Sábado, 07 de setembro de 2013



 

 

Obras da nova subida da Serra de Petrópolis:

Conheça todas as etapas das obras

Denise Pereira/ Bernardo Rocha - Fotos = Alan Alonso

 

Desde junho quando  foi iniciada a obra da nova subida da Serra, que tem duração prevista de três anos e orçamento de R$ 917 milhões. O trecho com intervenções mais avançadas é o referente ao lote 1, com obras entre os Kms 103 e 97, em Duque de Caxias. Ele compreende a implantação da futura praça de pedágio no Km 102, em substituição à atual praça localizada no Km 104, e a implantação do sistema viário de Xerém e Vila Bonança e vias marginais até a localidade do aviário, que permitirão a separação do tráfego local do de longa distância, além de possibilitar o acesso direto de moradores de Xerém ao Centro de Duque de Caxias. A duplicação de trecho da atual pista de descida da Serra também está prevista neste lote.

 

 

Em Petrópolis, há intervenções no Km 87 de descida. No local, foi aberto um caminho pela mata até a Duarte da Silveira, na Rua Luis Winter, onde haverá necessidade de desapropriação para que algumas casas sejam retiradas para a conclusão da obra. O trabalho está sendo realizado para que as construções referentes ao lote três, situado entre os Kms 87,5 e 80, composto pela construção de um dos maiores túneis rodoviários do país (com 4.618 metros), possam ser iniciadas.

A implantação do projeto foi iniciada após a Concer receber a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o licenciamento ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O projeto prevê a duplicação de 15 quilômetros do atual trecho de descida da Serra, além do túnel. Assim, a extensão total da nova subida da Serra será de 20,7 quilômetros de pista menos sinuosa do que a atual e com acostamentos ao longo da rodovia. Segundo o hot site da Concer sobre a construção, será um conjunto de 28 pontes e viadutos, além de sete alargamentos de estruturas de obras de artes especiais já existentes. A obra permitirá colocar em prática a antiga reivindicação petropolitana de fazer a ligação Bingen-Quitandinha.

No total, o projeto da nova subida da BR-040 é composto por cinco lotes. Além do 1 e do 3, já explicados anteriormente no texto, está incluído o 2, que é situado entre os Kms 97 e 87,5, entre Duque de Caxias e Petrópolis. No lote 2 está prevista a duplicação do atual trecho da pista de descida da Serra, com inclusão de intervenções de melhoria no traçado.

No lote 4 está prevista a construção do trecho final da nova subida da Serra e de sua ligação com a entrada de Petrópolis pela atual pista de subida no Km 82.

Já o lote 5 é a tão esperada construção da ligação do bairro Bingen ao Quitandinha.

 

Interdições

 

A revitalização do monumento do Belvedere do Grinfo também está incluída no projeto, mas já está causando polêmica em Petrópolis. Quem desejar visitar o ponto turístico deve aproveitar este fim de semana porque a partir da próxima terça-feira, dia 10 de setembro, o mirante estará fechado e somente será reaberto daqui a três anos, após a conclusão da nova pista.

Segundo a Concer, a interdição será necessária para a instalação de uma área de apoio industrial às obras de construção da Nova Subida da Serra (NSS) da BR-040. A área de apoio industrial será instalada no entorno do monumento e funcionará em caráter temporário.

A medida deixou indignada a Mobilização Pró-Revitalização do Belvedere do Grinfo. O presidente da Associação Petropolitana de Engenheiros e Arquitetos (Apea), Luiz Amaral, que é um dos responsáveis pela mobilização, acionou a 3ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e aguarda a orientação da instituição para, por meios ilegais, impedir que o ponto turístico seja utilizado pela Concer como “canteiro de obras”.

- Vamos acionar o Ministério Público Federal, o Crea (Conselho Regional de Engenheiros e Agrônomos), o CAU (Conselho Regional de Arquitetos e Urbanistas) e a APA Petrópolis porque o local ficou por 17 anos sem obra e agora a Concer quer transformá-lo em canteiro de obras, com movimentação de caminhões, carga, tudo que provocará a degradação total do Belvedere. Já estamos prevendo ainda que vão querer transformar ali num bota fora, por isso, já vamos chamar também a APA Petrópolis para ficarmos atentos com a possibilidade de um crime ambiental – declarou Amaral.

O retorno existente no Km 102 da BR-040, no sentido Juiz de Fora-Rio, em Duque de Caxias, já está interditado em caráter definitivo desde o dia 13 de junho deste ano para permitir o prosseguimento das obras. Segundo a Concer, no sentido Rio-Juiz de Fora, o retorno do Km 102 é a opção, pois continua operando normalmente.

 

 desde 1928

 

A Nova Subida da Serra é uma obrigação contratual estabelecida pelo Programa de Exploração da Rodovia (PER). O prazo de concessão da rodovia é de 25 anos. O trecho de 180,4 quilômetros administrado pela Concessionária liga os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. O volume de tráfego cresce a cada ano e, em 2012, atingiu a marca de 31,2 milhões de veículos por eixo equivalente. A rodovia é uma importante rota de escoamento da produção, segundo aponta a Confederação Nacional de Transporte.

