Archive | Saúde

Planos de saúde não podem fixar limite com despesa hospitalar, decide STJ

Da Agência Brasil
Brasília – Os planos de saúde não podem estabelecer limite máximo de gastos com internações em hospitais nem prazo máximo de permanência do segurado, segundo definiu o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os ministros da Quarta Turma do STJ entenderam, por unanimidade, que esse tipo de cláusula é abusiva. A decisão não vincula as demais instâncias da Justiça, mas abre precedente para situações semelhantes.
A decisão é da semana passada, mas foi divulgada apenas hoje (22) pelo STJ. Os ministros analisavam o recurso da família de uma mulher que ficou dois meses internada na UTI devido a um câncer de útero. No décimo quinto dia de internação, a seguradora queria suspender o pagamento alegando que havia sido atingido o limite do contrato de R$ 6.500. Uma liminar garantiu que a empresa continuasse arcando com os gastos até que a mulher morreu.
A cláusula que colocava limite de gasto foi mantida pelo juiz de primeiro grau e pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que entenderam que o contrato era claro ao estabelecer a restrição e que a adesão foi uma opção da segurada. No entanto, os ministros do STJ reverteram a decisão alegando, principalmente, que o valor da cobertura é muito reduzido.
Para o relator, ministro Raul Araújo, a saúde humana não pode ficar sujeita a limites como acontece em um seguro de carro. Ele também lembrou que a legislação da época vedava a limitação desses tipos de prazos. Os ministros também decidiram fixar o valor de R$ 20 mil de dano moral devido à aflição que o episódio causou na paciente e em sua família.

Posted in Saúde0 Comentários

Hiperidrose: suor excessivo tem cura

Estima-se que o problema atinja de 1% a 2% da população brasileira
A hiperidrose é uma desordem caracterizada por suor excessivo e ocorre geralmente nas mãos e axilas, mas também pode se manifestar em outras regiões do organismo, como na face e no couro cabeludo e nos pés. Em alguns indivíduos, o suor intenso torna-se incontrolável, podendo causar problemas profissionais, sociais e até mesmo psicológicos, levando a sérios constrangimentos.

“Sem dúvida é possível melhorar a qualidade de vida de quem transpira em regiões específicas do corpo como mãos e axilas”, afirma o cirurgião torácico dr. Ricardo Mingarini Terra, médico assistente do Serviço de Cirurgia Torácica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

Há três formas de tratamento, explica o especialista, conforme o grau de incômodo que a sudorese proporciona ao indivíduo. Para casos mais amenos, em que o suor se excede apenas em períodos mais quentes, o tratamento medicamentoso – que age nos transmissores neurais e inibem a transmissão do impulso nervoso até as glândulas sudoríparas – é considerado uma boa opção, particularmente em pacientes com hiperidrose axilar.

“Os remédios não são totalmente específicos, portanto uma dose elevada pode oferecer alguns efeitos colaterais, como boca seca, retenção urinária e constipação. Cerca de 30% dos pacientes têm redução do sintoma de forma efetiva. Para os outros 70%, sem resposta ao tratamento, pode ser indicada a cirurgia”.

Simpatectomia

A simpatectomia é uma cirurgia minimamente invasiva, simples e efetiva, indicada a pacientes que suam em excesso nas mãos, axilas ou couro cabeludo e se sentem constantemente incomodados.

“São raríssimos os casos em que as regiões não ficam realmente secas”, comenta dr. Ricardo.

Entretanto, como qualquer procedimento cirúrgico, devem ser analisadas as vantagens e desvantagens. O benefício, sem dúvida, é a alta efetividade que a cirurgia oferece; já os contras englobam o fato de ser um procedimento cirúrgico – apesar de apresentar baixas chances de complicações – e a possibilidade de ocorrência da chamada sudorese compensatória.

“Como o próprio nome diz, a despeito da diminuição do volume de suor na região operada, outras partes do corpo, normalmente barriga e costas, podem ter volume de transpiração aumentado. Assim, é necessária uma detalhada conversa com o paciente durante as consultas que precedem a cirurgia.”

