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Até que ponto o computador é o culpado pelos seus problemas de visão?

Se você está procurando a causa da irritação nos olhos, o suspeito óbvio pode não ser o culpado
Recentemente, o co-fundador do Twitter, Christopher Isaac “Biz” Stone enviou uma mensagem para aqueles que ficam navegando pela “sua rede social” por horas a fio: “Isto não é saudável.” Stone diz que as pessoas devem visitar o seu site, que é muito popular, mas não devem dedicar suas vidas a ele.
Além das repercussões sociais negativas de estar sempre à frente da tela do computador, olhando para uma tela, a afirmação de Stone carrega mais peso: os nossos olhos podem ser prejudicados também.
Alguns especialistas concordam, mas dizem que a tela do computador pode não ser o que realmente está causando o dano. “Embora os computadores não causem efeitos nocivos conhecidos sobre a visão, os usuários de computador, muitas vezes, se queixam de cansaço dos olhos, de dores de cabeça, de fadiga ocular e de dificuldade em focalizar. Esses sintomas, no entanto, não são causados ​​pela tela do computador, em si, mas sim pelas condições que cercam a tela do computador”, explica o oftalmologista Virgílio Centurion, Diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.
Centurion chama atenção para a iluminação inapropriada do ambiente onde o computador está localizado, para a colocação inadequada dos equipamentos de informática e até mesmo para a escolha inapropriada dos móveis que abrigam o computador, o que pode causar os sintomas acima mencionados, depois de olharmos para a tela do computador durante um longo tempo.
Cansaço muscular…
“Nossos músculos oculares funcionam como qualquer outro músculo do nosso corpo. Quando eles se tornam fatigados, os olhos podem se sentir desconfortáveis, podem surgir dores, a visão pode começar a ficar borrada”, explica o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.
Mas se a sua profissão exige que você olhe para a tela do computador, durante grande parte do dia, existem medidas que podem prevenir a irritação dos olhos. “A cada 20 minutos de trabalho, você deve desviar o seu olhar da tela para um objeto a 20 metros de distância por 20 segundos”,ensina Eduardo De Lucca.
O tamanho da tela do computador também é algo muito importante. Telas de LCD podem causar menos fadiga ocular do que as telas mais antigas. “E ajustar o tamanho do texto para conseguir mais conforto visual também pode ajudar”, recomenda o oftalmologista.

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CGU: hospitais federais do Rio podem causar prejuízos de até R$ 96,5 milhões aos cofres públicos

Daniella Jinkings/ABr —

Brasília – A Controladoria-Geral da União (CGU) estima que os hospitais federais no Rio de Janeiro podem provocar prejuízos aos cofres públicos que cheguem a R$ 96,5 milhões, caso não sejam tomadas medidas para contenção de gastos. A auditoria especial da CGU analisou o período entre janeiro de 2009 e abril de 2011 e apontou que a despesa dos hospitais chegou a R$ 888 milhões.

A auditoria foi feita a pedido do Ministério da Saúde, após indícios de irregularidades apontadas pela CGU nos gastos feitos pelas unidades. Foram analisados pagamentos feitos pelos seis hospitais (Hospital Federal de Ipanema, da Lagoa, de Andaraí, Cardoso Fontes, dos Servidores do Estado e de Bonsucesso) entre 2009 e 2011.

Entre os itens de despesas analisados estão o custeio de serviços continuados, como alimentação, lavanderia, limpeza, vigilância e apoio administrativo; aquisição de medicamentos e insumos; locação de equipamentos hospitalares; obras e reformas prediais.

Segundo a CGU, a maior parte dos prejuízos refere-se a pagamentos para locação de equipamentos hospitalares (R$ 35,2 milhões), seguidos das obras e reformas prediais (R$ 27,9 milhões); dos serviços continuados (R$ 20,6 milhões); e da aquisição de medicamentos e insumos médico-hospitalares (R$ 12,6 milhões).

Para a controladoria, em alguns casos, ainda é possível evitar o prejuízo. Em outros casos, o prejuízo já é efetivo, como no superfaturamento na aquisição de bens, no pagamento por serviços não prestados, na perda de medicamentos por expiração do prazo de validade e na locação de equipamento a custos superiores ao de aquisição.

