes que estão sendo realizados para avaliar o funcionamento dosoftware só ficam prontos no dia 30 de setembro, o que inviabiliza a inclusão do Ginga nos televisores antes desse prazo. O programa, que é um software livre nacional, possibilita que o telespectador consulte informações sobre a programação, faça compras e acesse dados bancários pela televisão.
A proposta da indústria é incluir o Ginga a partir de outubro em 10% dos televisores conectados, ou seja, nos aparelhos que já estão preparados para receber o sinal digital. O percentual subiria para 50% no ano que vem e para 95% em 2014, ano da Copa do Mundo.
O governo apresentou inicialmente uma proposta de incluir o Ginga no Processo Produtivo Básico (PPB) para pelo menos 75% de todos os televisores com tela de cristal líquido a partir deste ano, mas esse percentual ainda está sendo debatido. A ideia do governo é que o software seja incluído nos televisores a partir de junho.
Outro argumento das fabricantes de televisores para adiar a inclusão do Ginga nos aparelhos é que o sinal digital ainda não está presente em todos os municípios brasileiros. “Hoje 48% da população recebem sinal digital. É inócuo fazer 100% [a inclusão do Ginga], cobrar um dinheiro a mais de quem ainda não recebe o sinal”, diz Kiçula. Segundo ele, a inclusão do software deverá encarecer em cerca de R$ 200 o preço dos aparelhos.
Kiçula disse que a associação não quer brigar com o governo, mas, se a obrigação da implantação do Ginga for determinada antes de outubro, poderá haver recurso na Justiça para que as empresas não sejam impedidas de fabricar os televisores sem o software. “Se o sistema não estiver aprovado, não poderemos fazer, e as empresas podem ser obrigadas a parar a produção porque não estarão cumprindo o PPB”, disse.

Sabrina Craide/ABr
Brasília – Os fabricantes de televisores do país estão negociando com o governo federal o adiamento da obrigatoriedade da inclusão do Ginga, uma ferramenta que permite a interatividade na TV digital brasileira, nos aparelhos produzidos no país. Hoje (1º), o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, esteve com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pedindo que a medida só entre em vigor a partir de outubro.
Segundo o representante das empresas, os testes que estão sendo realizados para avaliar o funcionamento dosoftware só ficam prontos no dia 30 de setembro, o que inviabiliza a inclusão do Ginga nos televisores antes desse prazo. O programa, que é um software livre nacional, possibilita que o telespectador consulte informações sobre a programação, faça compras e acesse dados bancários pela televisão.
A proposta da indústria é incluir o Ginga a partir de outubro em 10% dos televisores conectados, ou seja, nos aparelhos que já estão preparados para receber o sinal digital. O percentual subiria para 50% no ano que vem e para 95% em 2014, ano da Copa do Mundo.
O governo apresentou inicialmente uma proposta de incluir o Ginga no Processo Produtivo Básico (PPB) para pelo menos 75% de todos os televisores com tela de cristal líquido a partir deste ano, mas esse percentual ainda está sendo debatido. A ideia do governo é que o software seja incluído nos televisores a partir de junho.
Outro argumento das fabricantes de televisores para adiar a inclusão do Ginga nos aparelhos é que o sinal digital ainda não está presente em todos os municípios brasileiros. “Hoje 48% da população recebem sinal digital. É inócuo fazer 100% [a inclusão do Ginga], cobrar um dinheiro a mais de quem ainda não recebe o sinal”, diz Kiçula. Segundo ele, a inclusão do software deverá encarecer em cerca de R$ 200 o preço dos aparelhos.
Kiçula disse que a associação não quer brigar com o governo, mas, se a obrigação da implantação do Ginga for determinada antes de outubro, poderá haver recurso na Justiça para que as empresas não sejam impedidas de fabricar os televisores sem o software. “Se o sistema não estiver aprovado, não poderemos fazer, e as empresas podem ser obrigadas a parar a produção porque não estarão cumprindo o PPB”, disse.

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