Posted on 11 maio 2012.
Quem está doente precisa de cuidados médicos, mas isso não significa o trabalho exclusivo dos doutores em Medicina. Para ajudar os médicos a cuidar dos doentes, outra categoria profissional tem um papel decisivo, a dos enfermeiros, que têm no dia 12 de maio o dia internacional que comemora sua profissão.(Foto – A equipe de enfermeiros do CTO)
A data lembra e homenageia o nascimento da britânica Florence Nightingale uma pioneira da enfermagem moderna, que nasceu em 12 de maio de 1820.
A ANA – American Nurses Association – define a Enfermagem como “uma ciência e uma arte, levando em consideração que o objetivo principal do trabalho é o de cuidar dos problemas reais de saúde, por meio de ações interdependentes com suporte técnico–científico, bem como reconhecer o papel significativo do enfermeiro de educar para saúde, ter habilidades em prever doenças e o cuidado individual e único do paciente”.
A palavra Enfermeiro se compõe de duas palavras do latim: “nutrix”, que significa Mãe, e do verbo “nutrire”, que tem como significados criar e nutrir. Essas duas palavras, adaptadas ao inglês do século XIX, acabaram se transformando na palavra NURSE que, traduzida para o português, significa Enfermeira.
De acordo com a Médica Oncologista, Drª Carla Ismael, do CTO – Centro de Terapia Oncológica, o papel do enfermeiro é muito importante, pois é ele que fica em contato com o paciente quando o mesmo vai receber o tratamento oncológico propriamente dito. “Este contato é de extrema relevância, pois é o carinho que a equipe de enfermagem tem com os pacientes que muitas das vezes o auxiliam na recuperação”.
Atualmente a equipe de enfermagem do CTO, composta por quatro Técnicos de Enfermagem e dois Enfermeiros, atende entre 70 e 80 pacientes por dia. Rogério Cabral Machado, Coordenador da Enfermagem, explica que além da administração do atendimento propriamente dito, uma das mais marcantes características do trabalho no Centro de Terapia é a tentativa de confortar os pacientes e os familiares.
“Como em toda profissão, o enfermeiro tem que se dedicar ao que faz e ter carinho e respeito aos pacientes, além de saber compreender a dor e o sofrimento pelo qual os pacientes oncológicos estão passando”, frisou Rogério.
Para a oncologista, vale ressaltar que é muito importante que o enfermeiro tenha a formação adequada para exercer essa importante função e que o CTO se orgulha de ter profissionais habilitados para isso, mas que independente dessa formação e muita das vezes tão importante quanto a formação é que esse profissional tenha habilidades no trato com o paciente. “O Enfermeiro é o grande cuidador do paciente oncológico. É ele, o enfermeiro, que segura à mão do paciente quando ele mais precisa e está aqui nas dependências do CTO”, finalizou Carla Ismael.
UM POUCO DE HISTÓRIA
Nightingale foi uma jovem que se rebelou contra o papel submisso que as mulheres exerciam na sociedade de sua época, destinadas ao casamento e à maternidade. Por isso, ela se tornou enfermeira, profissão normalmente exercida por freiras.
Ela se destacou por organizar e chefiar uma equipe de 38 enfermeiras voluntárias que partiram para o front da Guerra da Criméia (1853-1856) onde tratavam dos soldados feridos. Depois, na volta a seu país natal, também desenvolveu grandes esforços para melhorar as condições de tratamentos médicos dados a pobres e indigentes.
Além disso, foi ela quem lutou para dar à atividade um caráter profissional, fundando a Escola de Enfermagem do Hospital St. Thomas, que depois receberia seu nome. Lá foram lançadas as bases do ensino de enfermagem e de lá saíram as primeiras enfermeiras diplomadas.
No Brasil, entre 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, que relembra outra mulher que se dedicou à mesma profissão, pioneiramente, em nossa terra: a baiana Ana Justina Ferreira Néri.
Nascida em 13 de dezembro de 1814, Néri morreu em 20 de maio de 1880. Foi uma mulher de posses, que deixou uma vida tranquila para servir voluntariamente como enfermeira na Guerra do Paraguai (1865-1870), cuidando dos soldados brasileiros na frente de batalha.
Enquanto acompanhante, que cuidava dos enfermos, a enfermagem existe desde a Antigüidade. Tornou-se uma prática não profissional durante a Idade Média e era desenvolvida por religiosas, principalmente, como uma forma de sacerdócio. Só depois da atividade de Florence Nightingale a atividade receberia status profissional. Inicialmente feminina, a profissão hoje é exercida por ambos os sexos.
No Brasil, a formação de pessoal de enfermagem para atender inicialmente aos hospitais civis e militares e, posteriormente, às atividades de saúde pública, principiou com a criação, pelo governo, da Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras, no Rio de Janeiro, junto ao Hospital Nacional de Alienados do Ministério dos Negócios do Interior.
Esta escola, que é de fato a primeira escola de Enfermagem brasileira, foi criada pelo Decreto Federal nº 791, de 27 de setembro de 1890, e denomina-se hoje Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, pertencendo à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
Atualmente, a profissão de enfermeiro(a) é regulamentada por lei e existe tanto no nível técnico (ensino médio) quanto no ensino superior. Da mesma maneira existem um Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) com seções nos diversos Estados brasileiros.