As irregularidades constatadas foram levadas ao conhecimento dos órgãos competentes para as medidas de ressarcimento aos cofres públicos e punição dos responsáveis, conforme o caso. O relatório também será encaminhado ao Ministério da Saúde, ao Ministério Público Federal, ao Tribunal de Contas da União, ao Ministério da Justiça e à Advocacia-Geral da União.

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12 DE MAIO – DIA MUNDIAL DO ENFERMEIRO

Quem está doente precisa de cuidados médicos, mas isso não significa o trabalho exclusivo dos doutores em Medicina. Para ajudar os médicos a cuidar dos doentes, outra categoria profissional tem um papel decisivo, a dos enfermeiros, que têm no dia 12 de maio o dia internacional que comemora sua profissão.(Foto – A equipe de enfermeiros do CTO)

A data lembra e homenageia o nascimento da britânica Florence Nightingale uma pioneira da enfermagem moderna, que nasceu em 12 de maio de 1820.

A ANA – American Nurses Association – define a Enfermagem como “uma ciência e uma arte, levando em consideração que o objetivo principal do trabalho é o de cuidar dos problemas reais de saúde, por meio de ações interdependentes com suporte técnico–científico, bem como reconhecer o papel significativo do enfermeiro de educar para saúde, ter habilidades em prever doenças e o cuidado individual e único do paciente”.

A palavra Enfermeiro se compõe de duas palavras do latim: “nutrix”, que significa Mãe, e do verbo “nutrire”, que tem como significados criar e nutrir. Essas duas palavras, adaptadas ao inglês do século XIX, acabaram se transformando na palavra NURSE que, traduzida para o português, significa Enfermeira.

De acordo com a Médica Oncologista, Drª Carla Ismael, do CTO – Centro de Terapia Oncológica, o papel do enfermeiro é muito importante, pois é ele que fica em contato com o paciente quando o mesmo vai receber o tratamento oncológico propriamente dito. “Este contato é de extrema relevância, pois é o carinho que a equipe de enfermagem tem com os pacientes que muitas das vezes o auxiliam na recuperação”.

Atualmente a equipe de enfermagem do CTO, composta por quatro Técnicos de Enfermagem e dois Enfermeiros, atende entre 70 e 80 pacientes por dia. Rogério Cabral Machado, Coordenador da Enfermagem, explica que além da administração do atendimento propriamente dito, uma das mais marcantes características do trabalho no Centro de Terapia é a tentativa de confortar os pacientes e os familiares.

“Como em toda profissão, o enfermeiro tem que se dedicar ao que faz e ter carinho e respeito aos pacientes, além de saber compreender a dor e o sofrimento pelo qual os pacientes oncológicos estão passando”, frisou Rogério.

Para a oncologista, vale ressaltar que é muito importante que o enfermeiro tenha a formação adequada para exercer essa importante função e que o CTO se orgulha de ter profissionais habilitados para isso, mas que independente dessa formação e muita das vezes tão importante quanto a formação é que esse profissional tenha habilidades no trato com o paciente. “O Enfermeiro é o grande cuidador do paciente oncológico. É ele, o enfermeiro, que segura à mão do paciente quando ele mais precisa e está aqui nas dependências do CTO”, finalizou Carla Ismael.

UM POUCO DE HISTÓRIA
Nightingale foi uma jovem que se rebelou contra o papel submisso que as mulheres exerciam na sociedade de sua época, destinadas ao casamento e à maternidade. Por isso, ela se tornou enfermeira, profissão normalmente exercida por freiras.

Ela se destacou por organizar e chefiar uma equipe de 38 enfermeiras voluntárias que partiram para o front da Guerra da Criméia (1853-1856) onde tratavam dos soldados feridos. Depois, na volta a seu país natal, também desenvolveu grandes esforços para melhorar as condições de tratamentos médicos dados a pobres e indigentes.

Além disso, foi ela quem lutou para dar à atividade um caráter profissional, fundando a Escola de Enfermagem do Hospital St. Thomas, que depois receberia seu nome. Lá foram lançadas as bases do ensino de enfermagem e de lá saíram as primeiras enfermeiras diplomadas.

