Edição: segunda-feira, 05/03/2018
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  Geral

Bitcoin: a moeda eletrônica que ganha adeptos pelo mundo

Yuri Lima, especial para o Diário

 

 O Bitcoin é uma moeda como as demais, tal como os centavos e as notas de reais que você encontra em sua carteira, a principal diferença é que ela é totalmente digital e não tem regularização de um Banco Central.

- Ela funciona de forma descentralizada, ou seja, não depende de um órgão central para validar suas transações e garantir a confiança dos usuários. Uma moeda tradicional depende da regularização para garantir que não haja fraudes em suas transações. Além disto, a moeda usual, não pode ser simplesmente criada pelos usuários. A confiança nesse órgão é o principal pilar desta reserva– explica Igor Ferraz, que trabalha no setor de arquitetura de sistemas em uma empresa do ramo financeiro.

Sem um órgão regulador, o Bitcoin se utiliza de outros mecanismos para se tornar seguro e atender os anseios dos usuários.

- Sem a presença de um Banco Central, todas as transações são validadas por uma rede de computadores e salvas num único local. Atualmente, este local é seguro e não permite que uma transação seja alterada após ser realizada. E isso que garante a segurança do Bitcoin. A ideia central por trás do Bitcoin é ser livre de regras e burocracia, onde o usuário possa realizar transações de forma anônima, segura e livre de entraves – completa.

A moeda utiliza criptografia (Tradução de termos normais e cotidianos para códigos cifrados) para se tornar segura, por isto também é conhecida como criptomoeda, e é gerada a partir de resoluções de problemas matemáticos por computadores conectados a rede. Este processo é conhecido como “mineração”. Hoje em dia, há aparelhos que funcionam apenas com o objetivo de gerar a moeda virtual e algumas empresas de informática apostam nas máquinas mineradoras dos Bitcoins.

O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede e a moeda tem um limite de crescimento que é de 21 milhões de unidades até o ano de 2140. Sendo o valor de reserva definido pelo mercado. Isto é, tem preço volúvel, dependendo da oferta e da demanda.

Se antigamente todos que tivessem o software de “mineração” e um computador pessoal podiam gerar Biticoins, hoje existem barreiras. Para criar a moeda, os usuários interessados têm que possuir computadores com grande capacidade de processamento.

- A mineração é o processo que usa o poder de processamento computacional para validar transações de Bitcoin. Ou seja, um usuário recebe pagamento em Bitcoin para cada validação efetuada. Isto é demorado e exige um grande poder de processamento computacional. Normalmente, as empresas que atuam neste ramo possuem inúmeros computadores que trabalham em conjunto para realizar este procedimento - informa o engenheiro de informação.

Algumas destas máquinas podem ser compradas por valores acima de 10mil reais. Atualmente, para os interessados na criptomoeda, mas não tem capital para investimento em super máquinas, é mais recomendável a compra do produto final. Um total de 0,001 bitcoin vale, atualmente, cerca de 35,22 reais.

- A principal forma de adquirir a moeda é através de corretoras de Bitcoins, também conhecidas como "exchanges". Elas vendem Bitcoins mediante pagamento através de moedas tradicionais. No Brasil, temos três corretoras principais: Foxbit, Mercado Bitcoin e a Bitcoin To You – aconselha.

As barreiras impostas pelo criador da moeda surgiram no ano de 2009, quando houve um aumento significativo no número de “mineradores”.

Fraudes

No final do ano passado a empresa Bitconnect entrou em uma polêmica por utilizar as criptomoedas como forma de gerar uma pirâmide financeira. O caso que ocorreu nos Estados Unidos. Outras ocorrências já foram notícias pelo mundo. Inclusive o criador do computador pessoal, Steve Wozniak, co-fundador da Apple, assumiu que já sofreu um golpe envolvendo os Bitcoins.

Segundo o engenheiro de informação, é necessário ter atenção com a carteira virtual e sua corretora:

- O ideal é você conhecer a fundo a sua corretora, conhecendo seu histórico, seus ideais e seus líderes. Habitualmente, as maiores “exchanges” possuem mais confiança dos usuários. Mas é sempre importante manter seus Bitcoins em sua carteira, onde você possui total controle sobre os mesmos – informou Igor.

É importante se atentar no local que você compra, vende e armazena suas moedas virtuais. “Exchanges”, por exemplo, são suscetíveis a hacking, falhas humanas e negociações fraudulentas.

Futuro

O valor da moeda pode alcançar preços ainda mais altos. É o que afirmou o especialista do ramo financeiro à CNBC (Consumer News and Business Channel), o canal norte-americano ligado a rede NBC que é voltado apenas para os negócios, no final do ano passado. Segundo Ronnie Moas, a moeda pode aumentar em cerca de 500% dentro de dois anos. O valor da moeda chegaria, então, a um total de 400.000 reais.

Produção

Nem todo país é propenso para realizar a mineração, pois sua produção depende do preço da energia elétrica. Isto ocorre porquê os computadores de alto processamento precisam ficar ligados e conectados por todo o procedimento. Deste modo, nunca são desligados.  Hoje, a maior parte destas validações ocorre na China.

Mistério

A moeda foi criada a por um usuário chamado Satoshi Nakamoto, que ficou conhecido por publicações de artigos sobre o tema em fóruns de criptografia. Porém, ninguém sabe, até hoje, qual a real identidade de Nakamoto, a única certeza é que este nome não é real.



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