Botox

Outra estratégia utilizada para combater a hiperidrose é a aplicação de toxina botulínica, popularmente conhecida como botox. Segundo dr. Ricardo, a técnica também é bastante eficaz, principalmente na região da axila, apesar de ser um tratamento dolorido.

O método é temporário, explica dr. Ricardo, afirmando que o paciente permanece sem a sudorese por alguns meses. A tendência, portanto, é utilizar o botox como um controle da hiperidrose.

“É importante esclarecer que o especialista adequado para tratar a hiperidrose é o cirurgião torácico, plenamente capaz de informar e orientar os pacientes que sofrem da doença. Assim, creio que difundir tais conhecimentos à sociedade é de extrema relevância, já que existem ótimas alternativas para este incômodo”, finaliza dr. Ricardo.

Posted in Saúde0 Comentários

Mal de Alzheimer atinge 40% da população acima de 85 anos

Joao Vitor Carvalho joaovitorc@gmail.com///
O primeiro e mais flagrante sintoma é o esquecimento. A pessoa começa a ter dificuldade de lembrar-se de eventos recentes, de nomear objetos do cotidiano, reconhecer pessoas que fazem parte do seu circulo social. Com a evolução, esses sintomas são agravados e o paciente passa também a apresentar problemas na comunicação, no desenvolvimento do raciocínio e na orientação espaço-temporal. A memória começa a falhar cada vez mais .Locais conhecidos, como a própria casa, tornam-se ambientes estranhos. Mudanças comportamentais também podem ser verificadas. Vestir-se, tomar banho e cozinhar são exemplos de atividades corriqueiras do dia-a-dia que se tornam cada vez mais problemáticas para serem realizadas.
Invariavelmente, mais cedo ou mais tarde, o paciente perde autonomia e passa a ser totalmente dependente de seu cuidador. Nesse estágio, as habilidades motoras já estão completamente comprometidas e o paciente já vive sobre uma cama, em grande parte dos casos, sem pronunciar qualquer palavra e sem reconhecer ninguém.
É basicamente dessa forma que se manifestam os sintomas e evolui o Mal de Alzheimer, doença crônico -degenarativa do sistema nervoso central, que incide normalmente em pacientes idosos, acima de 60 anos. Embora não existam estatísticas nacionais oficiais, a incidência da doença no Brasil é equiparada ao que é verificado nos Estados Unidos. Isso representa dizer que o mal acomete 7,7 pessoas em um grupo de 100 mil pessoas.
- Com os ganhos médicos e financeiros, a expectativa de vida hoje é maior, o que naturalmente faz com que o número de casos também seja, uma vez que a doença normalmente se desenvolve na velhice. Acima dos 65 anos, a doença acomete de 2% a 3% da população.Acima de 85 anos, esse número chega a 40%- alerta o médico Carlos Adriano Gazanego Pontes, professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria.
Segundo o médico, a evolução da doença varia de pessoa para pessoa, podendo ser rápida, levando cinco anos desde o estágio inicial ao terminal. Se não tratada, a evolução tende a ser agressiva e, por isso, Gazanego ressalta a importância de um diagnóstico precoce.
- O diagnóstico não é fácil. São feitos vários exames até se chegar a uma conclusão e nesse caminho vamos eliminando a possibilidade de outros tipos de demência ou de outras doenças. Um dos exames mais feitos é o Mini-Exame de estado mental. São perguntas simples, para verificar a orientação espaço-temporal e memória recente, entre outros. É estabelecida uma pontuação. Esse exame, com a doença já diagnosticada, é feito também como forma de controle, para sabermos como está a evolução ou a necessidade de eventualmente mudar a medicação – explicou o médico, acrescentando que o histórico passado pelo paciente ou familiares também são fundamentais para o diagnóstico.- O médico também precisa ter a noção que existem doenças que simulam o Alzheimer, como hipotireoidimo, falta de vitamina B12, que também acarretam em perda de memória. Neste último caso, uma reposição da vitamina já resolve o problema- destaca.
O Mal de Alzheimer consiste na formação de placas de proteína no cérebro, que, conforme evolução, vão aumentando de tamanho , destruindo cada vez mais as células cerebrais e agravando o quadro. A doença está ligada aos genes, uma vez que a pessoa nasce com predisposição. No entanto, hábitos de vida e, principalmente, baixo grau de escolaridade, contribuem para o desencadeamento da doença.Pessoas com mais de oito anos de escolaridade estão entre os mais protegidos.
-Sabemos hoje em dia que a escolaridade é um fator que protege contra o Alzheimer. Quanto mais desenvolvida a parte cognitiva , mais protegida a pessoa vai estar. O que não significa dizer que pessoas com alto grau de escolaridade não possam desenvolver a doença. Elas estão apenas menos propensas.- afirma o médico.
Hábitos como fumo, alimentação desregrada, principalmente com consumo de alimentos industrializados, bebida alcoólica, controle inadequado para doenças com diabetes e hiper-tensão, e sedentarismo, são fatores que, em caso de uma predisposição, podem fazer com que a doença se desenvolva ou evolua mais rapidamente. O tratamento é feito a base de medicamentos e estímulos cognitivos.
- Os remédios em geral são caros. Mas essas medicações podem ser conseguidas gratuitamente junto a Secretaria de Saúde, desde que receitadas por um especialista. É importante, tanto na prevenção quanto no tratamento, qualquer estímulo as funções cognitivas, como leitura diária, jogos interativos, caça-palavras, palavras-cruzadas- exemplificou Gazanego.
Segundo ele, outro ponto fundamental no tratamento é a estrutura familiar, uma vez que os pacientes tornam-se cada totalmente dependentes para realizar funções tidas como básicas. É recomendado que o paciente tenha mais de um cuidador, por conta das várias demandas que ele suscita.
O Alzheimer não tem cura. Ainda. De acordo com Gazanego, recentes estudos lançam novos olhares sobre a doença, principalmente sobre sua forma de evolução, e apontam novas formas de tratamento. Medicamentos já foram testados com sucesso em ratos de laboratório. – A comunidade médica está muito esperançosa que, dentro de 7 ou 8 anos, já tenhamos um medicamento para acabar com essas placas no cérebro que causam a doença. Os estudos ainda são muito recentes, mas estamos enxergando de forma muito positiva- completou Carlos Gazanego.

