Edição: domingo, 12/11/2017
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ARISTÓTELES DRUMMOND
COLUNISTA

 SURGE UM NOVO RIO

 Um sopro de esperança para o Rio surgiu esta semana com um Fórum de iniciativa da Fecomércio e da revista Exame, no Hotel Hilton. Foram mais de 200 empreendedores,gestores, ouvindo o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, e debatendo os temas, depois, sob a coordenação do professor Istvan Kasznar, da Fundação Getulio Vargas. 

Curioso é que, após a situação crítica da segurança pública, como freio nos investimentos – e que exige uma reação imediata –, os projetos mais importantes para alavancar a retomada do crescimento são antigos,que dependem apenas de retoques, 

Um deles, e já na pauta do BNDES para o Rio, é a criação de uma Zona de Processamento de Exportações (ZPE), em Itaguaí, aproveitando o Arco Metropolitano e o Porto de Sepetiba, que esteve para sair no governo Sarney, articulada pelo então ministro José Hugo Castelo Branco. A melhoria da Via Dutra, como determinante na maior integração Rio-São Paulo, é outra necessidade a ser pensada.

Nas vocações naturais da capital, com mão de obra  de alto nível, a criação de um centro financeiro internacional ganha força. E este tem como base o Rio-Dolar, formulado  pelo professor Theophilo de Azeredo Santos e defendido, por Roberto Campos. 

O Rio já vem se destacando ao sediar algumas das mais importantes empresas de assets do país. No entanto, é preciso mais para recuperar a perda da Bolsa de Valores, da carteira de câmbio do Banco do Brasil e da direção dos maiores bancos. Nos restou as maiores seguradoras  como Bradesco e Sul América. 

O  esforço para terminar o complexo petroquímico COMPERJ, em Itaboraí, é fundamental, por estar parcialmente feito. O turismo deve ter, já para o próximo ano, como anunciou o presidente do BNDES, um calendário de eventos suficiente para sustentar o turismo que sofre com a baixa ocupação de sua moderna rede hoteleira.  Portanto, um olhar desses sobre a cidade e o Estado anima, quando o clima tem sido de pessimismo, parcialmente provocado por interesses políticos menores. 

Todo esse quadro de homens e mulheres competentes, preparados, uma tradição histórica da cidade como símbolo maior do Brasil, faz aumentar a responsabilidade do cidadão-eleitor. Afinal, é consenso que a classe política não tem estado à altura da crise. 

O Rio é viável, bastaria que houvesse uma trégua na demagogia, nas divisões por motivos ideológicos e a união de todos . Aliás, só tivemos ganhos recentes quando União, Estado e Município,com apoio da sociedade,  se uniram  em projetos do porte da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016.



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