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Taxa de homicídio é a menor no Rio em 21 anos

Nielmar de Oliveira/ABr —
Rio de Janeiro – O número de homicídios dolosos no estado do Rio de Janeiro, nos primeiros quatro meses do ano, foi o menor de toda a série histórica iniciada em 1991, totalizando 21 anos. Segundo dados divulgados hoje (18) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), em 2012 foram registradas 1.436 vítimas no primeiro quadrimestre, uma queda de 8,9% em relação ao mesmo período de 2011 (1.577).
O processo de redução dos homicídios dolosos – cometidos intencionalmente – coincide com as primeiras ações de pacificação em favelas do Rio de Janeiro. Esse indicador atingiu o seu maior índice em 1995, quando foram registrados 3.189 óbitos.
O levantamento dos índices estratégicos de criminalidade da Secretaria de Estado de Segurança Pública aponta bons resultados em Roubo de Rua e Letalidade Violenta, dois dos três principais indicadores de violência, nos quatro primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2011. Roubo de Veículo, no entanto, teve crescimento.
O indicador de Letalidade Violenta – homicídio doloso, latrocínio (roubo seguido de morte), auto de resistência (quando um policial mata em confronto) e lesão corporal seguida de morte – caiu 11,8% de janeiro a abril. Foram 1.644 vítimas, contra 1.864 no mesmo período de 2011. Nesse indicador, o resultado acumulado do ano foi o menor desde 2000, que registrou 2.372 vítimas.
Outro indicador estratégico, Roubo de Rua – incluindo roubo a transeunte, roubo de aparelho celular e roubo em coletivo – apresentou redução em todos os índices. No acumulado de janeiro a abril, em comparação com o mesmo período de 2011, verificou-se queda de 3.282 roubos. Foram 20.587 registros em 2012, contra 23.869 em 2011. Nesse caso, houve uma redução de 13,8%.
Já o indicador de Roubo de Veículo atingiu no período 25,8%, “um crescimento que confirma a tendência de alta dos últimos meses e que vem recebendo atenção especial das Polícias Civil e Militar”, segundo avaliação do próprio ISP. De acordo com o instituto, a Secretaria de Segurança vem realizando, desde março, operações para reverter o aumento desse crime.

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População que ganha até dois salários mínimos não confiam na polícia

Bruno Bocchini/ABr
São Paulo – A pesquisa Índice de Confiança na Justiça, divulgada hoje (15), mostra que 77% da população com renda até dois salários mínimos não confiam na polícia. Quando a remuneração é maior que dez salários mínimos, a rejeição cai para 59%. O levantamento, feito pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), ouviu 1.550 pessoas em seis estados (Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco) e no Distrito Federal, no primeiro trimestre deste ano.
“A explicação mais razoável para esse tipo de resultado é o fato de que a população de renda mais baixa reside em áreas de maior risco. Ela está mais vulnerável à violência urbana e, portanto, a polícia deixa de ser um parceiro no combate à violência. Ela não vê essa ação coordenada, efetiva da polícia nessas regiões”, disse a coordenadora da pesquisa, a professora da Escola de Direito da FGV, Luciana Gross Cunha.
A pesquisa indica ainda que na população com nível de renda entre dois e dez salários mínimos o grau de desconfiança varia entre 65% e 63%. Em termos gerais, o grau de satisfação da polícia é muito baixo. Segundo o levantamento, apenas 36% da população declararam estar satisfeita ou muito satisfeita, ante 63% que responderam insatisfeitos ou muito insatisfeitos.
O levantamento também procurou saber quais são os motivos que levam a população a acionar a polícia. A principal motivação foi perturbação ou barulho (24%), seguida por roubos e furtos (23%), denúncias de briga e agressão (19%), acidentes de trânsito e danos materiais (com 7% cada). Os casos envolvendo violência doméstica, pessoas com atitudes suspeitas, tráfico de drogas e socorro a pessoas com problemas de saúde registraram 3% cada um.
A confiança no Poder Judiciário, no primeiro trimestre de 2012, marcou 5,2 pontos, uma queda em relação ao registrado no trimestre anterior, quando registrou 5,3 pontos. A pontuação varia de 0 a 10. “Tem aí uma grande percepção de que as questões envolvendo a morosidade dos processos, custo para acessar o Judiciário, a própria dificuldade de você entrar no Judiciário, tudo isso acabou afetando a prestação de serviço, que passa a ser avaliada de uma forma negativa”, ressaltou a coordenadora.
A pesquisa também avaliou a confiança da população nas demais instituições do estado. As Forças Armadas lideram o ranking das instituições que a população mais confia, com 73% das respostas, seguida pela Igreja Católica (56%), Ministério Público (55%), grandes empresas (45%) e a imprensa escrita (44%). Depois aparecem o Judiciário, com 42%, e o governo federal, com 40%. Completam o quadro, as emissoras de TV, com 33%, vizinhos, 30%, Congresso Nacional (22%) e partidos políticos (5%).

