Edição anterior (1274):
segunda-feira, 07 de maio de 2018
Ed. 1274:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1274): segunda-feira, 07 de maio de 2018

Ed.1274:

Compartilhe:

Voltar:


  Saúde

Bronquiolite: doença que assusta os pais e lota UTIs infantis 

Daniela Curioni - especial para o Diário

 

Surtos da doença normalmente são registrados no Brasil especialmente nos meses do outono e inverno. De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Pediatria, o vírus é responsável pela maior parte dos casos de bronquiolite (infecção nos pulmões) em menores de 2 anos.

A proximidade da nova estação já é sinal de tensão para pais com filhos pequenos. É quando as temperaturas oscilam bruscamente e os bebês e crianças menores sofrem as consequências.

De acordo com pediatra Dra. Rafaela Calmon,  a bronquiolite é uma doença que eleva expressivamente o número de internações nesta época do ano em hospitais infantis.  

A patologia ocorre muito no primeiro ano de vida e os sintomas podem ser confundidos com os de um simples resfriado.

- O VSR é o agente causador de 75% dos casos de bronquiolites e 40% das pneumonias, além de ser um dos principais responsáveis por problemas respiratórios em bebês de zero a 2 anos. Para bebês prematuros, pode causar infecções respiratórias graves, hospitalizações recorrentes, com necessidade de ventilação mecânica. Já em crianças acima de dois anos e adultos saudáveis causa sintomas semelhantes aos de um simples resfriado - afirma ela. 

Infelizmente, o VSR, assim como a maioria dos vírus, não possui tratamento. A boa notícia, contudo, é que ele pode ser evitado.

- Bebês prematuros (nascidos com menos de 29 semanas) portadores de cardiopatia congênita, podem receber a imunização contra o VSR pelo SUS. A imunização contra VSR também passou a ser incluída nos procedimentos obrigatórios oferecidos por planos de saúde privados, segundo atualização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) - explica a especialista.

De acordo com ela, para esse grupo específico, um tratamento injetável à base de palivizumabe, tipo de anticorpo com ação neutralizante e inibitória do vírus, deve ser administrado entre os meses de janeiro e maio, quando a incidência de VSR é maior na região. O anticorpo dura 30 dias dentro do organismo e, ao todo, são injetadas cinco doses de forma intramuscular, sendo uma a cada mês.

No último ano,  Petrópolis registrou 12 casos de síndromes respiratórias agudas graves causadas por vírus sincicial respiratório (que pode causar bronquiolite), sendo 11 casos em crianças e um caso em adulto, os pacientes ficaram internados e receberam alta após o tratamento. Também foram registrados sete  casos de vírus não especificado.

Este ano, ocorreram dois casos confirmados de síndrome respiratória aguda grave. O primeiro caso em janeiro e o segundo em fevereiro. Ambos pacientes ficaram internados, foram tratados e tiveram alta. Em 2018 não foi registrado nenhum  caso de vírus sincicial respiratório (que pode causar bronquiolite em crianças).

Em caso de crianças com predisposição a desenvolver o vírus sincial respiratório (VSR), o município disponibiliza no Centro de Saúde a aplicação do anticorpo Palivizumabe,  após indicação e encaminhamento do pediatra da criança. 



Edição anterior (1274):
segunda-feira, 07 de maio de 2018
Ed. 1274:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1274): segunda-feira, 07 de maio de 2018

Ed.1274:

Compartilhe:

Voltar:


Casando com Estilo








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior