Edição: domingo, 08/04/2018
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  Geral

Animais peçonhentos, ataques mais comuns no verão

O período de férias foi um dos fatores que contribuíram para os ataques nessa época


 O verão é a estação do ano que tem como característica altas temperaturas e muita chuva, deixando o clima mais úmido, totalmente propício para o surgimento de animais peçonhentos que procuram lugar para se abrigar e acabam entrando nas casas. Mesmo assim, a população também precisa ficar alerta durantes as outras estações. As notificações mais comuns em Petrópolis são com aranhas, cobras e escorpiões. Em 2017, foram registrados 84 acidentes por aranha, 36 por escorpião e 30 com serpentes. E nos três primeiros meses deste ano, já foram relacionados 20 casos de picada de serpente, 20 de aranha e 10 de escorpião.

Amorita da Silva Grijó, professora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMP/Fase explicou que caso alguma pessoa seja picada por alguma dessas espécies é essencial que procure ajuda médica.

- O correto é procurar ajuda médica, no caso da nossa cidade é seguir para a UPA do Centro, que contém todos os soros necessários para cada tipo. Não adianta procurar urgência de serviços de saúde particulares pois essas não dispõem dos anti venenos - disse.

A especialista relata na cidade a maior ocorrência em relação as serpentes é a do tipo jararaca. E as aranhas que mais causam acidentes são a marrom e a armadeira. O período de acasalamento dos animais é a  época onde ocorrem o maior número de acidentes.

- O correto é procurar um polo de tratamento o mais rápido possível, pois os soros anti venenos produzidos no Brasil são de excelente qualidade e eficazes - contou.

A vendedora Ana Claúdia dos Santos Lopes foi uma das vítimas no ano passado. Ela foi picada na mão por um escorpião do tipo marrom no quintal de sua casa. Ela relatou que sentiu muitas dores e dormência e temia que o pior.

- Estava do lado de fora da casa e teve uma hora que fiquei com a mão na parede e de repente senti uma picada no meu dedinho da mão. Eu e meu namorado começamos a procurar o bicho que tinha me atingido e quando descobri ficamos desesperados. Chamei uma amiga e fomos até o pronto-socorro do Alto da Serra, mas lá fomos informados que teríamos que seguir para a UPA do Centro que é o único local que tem esse tipo de vacina. Foi desesperador, estava sentindo dor e ao mesmo tempo uma dormência, sentia o veneno subindo pelo meu braço. Achei mesmo que ia morrer de tanta dor que sentia- explicou.

Ana Claúdia vive em uma região cercada por mata, ela reside no bairro Meio da Serra. E mesmo depois do incidente já encontrou mais alguns escorpiões do mesmo tipo na sua casa.

- As vezes ainda acho escorpião aqui em casa, do mesmo que fui picada. Aparece muito também na casa do meu irmão que mora ao lado. Mas agora tenho tido muito cuidado, olhando sempre os calçados e as roupas antes de usar, sempre limpando o guarda-roupas e evitando de deixar roupas no lado de fora ou alguma caixa no chão - disse.

A professora orienta que todos devem ficar atentos e tomar cuidados para evitar incidentes, principalmente quem mora ou frequenta regiões com mata. E alerta algumas atitudes comuns que o paciente não deve tomar nessas ocasiões.

- Não deixar roupas penduradas fora de armários, sacudir calçados antes de calçar. Uso de botas quando no campo, e o uso de luvas quando for mexer em entulhos ou montes de folhas e sempre verificar cobertas e lençóis. A pessoa não deve garrotear, cortar ou sugar o veneno. E muito menos colocar querosene ou outras substâncias no local da picada.  - informou.

              Atendimentos são feitos somente na UPA Centro

Em caso de acidente procure imediatamente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Centro, que é o polo para todas as cidades da Região Serrana na aplicação das sorologias. Na atual gestão, foi estipulado pela Secretaria de Saúde um novo fluxo de atendimento que contempla a assistência de primeiros socorros e a aplicação do soro. Na unidade são atendidas pessoas que precisam de soro antirrábico, antitetânico, antiofídico (picada de cobra), antiaracnídico (picada de aranha) e antiescorpiônico (picada de escorpião). 

A Vigilância de Epidemiologia ressalta que a vacina só é aplicada por indicação médica. Na hora do atendimento o médico avalia a gravidade do caso para aplicar as sorologias e vacinas. Em caso de acidente leve, não é necessário aplicar o soro, pois ele pode causar reação adversa. Sendo assim, cada caso deve ser avaliado pelo profissional da urgência de acordo com o protocolo determinado pelo Ministério da Saúde.

 



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