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Alerj quer saber previsão do efetivo de Batalhões da PM

Ascom/Foto – Foto – Divulgação —
Comissão de Segurança Pública toma como exemplo a baixa da PM em Petrópolis e vai fiscalizar todos os municípios do interior
A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) tomou como base a baixa do efetivo da Polícia Militar de Petrópolis discutida nesta segunda-feira (14), no plenário da Câmara de Vereadores em audiência pública e vai pedir à Secretaria estadual de Segurança Pública o planejamento de como se dará o aumento da força policial em todos os batalhões e delegacias do Estado do Rio para os próximos meses. A perda de 194 PMs ao longo de 10 anos em Petrópolis motivou a realização da audiência a pedido do deputado Marcus Vinícius (PTB) e foi presidida pelo deputado Zaqueu Teixeira (PT) à frente da Comissão de Segurança Pública da Alerj.

- Queremos um quadro atual do efetivo de todos os batalhões do Estado e a previsão de como a deficiência de PMs será suprida nos próximos meses. O assunto foi levantado por Petrópolis, mas vai servir de exemplo para todos os municípios fluminenses”, anunciou Zaqueu Teixeira.

Para Marcus Vinícius, a importância histórica e cultural da cidade com 1,2 milhões de turistas ao ano tem de embasar também o quantitativo da força policial no município. “Não queremos que a cidade viva momentos como Niterói tem passado nas últimas semanas. Nossa proposta é
preventiva. Os índices estão dentro do que a polícia considera como ‘normais’, mas podem baixar”, aponta.

- O que acontece em Petrópolis repercute internacionalmente”, frisa Zaqueu Teixeira. “Melhorar a imagem do Estado do Rio em Segurança Pública passa, obrigatoriamente, pela Cidade Imperial”, completa Marcus Vinícius.

Roberto Sá, subsecretário de Planejamento e Integração Social da Secretaria de Segurança Pública, representou o secretário Mariano Beltrame na reunião e garantiu que as Unidades Pacificadoras de Polícia (UPPs) implantadas na capital não retiram policiais das ruas, nem do interior do Estado. “O perfil para as UPPs é de recém formados”, afirmou. Ele admitiu, no entanto, a redução dos quadros por aposentadorias e mudança de profissão. “Em 2007, a tropa em atividade era de 37.950 policiais. A meta é chegar ao final do ano com 24% a
mais do que há cinco anos”.

Para o deputado Marcus Vinícius, a quantidade de delitos pode ser
medida pelos números do Disque-Denúncia ( 0300 253 1177 ) implantado há 11 meses em Petrópolis. O índice que era de 80 casos por ano passou para 1.800. “É preciso efetivo da PM, principalmente, para atender essa demanda. Para estar nas ruas verificando as denúncias”, apontou. Um dos representantes da sociedade civil na reunião, Sérgio Mattos,
coordenador do Conselho Comunitário de Segurança, defendeu o maior
efetivo da PM e fez um paralelo entre a produtividade da polícia na apreensão de drogas e as denúncias feitas pelo Disque-Denúncia. “Ainda temos problemas graves e localizados em áreas como Carangola, Morro da Glória, 24 de Maio e Independência”.