No Brasil, entre 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, que relembra outra mulher que se dedicou à mesma profissão, pioneiramente, em nossa terra: a baiana Ana Justina Ferreira Néri.

Nascida em 13 de dezembro de 1814, Néri morreu em 20 de maio de 1880. Foi uma mulher de posses, que deixou uma vida tranquila para servir voluntariamente como enfermeira na Guerra do Paraguai (1865-1870), cuidando dos soldados brasileiros na frente de batalha.

Enquanto acompanhante, que cuidava dos enfermos, a enfermagem existe desde a Antigüidade. Tornou-se uma prática não profissional durante a Idade Média e era desenvolvida por religiosas, principalmente, como uma forma de sacerdócio. Só depois da atividade de Florence Nightingale a atividade receberia status profissional. Inicialmente feminina, a profissão hoje é exercida por ambos os sexos.

No Brasil, a formação de pessoal de enfermagem para atender inicialmente aos hospitais civis e militares e, posteriormente, às atividades de saúde pública, principiou com a criação, pelo governo, da Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras, no Rio de Janeiro, junto ao Hospital Nacional de Alienados do Ministério dos Negócios do Interior.

Esta escola, que é de fato a primeira escola de Enfermagem brasileira, foi criada pelo Decreto Federal nº 791, de 27 de setembro de 1890, e denomina-se hoje Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, pertencendo à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

Atualmente, a profissão de enfermeiro(a) é regulamentada por lei e existe tanto no nível técnico (ensino médio) quanto no ensino superior. Da mesma maneira existem um Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) com seções nos diversos Estados brasileiros.

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Vacina contra a gripe: mitos x verdades

Ascom —-
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, iniciada pelo Ministério da Saúde nesta semana em todo o país, ainda gera desconfiança e medo por parte da população, que criou alguns mitos em torno da vacina. A pediatra e infectologista Adriane Cruz, do Hospital Quinta D’Or, no Rio de Janeiro, esclarece esses mitos e verdades.

Mitos x Verdades
Quem toma a vacina ficará gripado logo após?
Mito. Trata-se de uma vacina inativada (morta), incapaz de gerar doença. O sintoma mais associado após a vacina é vermelhidão no local da aplicação e febre, que ocorrem de 6 a 24 horas após.

Há substâncias cancerígenas nos componentes da vacina?
Mito, totalmente infundado.

Há riscos para os bebês de grávidas que são vacinadas?
Mito. Aliás, a gestação é um excelente momento para vacinar. O bebê ficará protegido por passagem de anticorpos via placenta até que possa receber a vacina. As grávidas têm maior risco de desenvolver formas graves de doença, com altas taxas de mortalidade.

Crianças muito pequenas não devem tomar a vacina por não terem formado o sistema imunológico?
Mito. A vacinação básica deve ser iniciada logo ao nascimento com a BCG e a hepatite B. A vacina contra influenza está indicada para os maiores de 6 meses.

A vacina só deve ser tomada em risco de epidemia?
Não. Trata-se de uma doença viral, altamente contagiosa, afetando todas as idades com altas taxas de morbidade e mortalidade a cada ano. Apesar de ser auto-limitada na grande maioria das vezes, há possibilidade de complicações, independentemente de estarmos diante de epidemia. Considerar tal vacinação, sempre que houver possibilidade.

Muitas pessoas também não tomam a vacina porque pensam que estão servindo de cobaias para um teste que está sendo aplicado. A vacina já foi testada há quanto tempo?
Mito. Vacinas contra influenza são utilizadas há décadas em vários países do mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde vem realizando campanhas anuais contra influenza desde 1999 com redução significativa das taxas de mortalidade por influenza e complicações relacionadas.

Ainda segundo a Dra. Adriane Cruz, a influenza pode causar doenças graves em qualquer indivíduo, embora seja para complicações nos seguintes grupos de risco: crianças pequenas e idosos, pessoas portadoras de doenças crônicas (AIDS, diabetes, câncer, doenças crônicas do coração, dos pulmões e dos rins), imunodeprimidos, gestantes no 2° e 3° trimestres de gravidez e recém-nascidos. Há contraindicações apenas para pessoas com história prévia de reação alérgica grave a ovo ou outros componentes da vacina.