O trecho da subida da serra da rodovia recebe em média 20 mil veículos diariamente. Muitos são caminhões e carretas que dificultam o fluxo de tráfego por causa do traçado sinuoso e da falta de acostamento. Frequentemente, a Concer é obrigada a realizar operações especiais de reversão de pista na descida da serra para que carretas de grandes dimensões possam concluir o trajeto durante as madrugadas, em período de menor movimento na rodovia, mas com interdições totais ao tráfego.

Construída em 1928, a atual subida da serra está com sua capacidade de tráfego esgotada desde 2010, segundo estudo feito pelo Poder Concedente. E a previsão é de que o volume de tráfego continue crescendo em função de grandes eventos como as Olimpíadas de 2016 e empreendimentos de porte no Estado do Rio de Janeiro, como: Arco Metropolitano do Rio de Janeiro; Polo Petroquímico em Itaboraí; Construção e Operação do complexo do Grupo EBX no Porto de Açu; Recuperação da indústria naval do Estado do RJ; Polo Gás-Químico em Duque de Caxias; Proximidade dos portos de Sepetiba e do Rio de Janeiro.

 

 

 

Iniciadas as intervenções para a ligação Bingen-Quitandinha

  

 

Apesar da desapropriação de imóveis na Rua Luiz Winter ser um fato desconhecido entre a maioria dos moradores da localidade, a obra de ligação entre o Bingen e o Quitandinha está confirmada e as intervenções já foram iniciadas. A equipe do Diário esteve do outro lado, no Km 87 da pista de descida da BR-040, trecho que está sinalizado em meia pista. No local, trabalham nove funcionários e uma cavadeira, que participarão da obra de abertura de um túnel que terá cinco metros de extensão. A abertura do caminho fica ao lado esquerdo das margens da rodovia.

 

- Pediram-nos para dar início ao desemboco desta obra que sairá no Bingen. Este caminho é de ligação entre os bairros Quitandinha e Bingen – disse um funcionário da obra que preferiu não se identificar.

 

A obra é realizada pela empresa Essati Engenharia, do Rio de Janeiro, e que tem equipe voltada à preservação ambiental, fato que é apresentado no projeto da empresa que administra a rodovia, a Concer.

 

Os motoristas que utilizam a rodovia estão satisfeitos com o início das obras. Um dos que passava pelo trajeto e observava as obras com atenção era o mecânico Rafael Freitas.

 

- Apesar de achar o pedágio um absurdo estas pistas muito ruins, a cidade só tem a ganhar com esta ligação entre os bairros. Agora só espero que a Concer realmente invista no projeto e que esta obra que já é uma promessa antiga, seja concluída o mais rápido possível – afirmou.

 

 

 

Subida e descida da Serra ainda seguem com problemas

 

 

 

 

Após oito meses em que o Diário retratou o estado crítico que se encontra alguns trechos na descida e subida da Serra de Petrópolis, na BR-040, nossa equipe registrou novamente os problemas. Entre eles estão os buracos e rachaduras, que no trecho que já é perigoso, acarreta acidentes quase todos os dias.

 

A pior situação é registrada na subida da Serra. Os remendos são frequentes e obras são realizadas a todo o momento. Apesar disso, até o Belvedere do Grinfo, três trechos se encontram em pior estado. Do km 83, em diante, a equipe registrou rachaduras na pista e em grande número. Já no km 86, os buracos começam a assombrar os motoristas que procuram maneiras de se esquivar.

 

No km 87, a obra de duplicação da Serra de Petrópolis tem início, e os cones que sinalizam o trecho deixam a pista reduzida e escondem os problemas do trajeto.

 

Com o alto número de veículos de grande porte passando diariamente e com cargas pesadas, as rachaduras estão cada vez mais aumentando. Como a balança que verifica o peso transportado está somente no Km 98, já no fim da descida da Serra, o caminhão com peso acima do permitido pelo fabricante percorre todo o trecho até chegar à fiscalização.

 

 

 

Subida ainda mais complicada

 

 

 

Na manhã de ontem, um caminhão enguiçado próximo ao Mirante do Cristo, deixou o transito totalmente engarrafado. O fato tornou ainda mais difícil o trajeto.

 

Em geral a pista de subida se encontra em pior estado, mas a partir do km 88, os problemas se iniciam, pois buracos cada vez maiores são registrados. No km 86, as rachaduras voltam a aparecer, além de buracos. A concessionária que administra rodovia, a Concer, tenta fazer remendos no trecho, o que desagrada totalmente os motoristas, que pedem, além da ligação entre o Bingen e o Quitandinha, obras imediatas e reparos que fiquem evidentes na utilização do trecho.

 

 

 

 

 

 

 




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