Ruben Peixoto, comandante do 26o Batalhão da PM, que assumiu o cargo a apenas 18 dias, disse que sua meta é permanecer na cidade por pelo menos dois anos, respeitadas as decisões superiores. A alta rotatividade nos comandos policiais, em especial a PM, que teve cinco
responsáveis em pouco mais de dois anos, foi um dos problemas levantados na audiência. Ruben Peixoto mostrou números recentes como 80 motos apreendidas em 15 dias e os 55 pontos fixos e os chamados de interceptação que a Polícia Militar vem mantendo na cidade. Ele admitiu, no entanto, que dos 52 PMs recentemente formados pelo 26o BPM que funciona como Batalhão-Escola, apenas seis permaneceram na cidade.

Já o coronel James de Barros, à frente do 7o Comando de Área (CPA) defendeu o maior aparelhamento da PM. “Em 2007, era 3 viaturas. Hoje, são 33 para 406 homens lotados no 26o BPM”, mostrou. Marcelo Ambrósio e Antônio Carlos de Almeida Rocha, titulares da 105a
e 106a Delegacias de Polícia, respectivamente, também estiveram presentes e comentaram sobre o efetivo da Polícia Civil. Ambrósio falou da expectativa do concurso público, já em andamento, para inspetores num total de 600 vagas e outro, que será aberto, oferecendo 100 vagas para delegados. “Sem reposição policial ninguém faz milagre”, disse, referindo-se à baixa na quantidade de homens também no policiamento civil.

Também participaram da audiência pública João Gomes, superintendente de Economia e Pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio); Edna Araújo, coordenadora dos Conselhos Comunitários de Segurança do Instituto de Segrança Pública (ISP) e Rafael Cavalcante, coordenador do Disque-Denúncia.

Deputados querem saber como será a distribuição de PMs pelo Estado

Até o final do ano, o efetivo da Polícia Militar será de 47 mil homens com a previsão de chegar a 2014 com 60 mil PMs nas ruas. “Quantos vem para Petrópolis e como será sua atuação? A Secretaria de Segurança Pública trabalha com planejamento a médio e longo prazos e tem como
nos dar essa previsão. O que não pode é a cidade perder 200 postos em 10 anos. O aparelhamento da polícia e a inteligência das operações está mantendo índices estáveis, mas a população quer a presença física da polícia nas ruas”, considera Marcus Vinícius.

Na manhã da audiência pública a PM fez uma operação quando prendeu um casal na Serra Velha da Estrela com 800 cápsulas de cocaína. “É grande a apreensão de drogas na cidade e a prisão de bandidos em vários delitos. Com mais PMs na rua a produtividade seria maior certamente”,
apontou.

Petrópolis pode perder a Risp para Três Rios

O deputado Marcus Vinícius fez um apelo formal ao secretário municipal de Segurança Pública, Hélio Moura, presente na audiência, para que a Região Integrada de Segurança Pública (RISP) não seja alocada em Três Rios, município que está providenciando a área pedida pela força
policial. Com verbas já garantidas de R$ 4,1 milhão pelo governo do Estado, a Risp reuniria os comandos das policias militar e civil, uma centralização das forças de segurança com mais equipamentos, viaturas, homens e um heliponto.

A Risp funciona como centro de inteligência das forças de segurança. A cidade teria pelo menos mais sete viaturas da PM e um helicóptero. – Não é possível que Petrópolis não tenha um terreno de 2,2 mil metros para a Risp. E se não for um próprio municipal, que seja uma área a
ser desapropriada. Às margens da BR-040, na região dos distritos, são inúmeros”, afirmou Marcus Vinícius.

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Aumentam acidentes fatais envolvendo motociclistas

Ascom —
Bateria de radiografias conhecida como “poli-X” evita que quadro grave passe despercebido
De acordo com o Mapa da Violência 2012, de autoria do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz e lançado pelo Instituto Sangari, os acidentes de trânsito nas vias públicas representam a primeira causa de mortes na faixa dos 15 aos 29 anos de idade. Os homens são as principais vítimas, em sua maioria motociclistas. Ao lado das mudanças apontadas no estudo, é importante que, além do atendimento no local do acidente e do exame clínico realizado no pronto-socorro, o acidentado passe por uma bateria de exames radiológicos para pesquisar lesões no corpo. Esses exames são chamados de ‘poli-X’.

