Charline Fonseca – Imprensa RJ
Treze artistas fluminenses expõem suas peças em um estande de 108 metros quadrados montado pelo Estado
Artesãos fluminenses ganharam a oportunidade de divulgar e negociar seus trabalhos na maior bolsa de negócios da América Latina, o Fashion Business, aberto nesta terça-feira (22) no terraço do shopping Fashion Mall, em São Conrado. Em um estande de 108 m², montado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços em parceria com o RIOSOLIDARIO, 13 atrações terão suas peças expostas em busca de oportunidades de expansão de negócios.
A parceria entre a secretaria e o programa de responsabilidade social do Governo do Estado já beneficiava artesãos ao garantir espaço na Feira da Providência, onde as peças são vendidas ao consumidor final. Segundo o coordenador do Programa Estadual de Artesanato, Augusto Cardoso, a diferença é que, no Fashion Business, o público-alvo são as lojas ou empresas que se interessem pela produção em grande escala.
- É fundamental fomentar a atividade, já que ela gera sustento e emprego onde a oferta de postos de trabalho formal é pequena. O objetivo é inserí-los no mercado para que eles tenham condições de se sustentar e crescer sozinhos. Essa foi a forma que o Estado encontrou de colocar os artesãos de frente com os compradores diretos, aumentando o lucro e, consequentemente, a renda desses trabalhadores – explicou o coordenador.
A presidente do RIOSOLIDARIO, Daniela Pedras, ressalta que o objetivo é divulgar o trabalho dos produtores que participam de arranjos produtivos locais, valorizando a marca Rio.
- Esse é um estande inclusivo, autossustentável, que valoriza as regiões turísticas do estado. A expectativa é que grifes nacionais e internacionais possam descobrir aqui talentos e possibilidades de parceria a partir da compra de novos produtos – disse Daniela.
Marcia Rigoni, que confecciona peças de roupa e acessórios com a técnica de patchwork afirma que o programa foi fundamental para o desenvolvimento de sua marca.
- Quando comecei, éramos apenas eu e mais três pessoas. Eu vendia as peças na praia de Geribá, em Búzios, e garantia retorno no verão. O programa ajudou na divulgação do nosso trabalho, através de participação em várias feiras, e nossa produção aumentou muito. Agora, já somos 15 pessoas trabalhando e vendemos o ano inteiro – afirmou a artesã, cadastrada na casa do Artesanato há três anos.
Responsável pela Casa de Arte da Rocinha – que aposta em produtos de decoração criativos, com a cara do Rio – José Luiz Summer espera que a parceria com lojistas agregue ainda mais valor ao trabalho dos artesãos.
O Fashion Business – que acontece até o dia 25 de maio – reafirma a moda como instrumento estratégico para o desenvolvimento econômico e social do estado. A expectativa é que cada marca expositora – são 170 nesta edição – aumente em 20% suas vendas em relação ao mesmo período do ano passado.