Posted in Saúde0 Comentários

Atividade física intensa no carnaval pode levar a quadro de desidratação, alerta especialista

Alana Gandra/ABr

Rio de Janeiro – Os foliões que pretendem participar da maratona de desfiles dos blocos de rua e de trios elétricos neste carnaval precisam tomar algumas precauções, como manter o corpo bem hidratado, orienta o médico da Câmara Técnica de Medicina Desportiva do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Paulo César Hamdan.

“Toda atividade física extenuante pode levar a um quadro de desidratação. Somado a isso, o pessoal bebe (álcool), que é outro fator de desidratação.” O ideal, segundo Hamdan, é que para cada dois ou três copos de álcool a pessoa beba um litro de água.

Especialista em atividade física, Hamdan recomendou que os foliões bebam bastante água, “o máximo que puderem”, além de isotônicos ou, até mesmo, soro caseiro. “Misturando uma colher de chá de sal e duas colheres de sopa de açúcar a 1 litro d’água, você tem o soro caseiro.”

Uma medida simples para controlar a perda de água no organismo durante os festejos de carnaval é pesar-se antes de sair para os blocos e à noite, depois que chegar em casa. A diferença indicada na balança deve ser reposta com água para manter o balanço de hidratação, explicou.

Outro aspecto importante diz respeito à alimentação. O médico do Cremerj recomendou que as pessoas abusem de frutas nesta época, porque elas contém água e ajudam a hidratar. Além disso, o ideal é adotar uma alimentação à base de carboidratos, como massa e purê de batata. “Principalmente à noite, é uma alimentação ideal para ser armazenada pelo corpo como fonte de energia para o dia seguinte”.

Em relação às fantasias, a dica é usar roupas leves. “Roupas muito fechadas preservam o calor e o suor não evapora, causando situações que podem levar à intermação.” A intermação é causada pelo aumento da temperatura corporal e pela má resfriação do corpo, incapaz de suar de forma adequada.