“Com certeza, o atendimento realizado imediatamente depois do acidente, com a imobilização adequada para o transporte hospitalar, pode ser determinante em muitos casos, evitando o pior”, diz o doutor Edson Sato, do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo. Quando a vítima já está no ambiente clínico e encontra-se estabilizada, é importante ser submetida aos exames conhecidos como poli-X. “Trata-se de uma bateria de radiografias que tem por objetivo não deixar passar despercebida nenhuma fratura que possa levar o acidentado a óbito por hemorragias secundárias ou acarretar em perda de movimentos por lesão medular – no caso de fraturas da coluna”.

O poli-X reúne radiografias do crânio e da coluna vertebral, do tórax e da bacia, como também de algum outro membro em que recaiam suspeitas de fraturas. “Sempre que alguma dessas radiografias evidencia fratura, a pesquisa continua através de uma tomografia computadorizada. Em caso de suspeita de hemorragia interna, é realizado um estudo ultrassonográfico para pesquisa de hemorragia na membrana que reveste o coração (pericárdio), e também na região do abdome e pélvis. Estudos tomográficos podem ser necessários nos casos de trauma crânio-encefálico e para uma avaliação mais detalhada”, diz Sato.

Fonte: Dr. Edson Sato, médico radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB) – www.cdb.com.br

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Segurança Pública de Petrópolis é debatida amanhã em audiência

Deputado Marcus Vinícius quer aumento do efetivo da polícia militar
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) promove nesta segunda-feira (14.05), às 10h, no plenário da Câmara de Vereadores, audiência pública para discutir a segurança em Petrópolis. A reunião foi motivada pelo esvaziamento do efetivo da PM de Petrópolis – menos 194 homens em 10 anos – e agravada, semana passada, pela perda do comando de área, transferido para Nova Friburgo, que deixou a cidade com menos 20 PMs. A audiência, da Comissão de Segurança Pública da Alerj, foi pedida pelo deputado Marcus Vinícius (PTB).
– Petrópolis está vulnerável. Temos um PM para cada 783 habitantes, enquanto o recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU) é de 1 para 250 habitantes. Já tivemos 600 PMs quando a cidde não tinha 250 mil habitantes; hoje temos 300 mil moradores e quase 200 homens a menos no 26o Batalhão da PM”, enumera Marcus Vinícius. Petrópolis, por sua vocação para o turismo, deveria ter um policiamento diferenciado, defende o parlamentar. “A população flutuante ao longo do ano, entre veranistas e visitantes, chega a 1,2 milhão de pessoas”, completa
Marcus Vinícius.
O deputado aponta ainda a alta rotatitividade no comando da PM em Petrópolis como fator que compromete a continuidade dos planos de segurança preventiva. “Em pouco mais de dois anos já estamos no quinto comandante escalado para a cidade. Da mesma forma em que os
comandos das delegacias de polícia civil mudam de chefia com muita rapidez. O delegado Marcello Maia, antecessor do atual, ficou menos de 10 meses”. Para o parlamentar, quando os comandos das forças policiais começam a conhecer a cidade e a se entrosar com a sociedade civil
organizada saem dos postos e o trabalho é reiniciado por sucessores normalmente de fora da cidade.
De acordo com a última estatística divulgada pelo Instituto de Segurança Pública (IS), órgão oficial do governo do Estado, a criminalidade em Petrópolis, nos três primeiros meses do ano em
comparação a 2011 estacionou para alguns delitos, mas cresceu em outros crimes. Entre cinco “tipos” principais de roubos ( a comércio, residência, veículo, carga e pedestre) em 2011, nos três primeiros meses, foram 44. Este ano, no mesmo período, foram 48. No total, incluindo todos os delitos de roubos o número chega a 60 no primeiro trimestre de 2011 e cai para 59 no primeiro trimestre 2012, ou seja,praticamente um empate. Já o total de furtos no primeiro trimestre de
2011 é de 483. Este ano, em janeiro, fevereiro e março, subiu para 498.
A polícia, no entanto, tem uma boa produção de apreensão de drogas e armas. Em janeiro, fevereiro e março de 2011 foram 26. No mesmo período, este ano, foram 45. Em 2011 (janeiro, fevereiro e março) foram apreendidas 13 armas. Este ano, no mesmo período, 19.
- Os números apreensões de drogas e armas mostram que se a PM estiver na rua, fazendo o trabalho preventivo, traz resultados, sim. Esse número poderia ser muito maior se tivéssemos um efetivo adequado nas ruas”, afirma Marcus Vinícius.
A audiência pública será conduzida pelo presidente da Comissão de Segurança Pública da Alerj, Zaqueu Teixeira (PT) e é aberta à comunidade. Foram convidadas autoridades ligadas à segurança nos âmbitos municipal e estadual como o comandante da Polícia Militar no Estado, José Mariano Beltrame; a chefe da Polícia Civil, Marta Rocha e o presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP), Augusto Teixeira. Também são esperados representantes de entidades da sociedade civil organizada entre associações de moradores, de classe e de segmentos econômicos.