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Conselho pede fim da reserva de leitos em hospitais públicos para planos de saúde

Carolina Pimentel/ABr —

Brasília – Resolução do Conselho Nacional de Saúde, aprovada hoje (10), pede à Justiça de São Paulo que considere ilegal lei estadual que reserva 25% dos leitos dos hospitais públicos, administrados por organizações sociais, a usuários de planos de saúde.

Na próxima terça-feira (15), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) irá julgar mérito de recurso apresentado pelo governo de São Paulo para manutenção da lei, contestada pelo Ministério Público estadual na justiça. Nas primeira e segunda instâncias, os juízes concederam liminares suspendendo os efeitos do decreto.

Para o conselheiro Jorge Venâncio, os pacientes irão aguardar ainda mais tempo por atendimento na rede pública se o decreto vigorar. Atualmente, a espera por uma consulta básica na cidade de São Paulo é, em média, de 4 meses, e para serviço especializado, cerca de 1 ano, conforme o conselheiro.
“Retirar 25% desse espaço público para ceder aos planos de saúde só pode piorar a situação, não tem como melhorar. Essa medida é prejuízo grave para o usuário do SUS se implantada. Esperamos que a justiça mantenha o bom senso que teve até agora”, disse Venâncio, representante do segmento dos usuários do SUS no conselho.

O conselho argumenta ainda que a lei favorece a prática de “dupla porta” de entrada, “selecionando beneficiários de planos de saúde privados para atendimento nos hospitais públicos, promovendo, assim, a institucionalização da atenção diferenciada com preferência na marcação e no agendamento de consultas, exames e internação e melhor conforto de hotelaria”.

A lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo e regulamentada por decreto assinado pelo governador Geraldo Alckmin, em julho do ano passado.

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Secretaria de Saúde confirma surto de hepatite A em município da Costa Verde do Rio

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Um surto de hepatite A em três bairros de de Mangaratiba (Ranchito, Nova Mangaratiba e Praia do Saco), na Costa Verde, litoral sul fluminense, foi confirmado ontem (9) pela Secretaria de Saúde. Técnicos da Subsecretaria de Vigilância em Saúde já estão na região promovendo ações de fiscalização e controle dos reservatórios de água e fontes alternativas (bicas, poços artesianos e carros-pipa) nas três localidades.

A prefeitura de Mangaratiba informou que está disponibilizando 15 mil litros de água mineral para as pessoas infectadas pela doença, além de distribuir pastilhas de cloro para serem aplicadas na água das escolas municipais e para a população aplicar nas caixas d’água.
De acordo com o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Alexandre Chieppe, não há indicação para a vacinação contra a hepatite A em Mangaratiba, conforme prevê o Programa Nacional de Imunização e Nota Técnica emitida pelo Ministério da Saúde.
“Até existe uma vacina específica contra o vírus causador da hepatite A. Mas esta vacina só é recomendada em situações específicas como de pessoas com outras doenças crônicas no fígado ou que fizeram transplante de medula óssea”, disse.
Segundo Chieppe, as ações recomendadas pela Secretaria de Saúde já estão sendo desenvolvidas, incluindo a identificação das possíveis fontes de contaminação e a adoção de medidas que visam a evitar a utilização dessas fontes pela população.

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Aprovado projeto de lei que torna crime cobrança de cheque caução em emergências hospitalares

Mariana Jungmann/ABr
Brasília – Os senadores aprovaram hoje (9) o projeto de lei que impede hospitais particulares de exigirem cheque caução no atendimento de emergências médicas. Pelo projeto, passa a ser considerado crime a cobrança de garantias para prestar o primeiro atendimento a pacientes que corram risco de vida.

Conhecida como Lei Duvanier, a proposta foi enviada pelo Poder Executivo depois que o secretário executivo do Ministério do Planejamento, Duvanier Costa, morreu de infarto após ter atendimento negado em hospitais particulares de Brasília por não ter folhas de cheque para deixar como caução para o atendimento.

