Edição: segunda-feira, 05/03/2018
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  Mulher

A luta da mulher na sua rotina diária

Quando você cuida de uma mulher, você cuida do mundo

Natália Rodrigues natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br


 No próximo dia 08, é comemorado o Dia Internacional da Mulher apesar de muitas pessoas acreditarem que a criação deste dia se deve graças a um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Na verdade, a data marca a luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho que começou a partir do final do século XIX, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Na época, as jornadas de serviço de 15 horas diárias e a discriminação de gênero eram alguns dos pontos que eram debatidos pelas manifestantes. Apesar das várias conquistas, ainda hoje mulheres precisam lutar por melhores condições de vida e de trabalho, tendo que se dividir entre cuidar da casa, dos filhos e algumas encontram tempo para se dedicar a projetos sociais.

Uma dessas mulheres é a técnica de enfermagem Suany Pitorra (foto), de 37 anos. Quando ainda trabalhava no posto de saúde do bairro onde mora, o Independência, ela andava apreensiva com o aumento na quantidade de adolescentes grávidas na localidade. E queria criar uma ponte entre a família e as jovens, principalmente nessa fase de mudanças que é a adolescência. Então em 2012, fundou o projeto social Garota Fashion, que atualmente desenvolve ações de prevenção, promoção e valorizando construção de práticas comprometidas com a transformação social, tendo como objetivo assistir as adolescentes das comunidades na cidade.

- Sempre trabalhei com projetos sociais, com o desejo de uma frente comunitária, comecei um trabalho de reabilitação de drogas onde trabalhava voluntariamente como enfermeira em uma clínica onde ajudávamos os jovens que estavam querendo sair da situação de risco. Depois disso, fui para a prevenção porque vi que é mais necessário fazer a prevenção do que a reabilitação. Mas nunca deixando de auxiliar caso alguém ou a família precisasse de mim, e fazer com que as jovens não tenham o acesso as drogas e possam evitar a gravidez – disse.

 A proposta é desenvolvida em espaços das escolas públicas da rede estadual e municipal e também nas comunidades de bases. No local, são oferecidas palestras com médicos, terapeutas, psicólogos, responsáveis por clínicas de reabilitação, professores, modelos e mulheres que são referência em cada bairro. Além de cuidar da casa, do marido e dos três filhos, Suany ainda tem disposição para ser conselheira tutelar, cargo que exerce desde o começo do ano.

- Eu fiz um ano de casada em janeiro, mas meu esposo já tem três filhos, um rapaz de 23 anos, outro de 18 anos e uma adolescente de 17 anos, que são as pérolas da minha vida. O Conselho Tutelar veio em uma tentativa de um alcance maior, pois o meu trabalho ele era limitado ao Alto Independência e como conselheira eu consigo auxiliar toda a cidade. Acredito que a mulher é guerreira, nós fazemos mil coisas ao mesmo tempo, e você trabalhar aonde você ama não é um trabalho, é uma benção – disse.


 Outro exemplo de mulher é a assistente técnico em mecânica Jaqueline Barcellos (foto), de 37 anos. Mãe de três filhos, um jovem de 19 anos, um adolescente de 16 anos, e uma menina de nove meses. Ela conheceu a maternidade muito nova, e mesmo com as adversidades, decidiu cursar uma faculdade e se desdobrava para cuidar da casa, das crianças, trabalhar e ainda encontrar forças para estudar.

- Consegui passar no primeiro vestibular para Tecnólogo em Automação Industrial da UCP com o apoio do governo, onde consegui uma bolsa para estudar em 2008. Nessa época meu filho estava com 10 anos e minha filha com oito. Quando entrei na faculdade o curso era à tarde e tive que pedir a troca do turno no serviço, fiquei um ano trabalhando de madrugada sem acompanhar o dia a dia dos meus filhos. Depois o curso foi para noite e ainda trabalhando tive que estudar muito para aprender e ter nota para passar e me formar. Infelizmente não consegui seguir no ramo, mas surgiram novas oportunidades e fiz o curso de técnico de mecânica que conclui em 2016 no SENAI. Desde então trabalho nessa área há quatro anos – contou.

Mesmo com tantas atribuições, e recentemente mãe novamente, Jaqueline ainda encontra tempo para ajudar o próximo, através de um programa na empresa onde trabalha.

- Minha vida se resume em choro, risadas, debates, correria e alegria, pois amo tudo que faço. Digo se for pra fazer pela metade eu prefiro não fazer. Faço parte do voluntário na GECelma, que neste ano iremos realizar o Projeto Adote uma Avó ou Avô em uma casa de repousos para idosos.O objetivo do projeto é dar atenção aos idosos que moram nas clínicas – relatou.

O Dia da Mulher é a celebração das conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos, sendo adotado em 1977 pela Organização das Nações Unidas e, conseqüentemente, por diversos países.



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