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Polícia mata um dos traficantes mais procurados do Rio

Vladimir Platonow/ABr —

Rio de Janeiro – Uma operação conjunta das polícias Civil, Militar e Federal resultou na morte do traficante Marcio José Sabino Pereira, conhecido como Matemático. O criminoso foi baleado na noite de ontem (11) na Favela da Coréia, zona oeste da cidade, por integrantes da Polícia Civil que estavam em um helicóptero.

Matemático era responsável pelo tráfico em várias comunidades do Rio, que sofrem há vários meses com a violência por conta da disputa pelos pontos de venda de drogas. Ele era um dos últimos criminosos de projeção ainda em liberdade no estado, desde o processo de pacificação iniciado há cerca de três anos, com a tomada de favelas e comunidades através das Unidades de Policia Pacificadora (UPPs).

Quatro criminosos, entre eles Matemático, estavam em um veículo que passou a ser perseguido pelos policiais, por volta das 23h30, em uma localidade da Coréia conhecida como Mobral. Ao perceberem o cerco, os suspeitos passaram a atirar no helicóptero da polícia, que chegou a ser atingido. Os policiais revidaram os disparos, o que levou o veículo a se descontrolar e bater contra um muro. Neste momento, Matemático foi alvejado, mas seu corpo só foi localizado na manhã de hoje (12), dentro de outro carro, no bairro de Bangu.

A operação que terminou com a morte de Matemático começou a ser montada há cinco meses e esta foi a décima tentativa de prender o criminoso, que tinha 26 condenações judiciais e 11 mandados de prisão expedidos. O subchefe de Operações da Polícia Civil, delegado Fernando Velloso, disse que a morte do traficante não significa o fim das operações policiais naquelas comunidades, que continuarão “de forma silenciosa”.

“O Estado não esqueceu daquela área, estamos trabalhando e quando temos que apresentar resultados, a gente apresenta. O sujeito que achava ser inatingível e invencível, não é. Eu preferia que ele estivesse preso. Mas ele escolheu isso”, disse Velloso.

O subchefe de Operações destacou que a morte de Matemático é um recado aos demais criminosos da facção que continuam soltos. “A gente não vai lá para matar ninguém, vamos para prender. Mas quem resolver oferecer resistência, achar que pode enfrentar o Estado, vai sair perdendo. Nós temos a força e vamos usá-la. Os outros que estão lá podem estar achando que vão ascender a uma posição mais privilegiada [na quadrilha]. Talvez vão ascender. Ou parar no mesmo lugar que ele foi hoje.”