As penas para o crime vão de seis meses a um ano de prisão e podem ser aplicadas inclusive para os casos em que o atendimento é atrasado por procedimentos burocráticos, como o preenchimento de formulários. Além disso, se houver lesão grave em decorrência da falta de atendimento, a pena pode ser dobrada. Se o crime resultar na morte do paciente, a pena pode ser triplicada.

Como não recebeu alterações no Senado, a matéria seguirá para sanção presidencial, e começará a valer a partir da publicação no Diário Oficial da União. Atualmente, a cobrança de cheques ou notas promissórias para o atendimento em emergências hospitalares já vem sendo tipificada como omissão de socorro e resulta na punição dos responsáveis.

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Medicamentos poderão ser deduzidos do IR

Lourenço Canuto/ABr —

Brasília – As despesas com medicamentos de uso contínuo ou de alto custo poderão ser deduzidas do imposto de renda pago todo ano pelo contribuinte, de acordo com projeto de lei aprovado nesta quarta-feira (9) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Os medicamentos de alto custo estão na faixa de 30% de três salários mínimos e são vendidos a valores mais baixos, subsidiados pelo governo. A matéria vai agora ser examinada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e terá que passar pela Câmara dos Deputados para depois ser votada pelo Senado Federal.

O senador Armando Monteiro (PE) destacou que “a medida ajuda na subsistência das famílias que muitas vezes arcam com gastos elevados para manter a saúde, porque um determinado remédio pode não estar disponível para distribuição pelo governo”. Esses gastos poderão contar com a mesma faixa de desconto dado para recibos de atendimento por profissionais da área da saúde e nas despesas hospitalares.

O senador Paulo Davim (PT-RN) destacou que será uma medida de apoio importante para portadores de diabetes, transtornos mentais, AIDS e “uma legião de pacientes que precisam contar com subvenção para manter a saúde”.

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Mais de 5% dos brasileiros são diabéticos, mostra pesquisa

Paula Laboissière/ABr —

Brasília – Dados divulgados hoje (9) pelo Ministério da Saúde indicam que 5,6% dos brasileiros são diabéticos. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), o percentual da doença subiu principalmente entre os homens, passando de 4,4% em 2006 para 5,2% no ano passado.

O levantamento foi feito em 26 capitais e no Distrito Federal e mostra que o diabetes é mais comum em pessoas que estudam menos – 3,7% dos brasileiros que têm mais de 12 anos de estudo declaram ser diabéticos, enquanto 7,5% dos que têm até oito anos de escolaridade dizem ter a doença.

O diagnóstico da doença também aumenta conforme a idade da população, já que o diabetes chega a atingir 21,6% dos idosos (maiores de 65 anos) e apenas 0,6% das pessoas na faixa etária de 18 a 24 anos.

A cidade de Fortaleza (CE) aparece como a capital com o maior percentual de diabéticos, com 7,3%, seguida por Vitória (ES), com 7,1%, e Porto Alegre (RS), com 6,3%. As capitais com os menores índices são Palmas (TO), com 2,7%, Goiânia (GO), com 4,1%, e Manaus (AM), com 4,2%.

A diretora do Departamento de Análise de Situação de Saúde, Deborah Malta, lembrou que o diabetes está fortemente associado ao excesso de peso. Dados do Vigitel mostram que, no período de 2006 a 2011, houve um crescimento de 28% na prevalência da obesidade no Brasil. Apenas entre os homens, o percentual de excesso de peso passou de 47,2% para 52,6%.

A pesquisa aponta ainda que 22,7% da população adulta brasileira são hipertensos. O diagnóstico é mais comum entre mulheres (25,4%) do que entre homens (19,5%) e também preocupa entre os idosos (59,7%).

“O Brasil é um país que envelhece e envelhece de forma muito rápida”, disse Deborah. A população tende a viver cada vez mais, a ter maior expectativa de vida e um risco maior de doenças crônicas”, completou.

O ministério informou que o número de internações por diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 10% entre 2008 e 2011, passando de 131.734 para 145.869. Entretanto, houve queda na comparação com 2010, quando as internações totalizaram 148.452.

