Sexta-feira, 24 de maio de 2013



Projeto social leva esporte e valores a jovens

A desigualdade social por causa da má distribuição de renda no país acaba não permitindo crianças e adolescentes de classes mais baixas
o desenvolvimento de outras atividades fora da escola, como artísticas ou esportivas. 


Projetos sociais promovidos por entidades ou pessoas permitem o contato dos jovens com determinadas atividades que muitas vezes não poderiam ser oferecidos pelos pais. Muitas vezes poucas horas do seu tempo podem fazer a diferença.

Esse é o caso do mestre Eliel, que desenvolve há mais de 10 anos trabalhos sociais a partir de valores que repassa durante as aulas de  capoeira, além de dar a oportunidade a crianças e jovens de desenvolverem atividades, em vez de estarem à toa na rua. Um dos trabalhos sociais acontece no Salão Paroquial da Igreja de São Sebastião, onde ocorre há oito anos. No espaço reúne aproximadamente 40 crianças
do bairro e de localidades vizinhas, como Olga Castrioto, Vital Brasil, Capitão Paladini, Siméria, entre outros. - É um trabalho que fazemos junto com o padre João Rosa, da Igreja de São Sebastião, que cedeu o salão paroquial para as aulas de capoeira. 

Fazemos troca de cordas, rodas de capoeira, ensinamos a respeitar as pessoas, os mais velhos, falamos sobre outros assuntos como a gravidez precoce, os males do uso de drogas e álcool. É um espaço de atividades, mas também de conscientização, de conversa - afirmou mestre Eliel.

As aulas são realizadas duas vezes por semana, assim como na Escola Paroquial Bom Jesus, no Thouzet, onde mestre Silveira dá aulas de capoeira, numa iniciativa que faz parte do Amigos da Escola.

- São aproximadamente 15 crianças da escola e da comunidade. Como eu moro no bairro, criamos um vínculo muito grande com a escola e desenvolvemos um belo trabalho com os jovens - disse. 

Mestre Eliel acredita que o esporte tem o poder de ajudar a formar crianças e jovens.

- O esporte, em qualquer modalidade, faz muita diferença na vida dos jovens. É um outro ambiente em que ficam longe do álcool, das
drogas. Você não vê um aluno nosso chegar numa festa aqui com um cigarro, uma cerveja, porque o próprio ambiente já constrange, pregamos uma vida saudável e de respeito ao próximo - afirmou. Segundo o mestre de capoeira, durante esses anos de projetos sociais nas  comunidades, lembra-se de apenas um jovem se desvirtuar dos preceitos ensinados. 

- Eu tenho certa tristeza porque perdi um jovem para o tráfico nesses quase 20 anos de trabalho com capoeira, mas a maioria dos meus alunos que hoje estão adultos se formou, fez educação física, história e outros cursos, seguiu a vida sem se perder pelo mundo das drogas. 
Tenho hoje filhos de alunos fazendo aulas de capoeira comigo - disse.

Recentemente, o mestre juntou os grupos de capoeiras dos dois bairros e também capoeiristas de outras cidades para apresentações.

- É um trabalho importante, fizemos troca de cordas, uma confraternização com eles porque faz diferença. Muitos não teriam condições de pagar aulas de algum esporte e ficariam o dia inteiro na rua - afirmou.




Voltar à home pageIr para o topo da página


Publicidade