Edição: Fábio Massalli

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Acidentes com motos foram os maiores causadores de mortes no trânsito em 2010

Gilberto Costa/ABr — Foto – Arquivo —
Brasília – O Mapa da Violência no Brasil, documento elaborado pelo sociólogo Júlio Jacobo, do Instituto Sangari, constatou que em cada três acidentes de trânsito com mortes registrados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em 2010, um envolve motociclistas.
Para Jacobo, a tendência é de o número de mortes envolvendo motociclistas continuar crescendo, e de forma acelerada, tendo em vista a facilidade (crédito) para comprar uma moto e a necessidade urbana. “Não estou negando que é uma necessidade imperiosa e funciona em geral”, disse ao lembrar que antes do barateamento e da facilitação do crédito, as motos eram sonho de consumo das classes alta e média alta. “Era um luxo, tinha aquela coisa de guiar para sentir o vento no rosto”, disse.
O autor do levantamento destacou que a fiscalização dos órgãos de segurança é mais efetiva em relação aos veículos de quatro rodas. “Muitos pardais não fazem a imagem das placas das motos. Começam, agora, a usar um tipo de pardal pistola, mais adequada para captar o movimento desse tipo de veículo”.
Durante a última década, o número de automóveis em circulação mais que dobrou (118%), mas as mortes em acidentes envolvendo os ocupantes de automóveis cresceram 72%. De acordo com a análise de dados, o risco de morte em automóvel caiu 46 pontos porcentuais no período.
Jacobo sugere que o Estado atue para melhorar a estrutura viária, implantem medidas que garantam mais segurança, insista em campanhas de mudança de comportamento e melhore o atendimento de pronto-socorro. Segundo ele, o governo federal e os governos estaduais deveriam trabalhar de forma mais articulada. “A vida não é federal, nem estadual e nem municipal”, ressaltou.
O Instituto Sangari, por meio do documento Mapa da Violência, mostra ainda que de 1998 a 2008 as mortes em acidentes envolvendo motos passaram de 1.047 para 8.939. O levantamento foi feito com base em certidões de óbito de todo o país.
O sociólogo aponta que a vulnerabilidade dos motociclistas é de tal nível que sua letalidade em acidentes chega a ser 14 vezes maior que a dos ocupantes de automóvel.

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BATALHÃO DE POLÍCIA DE PROXIMIDADE: UM NOVO PERFIL DA PM

Marcelle Colbert/Imprensa RJ —
BPM da Tijuca, na Zona Norte, será o primeiro a adotar o conceito de polícia comunitária

Nos próximos anos, a Polícia Militar ganhará um novo perfil com a implantação do Batalhão de Polícia de Proximidade (BPP). A filosofia de policiamento comunitário consolidada através das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas comunidades chegará ao asfalto. O projeto piloto já começou a ser desenvolvido no 6º BPM, na Tijuca.

O BPP prevê a otimização do patrulhamento ostensivo, a qualificação de policiais na área de polícia comunitária e a modernização de batalhões. Uma comissão já estabeleceu o cronograma para a implementação das ações. O 6º BPM, por exemplo, ganhará uma sede sustentável, onde os policiais poderão receber os moradores para atividades. O objetivo é estender a experiência da Tijuca para toda a cidade.

- O BPP seria uma fase pós-pacificação. Em locais onde há uma ocupação massiva das UPPs, há necessidade de mudança nas atividades dos batalhões convencionais. Para isso, precisamos ter arquitetura que transmita este conceito, sem o perfil de aquartelamento. É preciso mostrar diálogo com a população – afirmou o chefe do Estado Maior Administrativo da PM, coronel Robson Rodrigues.

As ações de proximidade já viraram rotina no 6º BPM, e tem ajudado a reduzir a criminalidade na região desde fevereiro. A Polícia de Proximidade na Tijuca – que atingiu no último semestre todos as metas de redução de índices de violência – incluiu o reforço no patrulhamento das ruas, curso sobre a cultura de proximidade, e reuniões e café da manhã com a população.

- Já podemos notar as mudanças positivas na segurança do Grajaú. Em abril, tivemos redução, se comparado ao ano passado, nos crimes de letalidade violenta (de 1 para 0), roubos de veículos (de 28 para 16) e roubos de rua (de 188 para 74). Nós espalhamos um efetivo de 40 PMs em três pontos do bairro: nas praças Verdan e Edmundo Rego, e na subida da Estrada Grajaú-Jacarepaguá. Em breve, avançaremos para outros bairros – afirmou o comandante do 6º BPM, tenente-coronel Márcio Oliveira Rocha.

