Edição: segunda-feira, 13/11/2017
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  Geral

As novas bandas de Petrópolis que são promessas de sucesso

Eles sonham em viver somente da paixão pela música

Natália Rodrigues -natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

Não é de hoje que bandas petropolitanas fazem sucesso mundo à fora, mas nos últimos anos com o surgimento de novos espaços para apresentações e a criação de eventos como o solstício, que incentivam e ajudam a divulgar os grupos da cidade, tem aumentado o número de jovens que tentar trilhar o caminho dos ídolos.

 

Uma delas é a 'A Manga', o quinteto é formado por Henrique Mayworm (guitarra), João Antonio Fernandes (guitarra), Pedro Goralski (sintetizador), Arthus de Paula (baixo) e Guilherme Coelho ( bateria). A banda não tem um único vocalista, há um revezamento na liderança do vocal de acordo com a música, enquanto um canta os outros atuam como backing vocals.

O guitarrista Henrique Mayworm contou que a banda foi formada há quase três anos, quando ele e o também guitarrista João Antonio Fernandes que se conhecem desde os tempos da escola, participavam de um outro projeto. Mas insatisfeitos por não poderem acrescentar novidades musicais mesclando com o som que tocavam, decidiram sair e montar algo novo.

- A gente decidiu fazer um novo projeto “A MANGA” porque estávamos discordando de algumas coisas criativamente, a gente queria algo com um som mais eletrônico, mais dance e o outro integrante não aceitava. Então a gente começou esse novo projeto - explicou.

Inicialmente a dupla tinha em mente fazer a produção das músicas e posteriormente chamar outros músicos, mas notando que somente com os dois não dariam muitos resultados, decidiram logo convidar os amigos.

- Nós queríamos começar primeiro a produzir para depois chamar a galera. Foi quando surgiu o Pedro Goralski que é um musico que toca teclado, faz remixes, e já tinha tido a experiência em outra banda, o convidamos por concordar que pudesse contribuir muito para a Manga. Nessa época, eu tocava apenas bateria, o João guitarra e o Pedro teclado, precisamos de um baixista, foi aonde surgiu o Arthus, que era um amigo da época de faculdade do João. Eu estava tocando bateria até encontrarmos o nosso atual baterista, o Guilherme - contou Henrique.

Mesmo terem acontecidos dois shows sem a equipe completa, inclusive em uma edição do solstício. Foi apenas com a atual formação que a banda começou a realizar mais apresentações, como na Cervejaria Bohemia e no Estúdio Aldeia.

Os músicos mesclam um som neo psicodélico com eletrônico e dance, inspirados na banda brasileira Wannabe Jalva, que faz um rock alternativo novo, Washade Out, que tocam uma mistura eletrônica e clássicos como os Beatles. Além dos australianos da Tame Impala e artistas como o norte- americano Toro Y Moi. A Manga que tem esse nome por ser algo que remete a um som que o quinteto está disposto a fazer, algo tropical e dançante.

- A gente tinha algumas ideias em mente, mas a gente acabou optando por  A MANGA por ser um nome em português já que as outras sugestões eram em inglês. É um conceito um tanto subjetivo, mas esse nome aconteceu, não tem muito explicação, é um nome fresco, gelado, doce é tipo esse o conceito - contou o guitarrista.

No início desse ano, eles colocaram em prática outra ideia, um estúdio, o Manga Rosa, localizado no bairro Valparaíso, onde fazem os ensaios, produzem as músicas e realizam outros projetos. No momento publicaram apenas um som e o clipe da música a "Little People Say It's Alright", apesar de ser em inglês, os meninos também cantam em português. Mas os planos futuros são de gravar uma sessão com músicas autorais.

Uma outra banda que surge nos palcos da cidade, é a Penguin, formada há apenas oito meses pelo trio de músicos Iago Pomponet (voz, violão), Breno Raeder (baixo) e Fernanda Lyra (voz e violino), o nome foi inspirado identificação dos integrantes com o bichinho.

O baixista Breno Raeder explicou que ele e o Iago se conhecem dos tempos de escola. E a Fernanda foi apresentada ao amigo por conhecidos em comum e decidiram formar a banda.

 - Eu e lago fizemos ensino médio juntos.  Ele e a Fernanda se conheceram no começo do ano, por amigos em comum, e nos apresentou quando foi me convidara para tocar - disse.

A banda toca um som estilo folk-indie, e se influenciam em variados músicos como Keaton Henson, Lisa Hannigan, Soko, Damien Rice e os islandeses do Of Monsters and Men, levando também um pouco de suas canções autorais.

Apesar de pouco tempo de estrada, já tocaram na última edição do Solstício e algumas vezes no Estúdio Aldeia mesclando músicas próprias e de outros artistas. Além de terem tido uma experiência recentemente no espaço Motim, no Rio de Janeiro.

Breno contou ainda que no momento eles estão focados em compor músicas e fazer shows, mas o próximo projeto em vista é a produção de um EP.

 Penguin foi formada há oito meses

 



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