Edição: segunda-feira, 07/05/2018
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  Colunistas
ARISTÓTELES DRUMMOND
COLUNISTA

 

 

JOGO E HORA DA VERDADE

O Brasil precisa sair deste ano decisivo fortalecido. A prioridade nacional deve ser um programa comum a todas as forças políticas. Na falta de um líder, só mesmo a união em torno de um plano de salvação nacional pode evitar o pior na economia e na paz social.

Tudo na teoria parece muito fácil. Em primeiro lugar, há de se trabalhar pela oferta de bons empregos. E, para isso, é preciso atrair investidores, diminuir e simplificar a carga fiscal, aperfeiçoar um pouco mais a reforma trabalhista e resistir às pressões corporativas.

 É necessário diminuir o tamanho do Estado em todos os sentidos. Nas estatais, tem de atacar a burocracia e fazer cumprir rigorosamente o teto salarial, sem penduricalhos que, por vezes, duplicam vencimentos no Legislativo e no Judiciário, especialmente. Deve-se ainda incluir no programa a mãe das reformas devido à dimensão dos números: a Previdência. Mas com uma fase de transição para o setor público.

 Até agora tem faltado coragem e exercício da autoridade. O presidente Temer tem um programa elogiável e conseguiu alguma coisa. No entanto, tem sido tímido em coibir manifestações ilegais, em agressão ao patrimônio público ou privado, ao próprio direito de ir e vir do cidadão, vulnerável a fechamento de estradas e invasões de propriedades, mesmo que por horas e com fins políticos. Tem de ser coibida esta ação que visa desmoralizar o poder público.

Não dá para compreender as ousadas manobras para consolidar uma lei penal que premia os poderosos e pune apenas quem não pode contratar grandes advogados. O bandido que explode um caixa eletrônico de banco pode ser preso, mas quem dá prejuízo de bilhões nos bancos oficiais tem terceira instância. Não parece certo, justo e muito menos tolerável.

 Os senadores Cunha Lima e Ricardo Ferraço têm um projeto que define esta questão do Supremo como terceira instância criminal. É preciso entrar na pauta e afastar este elemento perturbador da confiança popular nas instituições.

Temos de tirar da pauta política os temas supérfluos ou inoportunos. Precisamos atender aos desempregados, dar eficiência à saúde, educação e segurança pública. E delegar racionalmente estradas, aeroportos, geração de energia, sem esta vergonhosa devolução de concessões por falhas nos contratos.

E, por fim, enfrentar a questão das gratuidades e cotas. Quem não deve pagar transporte publico não são idosos, estudantes, cadeirantes e outros. Gratuidade é para quem não pode pagar, e ter mais de 60 anos não deveria ser credencial para onerar o Estado, pois o transporte tem custo. E alunos de classe média tem pais para pagar, portanto, o transporte   deve ser concedido apenas a estudantes pobres.

Sem coragem e com hipocrisia, não sobreviveremos!

 



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