Moradores aprovam projeto-piloto no Grajaú

Para os moradores do Grajaú, o Batalhão de Proximidade será essencial para garantir a paz na região. A conversa com policiais já faz parte da rotina da aposentada e presidente da Associação de Moradores do bairro, Jucélia Belssa.

- Eu sou fã incondicional do trabalho da Polícia Militar. Com as ações de proximidade tenho percebido o aumento da segurança na região e a da confiança da população no trabalho dos PMs. A relação passou a ser de amizade – contou Jucélia, de 69 anos, nascida no Grajaú.

O comerciante Manoel Aquiar, de 69 anos, voltou a morar no bairro depois de mais de 20 anos. O motivo foi a tranquilidade, resultado da pacificação de comunidades e do policiamento ostensivo no bairro.

- Me sinto mais seguro hoje em dia quando ando pelo Grajaú. E com o projeto de aproximar o policial militar dos moradores, teremos mais paz. É importante manter um canal direto com a PM – disse.

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POLÍCIA MILITAR FORMA 592 NOVOS SOLDADOS NESTA SEXTA-FEIRA

Ascom da Polícia Militar
Sétima turma formada este ano no Centro de Formação de Praças conta com 77 mulheres

A Polícia Militar do Rio de Janeiro forma nesta sexta-feira (4), às 9h, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), 592 novos soldados. A sétima turma que se forma este ano conta com 77 mulheres. A cerimônia acontece em Sulacap, na Zona Oeste do Rio.

Durante os 7 meses de curso, os soldados aprenderam sobre abordagem, sobrevivência, polícia comunitária e direitos humanos, entre outras disciplinas.

Os policiais formados representam a renovação da corporação e a polícia que o Governo do Estado está construindo: uma polícia cidadã, voltada para os princípios éticos de sua tropa.

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Câmara aprova criação de banco de DNA e matéria segue à sanção presidencial

Iolando Lourenço/ABr
Brasília – A criação de um banco nacional de DNA para auxiliar na elucidação de crimes violentos foi aprovada hoje (2) pelo plenário da Câmara dos Deputados. De autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), a matéria segue agora para sanção presidencial.
O projeto visa a instituir no Brasil uma unidade central de informações genéticas, gerenciada por uma unidade oficial de perícia criminal, formada por vestígios humanos como sangue, sêmen, unhas, fios de cabelo deixados em locais de crimes que poderão ser usados pelas autoridades policiais e do Judiciário nas investigações.

De acordo com a proposta, também fará parte do banco o material genético de criminosos condenados por violência dolosa, quando há intenção de praticar o crime. Todos os dados coletados serão sigilosos e os perfis genéticos deverão seguir normas constitucionais e internacionais de direitos humanos.

Para o senador Ciro Nogueira, autor da proposta, o uso do DNA, já muito frequente em vários países, ajudará a diminuir a impunidade no Brasil. “Evidências biológicas são frequentemente encontradas em cenas de crimes, principalmente aqueles cometidos com violência. O DNA pode ser extraído dessas evidências e estudado por técnicas moleculares no laboratório, permitindo a identificação do indivíduo de quem tais evidências se originaram”, disse.

“Obviamente que o DNA não pode por si só provar a culpabilidade criminal de uma pessoa ou inocentá-la, mas pode estabelecer uma conexão irrefutável entre a pessoa e a cena do crime. Atualmente, os resultados da determinação de identificação genética pelo DNA já são rotineiramente aceitos em processos judiciais em todo o mundo”, acrescentou o senador.

A proposta é uma reivindicação antiga dos peritos criminais federais e de pais e parentes de vítimas de estupro e assassinatos cometidos por maníacos. Para os especialistas, se o banco de DNA já existisse, teria sido possível identificar criminosos antes que eles fizessem novas vítimas.

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Edição de Hoje