Hamdan explicou que a atividade física extenuante já configura um risco de desidratação. “Se estiver usando uma roupa muito fechada, o suor não vai evaporar, aumentando mais o risco de intermação. Bebendo álcool, outro fator que leva à desidratação, aumenta esse risco. São três situações que fazem com que você tenha um risco maior de chegar a um ponto de desidratação e intermação, sendo a hipertemia um quadro de emergência médica severa, que pode provocar arritmia e morte.”

Posted in Saúde0 Comentários

Medicamento Glivec é liberado para tratamento de leucemias em crianças e adolescentes

Carolina Pimentel/ABr

Brasília – O governo federal liberou mais uma opção de tratamento para crianças e adolescentes com leucemias mieloide crônica e linfoblástica aguda. A partir de agora, os médicos da rede pública podem prescrever o medicamento Glivec em casos pediátricos das duas doenças. Atualmente, o remédio é indicado somente para adultos.
Uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o Centro Infantil Boldrini apontou resultado positivo para o Glivec no tratamento de crianças e adolescentes diagnosticados com as leucemias. Após os testes e duas consultas públicas, o Ministério da Saúde decidiu incluir o remédio, com princípio ativo Mesilato de Imatinibe, na lista de medicamentos para o público infanto-juvenil.

As orientações para o uso do Glivec em crianças e adolescentes foram publicadas hoje (16) no Diário Oficial da União. O remédio é distribuído pelas secretarias de Saúde aos hospitais oncológicos públicos ou conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Posted in Saúde0 Comentários

Inmetro abre consulta pública sobre normas para implantes mamários

Paula Laboissière/ABr
Brasília – Pouco mais de um mês após a polêmica envolvendo próteses de silicone, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) inicia hoje (17) uma consulta pública sobre o regulamento de implantes mamários no Brasil. O texto ficará disponível por 30 dias no site do instituto.

As críticas e sugestões deverão ser encaminhadas para o endereço Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), diretoria da Qualidade (Dqual), divisão de Programas de Avaliação da Conformidade (Dipac), Rua da Estrela n.º 67, 2º andar, Rio Comprido, CEP 20.251-900 – Rio de Janeiro (RJ).

Outra opção é o e-mail dipac.consultapublica@inmetro.gov.br. Após o fim do prazo, o Inmetro manterá contato com as entidades que tenham manifestado interesse na matéria para que indiquem representantes em discussões posteriores para a consolidação do texto final.

Posted in Saúde0 Comentários

Ônibus da Saúde fará plantão no Carnaval do Centro

Ascom
A Prefeitura de Petrópolis, por meio da Secretaria de Saúde irá disponibilizar o ônibus de atendimento volante durante os dias de folia de Carnaval, no Centro. Uma equipe fará o atendimento dos casos de urgência no próprio local ou fará a remoção ao Hospital Municipal Nelson de Sá Earp dos casos de maior gravidade. O serviço vai garantir o pronto atendimento aos foliões.
O ônibus ficará estacionado nas imediações da Praça dos Expedicionários, em frente ao Theatro Municipal. O plantão de atendimento terá início sempre às 18 horas com término entre 1h e 3h da manhã, de acordo com o movimento na rua. O serviço ficará disponível a partir desta sexta-feira (17) até terça-feira de Carnaval (21).
Segundo o diretor do HMNSE, Ricardo Blanc, a equipe que fará o atendimento no ônibus é formada por um recepcionista, um telefonista, dois profissionais de enfermagem e dois médicos. Uma ambulância também será disponibilizada para o plantão de Carnaval no Centro. Segundo ele, a expectativa de é de cerca de 30 a 40 atendimentos por dia, a exemplo de anos anteriores.

Posted in Cidade, Saúde0 Comentários

Mustrangi assume presidência do CIS-Serra

Ascom/Foto – Divulgação
O prefeito Paulo Mustrangi assumiu ontem a presidência do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Serrana (CIS-Serra). O evento foi realizado na cidade de Bom Jardim e contou com a presença do prefeito da cidade anfitriã, Paulo Vieira de Barros, do prefeito da cidade de Cordeiro, Silvinho Daflon, além de secretários de saúde e médicos de diversos municípios.