Em 2009, foram notificadas 52.104 mortes pela doença em todo o país. No ano seguinte, os óbitos aumentaram para 54.542. “O grande problema das doenças crônicas é que elas agregam sofrimento, incapacidades e custos cada vez maiores para o sistema público”, acrescentou Deborah.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que a oferta gratuita de medicamentos para combater o diabetes, iniciada no ano passado, ampliou em mais de 1 milhão o número de pessoas que utilizam o remédio.

“Pela primeira vez, o Brasil começa a reverter uma tendência de internações pelo diabetes”, disse. “Os dados do Vigitel só reafirmam as decisões do ministério em 2011”, concluiu.

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SECRETARIA DE SAÚDE DESCARTA EPIDEMIA DE DENGUE EM TODO O ESTADO

Imprensa RJ —

Número de casos no território fluminense apresentou queda de 30% em comparação a 2011

Apesar do recente anúncio de epidemia de dengue nos municípios do Rio de Janeiro e Niterói, a Secretaria de Saúde ressalta que não há indícios para decretar situação semelhante em todo estado. De acordo com o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Alexandre Chieppe, os números de casos da doença registrados até o momento ainda não indicam um quadro epidêmico nos demais municípios do Rio.

O superintendente explica que uma epidemia é decretada a partir de uma análise técnica, baseada em um conjunto de fatores. A caracterização do quadro epidêmico ocorre quando são registrados mais de 300 casos por 100 mil habitantes, mas não é só. Também são levadas em consideração a taxa de incidência em determinado período de tempo, a abrangência de transmissão em um mesmo local e a série histórica da cidade.

- Devido à grande densidade populacional, a capital e a região metropolitana são as áreas mais vulneráveis. Principalmente porque este fator contribui muito para a transmissão da doença. Mas todo o estado do Rio de Janeiro deve permanecer em alerta, já que a entrada do tipo 4 deixa todas as regiões em alto risco – afirma Chieppe.

Até a 18ª semana epidemiológica, o estado registra 83.053 casos de dengue. Estas notificações foram provocadas pelo avanço do tipo 4, presente principalmente na capital fluminense, em Niterói, São Gonçalo e seis dos 11 municípios da Baixada Fluminense. O vírus é responsável pelo crescente número de casos, porque grande parte da população é vulnerável à doença. Ainda assim, o estado apresenta uma queda de 30% no número de casos. Em 2011, no mesmo período, foram registrados 117.994 casos.

Menos óbitos e menos casos na Baixada Fluminense

Este ano, a queda foi ainda maior com relação ao número de óbitos: 74% em todo o estado. Até o momento, foram registrados 17 óbitos, enquanto que, no mesmo período em 2011, foram 66 vítimas fatais. Na Baixada Fluminense, região que historicamente registra altos índices de incidência da doença, este ano, apresentou queda de 71% no número de notificações na comparação com igual período de 2011. Até agora, foram registrados pelos municípios 6.071 casos de dengue e uma morte. Na mesma época, em 2011, o vírus atingiu 21.020 pessoas e levou 23 a óbito.

Ações preventivas – Em virtude do crescente número de notificações de casos de dengue, a Secretaria de Saúde vem montando centros de hidratação para tratar de pacientes com a doença. Eles estão localizados em Angra dos Reis (4), Irajá (1), Niterói (6), Nilópolis (3), Nova Iguaçu (2), São Gonçalo (2) e Valença (1). Cada um tem capacidade para realizar até 200 atendimentos por dia. Para conter o número de vítimas fatais, a SES também tem investido na organização de uma rede de hospitais com leitos de retaguarda para pacientes com sinais de gravidade da doença, capacitação de profissionais de saúde e a padronização de um prontuário de atendimento para pacientes com dengue.

Além disso, desde 2011, gestores municipais são orientandos a estruturar uma resposta coordenada à dengue. As prefeituras são guiadas a elaborar mapas de risco, metas de visita de imóveis pelos agentes de endemia, prazo para investigação de óbitos e notificação de casos. Além disso, o Plano de Contingência Estadual está pronto para ser utilizado caso o número de casos de dengue comece a aumentar no estado. No plano, está prevista a utilização de medicamentos e outros insumos para a estruturação de centros de hidratação, hospitais de campanha e equipamentos de ultra baixo volume (carros fumacê).

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Edição de Hoje