Edição: segunda-feira, 17/07/2017
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  Geral

Adoção de cães e gatos ganha força em Petrópolis

Feiras e rifas em prol dos animais têm amenizado o mal causado pelo abandono

Vitor Garcia – vitorgarcia@diariodepetropolis.com.br

 

Adotar um animal, é um ato de amor, mas também deve ser encarado com muita responsabilidade. Com mais de 30 milhões de cães e gatos abandonados no Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), voluntários envolvidos com a causa animal dedicam seu tempo produzindo ações que visam encontrar um lar e dar melhores condições de vida para os bichinhos.


Em Petrópolis, Claudia Nicodemus é voluntária do projeto “Arca dos Bichos”, que ajuda os animais abandonados. Com aproximadamente dois mil cães e gatos doados, em mais de 20 anos de dedicação, ela fala do carinho e cuidado por eles.

- Eu sempre gostei dos bichinhos, e a partir disso comecei a recolher os que eu achava na rua, e até mesmo os que os donos não queriam mais, e tentava dar um novo lar a eles. Passei a estar todo o primeiro sábado do mês no estacionamento de um supermercado no Quitandinha, doando os que recolhia.

Juntamente com o esposo, Cláudia faz o cadastro dos adotantes, para posteriormente ter um controle de como está a situação do animal adotado. De acordo com ela, em 90% dos casos há êxito no ato. Entretanto, existem os que acolhem, não cuidam, e abandonam de novo.

- Mês passado, um rapaz adotou um cãozinho de dois meses, e após dez dias eu encontrei o animal perdido na Avenida Barão do Rio Branco. Como faço um cadastro com todos os que adotam, liguei para ele e pedi explicações. Temos o costume também de pedir foto do animal em seu novo lar. Caso uma pessoa não mande, nós vamos até a residência dela para saber o que aconteceu com o bicho – contou.

 

 

O casal Rafane Marcela e Marcio Arcanjo adotou uma cadelinha de dois meses do mesmo projeto. Com as vacinas em dia, e com um nome já definido, o animal ganhou um novo lar.

- A gente já estava com a ideia de adotar, e quando passamos e vimos a cachorrinha, nos apaixonamos por ela - disse Marcio.


O “Arca dos Bichos” tem o costume de fazer bazar com produtos doados. O dinheiro arrecadado é usado para comprar ração, remédio e também ajuda na castração.

 

Um cão ou gato vive em média de 10 a 15 anos. Dependendo do seu porte, requer cuidados por toda a vida. A médica veterinária Priscila Mesiano enfatiza os cuidados com os animais adotados.


- Quando filhote, é necessário iniciar um calendário de vacinas, que será mantido anualmente. Além disso, deve manter a vermifugação, e proteger o animal contra as pulgas e carrapatos. A alimentação com ração, água limpa e abundante é essencial para a qualidade de vida desse bichinho, além da castração, que é um fator importante, pois previne doenças e ajuda em termos de controle populacional – disse.

A veterinária lembra que vale a pena adotar um animal, mas além de caber no coração, ele deve entrar no orçamento familiar e no consenso de todos da casa.


- Eles ficam doentinhos, e é necessário levar ao veterinário para que sejam realizadas consultas e exames, o que gera alguma despesa – concluiu.

 

Voluntária faz rifas e investe o dinheiro em castrações


Para ajudar a causa animal, petropolitanos não têm medido esforços. Simpatizante da causa, Rayane Martins Hang começou a arrecadar dinheiro através de rifas, para pagar as despesas de alguns resgates de animais pela cidade, tratamento em clínicas veterinárias e castrações.


- Muitas pessoas lutam para amenizar o problema. Eu comecei a ganhar algumas doações de amigos e fiz rifas para ajudar os animais. Rifamos todo tipo de coisa, e esse mês é uma torta. Inclusive, a meta de arrecadação dessa é de R$ 260, que será usado para a castração de um cão que foi abandonado no Morin e está em uma hospedagem – disse.


Até o momento, Rayane conseguiu fazer cinco rifas, quando quatro cães e dois gatos foram beneficiados. A divulgação, na maioria das vezes, acontece pela internet.


- Na cidade temos vários projetos de protetores e grupos que lutam muito para conseguirem ajudar os animais. Muitos tiram o dinheiro do bolso para custear as despesas. Enfim, amamos o que fazemos e isso nos dá orgulho – concluiu.

 

Protetores de animais usam barracas no Centro


A prefeitura, por intermédio da Secretaria de Meio Ambiente e da Comdep, disponibiliza barracas para o bazar dos protetores de animais, que oferecem a doação de cachorros e gatos. O projeto acontece no calçadão do Cenip, no Centro, e em Itaipava, no Parque Municipal, de 10 às 18h30, aos sábados e domingos. Hoje a cidade não conta com um banco de dados sobre o número de animais abandonados.



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