Acompanhado pela secretária de Saúde, Aparecida Barbosa, que tomou posse da presidência técnica do Consórcio, Mustrangi destacou a importância do mesmo para angariar recursos para todos os municípios da região.

“Acredito no Consórcio como um instrumento para aumentarmos nossa atuação junto aos governos federal e estadual. Os municípios, de forma isolada, não conseguem debelar todas as demandas na área da saúde. Juntas, as cidades têm mais força para solicitar recursos e transformar a saúde na Região Serrana em uma porta para salvar vidas. Vou lutar por esse Consórcio e acredito que todos os municípios envolvidos irão somar. Quero agradecer por este apoio. Temos muito trabalho pela frente”, afirmou Mustrangi.

Um dos principais pontos levantados por todos os participantes é a questão envolvendo a implementação do Samu. Mustrangi disse que “essa é uma das prioridades e tenho certeza que vamos conseguir resolver todos os entraves burocráticos para que o sistema possa atender a todos os municípios envolvidos”.

Aparecida Barbosa também ressaltou que “o consórcio é uma política de cooperação, que possui diversas vantagens, como as licitações, conquista de verbas estaduais e federais, integração da região, ganho em escala, fórum permanente e identidade regional”.

Além de Petrópolis o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Serrana reúne outros quinze municípios: Nova Friburgo, Bom Jardim, Duas Barras, Cachoeiras de Macacu, Teresópolis, Santa Maria Madalena, Macuco, Cordeiro, Cantagalo, Carmo, Sumidouro, Guapimirim, Trajano de Moraes, São Sebastião do Alto e São José do Vale do Rio Preto.

Posted in Destaques, Saúde0 Comentários

Mustrangi inaugura o primeiro Caps AD tipo III do Brasil

Ascom/Foto – Alexandre Peixoto
Um importante passo para a saúde mental foi dado em Petrópolis. Na noite de ontem (14), o prefeito Paulo Mustrangi e a secretária de Saúde, Aparecida Barbosa, inauguraram o primeiro Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas, o CAPS AD III – Fênix, em Petrópolis, localizado à Rua Monsenhor Barcelar, 492 – Centro. Os recursos são do Governo Federal, cabendo ao município a contrapartida do imóvel e dos recursos humanos.
A unidade é destinada a atenção integral e contínua a pessoas com transtornos decorrentes do uso abusivo e da dependência de álcool e outras drogas. O diferencial do CAPS AD III é o atendimento especializado 24 horas, inclusive aos fins de semana e feriados. O local está equipado com dois leitos para repouso e desintoxicação, dois leitos para acolhimento feminino e seis masculinos.
Durante o evento, Mustrangi parabenizou a equipe do CAPS AD III. “Esse é um momento muito especial. Tivemos uma trajetória difícil, mas graças à dedicação de cada um dos funcionários desse local, conseguimos mais essa vitória para a saúde do município. Petrópolis, hoje, dá um importante passo rumo ao tratamento de álcool e drogas. Temos uma responsabilidade grande, já que somos a primeira cidade do Brasil a comportar uma unidade deste porte”, pontuou o prefeito.
A equipe é composta por dois psiquiatras, um clínico, dois psicólogos, quatro estagiários de psicologia, um terapeuta ocupacional, um assistente social, um enfermeiro com formação em saúde mental, uma enfermeira clínica, oito técnicos em enfermagem, um redutor de danos, dois agentes de apoio administrativo e uma coordenadora/advogada.
A secretária Aparecida Barbosa explicou que o município recebeu o CAPS AD III em razão de a cidade contar com a rede mais organizada. Segundo ela, os benefícios são inúmeros. “Avançamos ainda mais na reforma psiquiátrica. Temos o CAPS, o CAPSi – para crianças -, e o CAPS AD que agora foi ampliado e funciona de forma articulada com a rede de urgência/emergência”, explicou.
Já a coordenadora interina do CAPS AD III, Eva Cristina Gonçalves da Costa, informou que cerca de 400 pessoas já eram atendidas na antiga modalidade, podendo, agora, ser ampliado o número de atendimento. “Essas instalações vão propiciar que façamos mais atividades e até mesmo oficinas que possibilitem a geração de renda no futuro. Temos equipes dividas em três turnos e criamos horários especiais para atender aqueles que trabalham durante o dia. Além disso, a permanência de um mesmo paciente no acolhimento noturno, caso seja necessário prolongar-se para além do período médio, que é de dois a cinco dias, poderá chegar a dez dias corridos, ou 14 intercalados a cada 30 dias. Essa opção da um respaldo maior a eficácia do nosso trabalho”, ressaltou.
A cerimônia de inauguração contou ainda com a apresentação dos corais Nheengarecoporanga do Centro de Defesa dos Direitos Humanos, Coral da Gente, da Divisão de Saúde Mental e o Coral Fênix, do próprio do CAPS AD III. Além disso, o Padre Quinha proferiu uma benção ao novo local e parabenizou a todos os envolvidos pelo trabalho que vem sendo realizado.

Posted in Cidade, Destaques, Saúde0 Comentários

Arruda afirma que Muniz causou o caos da saúde

Vinicius Henter
viniciushenter@diariodepetropolis.com.br
O líder do governo na Câmara, vereador Márcio Arruda (PMDB), afirmou que o “caos na saúde” em Petrópolis começou quando o vereador Márcio Muniz (PSC) foi secretário municipal de Saúde, no governo de Paulo Gratacós, entre 1989 e 1992. Arruda criticou o fechamento das clínicas dos ex-prefeitos Rubens de Castro Bomtempo e João Caldara, “fazendo com que milhares de famílias ficassem desassistidas”. Ele também afirmou que o Hospital Alcides Carneiro, municipalizado na gestão de Muniz, ficou sem receber contrapartida do governo federal por causa do “narcisismo” do então secretário de Saúde.
As declarações foram dadas da tribuna da Câmara na sessão de ontem, com a presença de Muniz no plenário, que escutou as críticas, mas não se pronunciou. Outros vereadores que estavam na sala atrás do plenário voltaram para a sessão para escutar o discurso de Arruda.
No início do mês, o líder do governo na Casa havia dito que iria “desmascarar” Muniz “em doses homeopáticas”. Na ocasião, Arruda disse que Muniz fez críticas ao líder do governo junto a eleitores, e que o vereador do PSC teria acusado o líder do governo de ser o responsável pelos problemas na prefeitura.
- Esse moço muitas vezes tem falado da saúde. O nosso prefeito vem se esmerando em melhorar a saúde. – disse Arruda. – Vejo o vereador Vadinho, o Silmar (Fortes), o Wagner (Silva), o João Tobias apontarem problemas na saúde, e eu entendo. Só não admito o vereador Márcio Muniz falar da saúde. Atirar pedra no prefeito se ele não conseguiu ser melhor?

“Fechou covardemente a clínica”

Arruda argumentou que hospitais municipais de todo o país recebem verba do governo federal, com exceção do HAC, que era federal até a gestão de Muniz na secretaria de Saúde.
- O secretário, do alto do seu narcisismo, falou que não precisava de contrapartida do governo federal – disse Arruda.
Sobre as clínicas de Rubens de Castro Bomtempo e de João Caldara, o líder do governo afirmou que foram fechadas por Muniz depois que os ex-prefeitos deixaram os mandatos de deputado estadual, em 1990.
- A saúde está assim desde o governo do Gratacós, quando o vereador Márcio Muniz foi secretário e fechou covardemente a clínica do João Ezio Caldara. Deixou desassistidas milhares de pessoas e 160 médicos sem emprego – disse Arruda. – Se lá atrás ele não tivesse feito isso, a população de Petrópolis teria uma saúde muito melhor.
Ontem Muniz não se pronunciou sobre as declarações de Arruda. No início do mês, procurado pelo Diário de Petrópolis, Muniz havia dito que não iria responder as declarações de Arruda e que seu mandato neste ano será “propositivo”, com “propostas ao governo municipal”, e não pautado por “ataques pessoais”.

Posted in Cidade, Política, Saúde0 Comentários

Edição de Hoje