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  Eleições

Bruno Kazuhiro quer descentralizar geração de emprego

Em entrevista ao Diário, candidato a deputado estadual pelo Democratas falou sobre desenvolvimento

Philippe Fernandes


 Formado em Direito pela UFRJ e Mestre em Ciência Política pela UERJ, o assessor técnico da Câmara Municipal do Rio, Bruno Kazuhiro, disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Democratas. O candidato participa da eleição pela primeira vez, mas já possui trajetória na política: é o presidente da Juventude Nacional do DEM e presidente adjunto da União Democrata Internacional. Ao Diário, o candidato falou dos seus projetos, como a descentralização da geração de empregos para outras regiões do Estado.

Na visão de Bruno Kazuhiro, o desenvolvimento regional beneficia inclusive Petrópolis, uma vez que muitos petropolitanos precisam descer e subir a serra todos os dias por um emprego de qualidade.

- A geração de emprego tem que acontecer de forma descentralizada. Nós nunca vamos ter um estado desenvolvido e com qualidade de vida se tivermos uma quantidade esmagadora de empregos concentrada no Centro do Rio e na Zona Sul, enquanto parte considerável da Região Metropolitana e uma parcela das regiões Serrana e dos Lagos precisam se deslocar para a capital – disse.

O candidato do DEM lembrou que, mesmo com o Regime de Recuperação Fiscal, há possibilidades de direcionar incentivos do ICMS.

- Precisamos de estratégia para facilitar o desenvolvimento setorial, por tipo específico de indústria, empresa, para reaquecer a economia. Essa estratégia tem que apontar para a questão geográfica – afirmou.

Kazuhiro argumenta, ainda, que a geração de empregos de forma homogênea é positiva também para a qualidade de vida.

- Hoje, a Dutra, a Washington Luiz, a Avenida Brasil, o metrô, trem e barcas estão completamente saturados. Não seria mais lógico gerar emprego perto de onde as pessoas moram? Desta forma, a pessoa poderia criar seus filhos, ver seus netos crescerem, ter tempo para cuidar da saúde, um momento de lazer, descontração. Hoje, parte de Petrópolis, Teresópolis, a maioria de São Gonçalo, Niterói e as zonas Norte e Oeste da cidade do Rio são dormitórios. É um enorme equívoco – disse o candidato, que também defende a criação de consórcios intermunicipais, permitindo o diálogo e a formação de políticas públicas por parte das Prefeituras.

Contra o aumento de impostos

O democrata também se comprometeu a, caso eleito, não votar a favor do aumento de qualquer imposto – mesmo que o governador eleito seja Eduardo Paes, do seu partido.

- Hoje, o Rio não pode reduzir a carga tributária, por conta do regime de recuperação fiscal. Mas acho muito perigoso o Governo do Estado e a Alerj, quando há uma tentativa de recuperar a economia, pensarem que a saída é meter a mão no bolso do cidadão. Independente do governo, terei liberdade para votar contra qualquer projeto de lei que aumente os tributos – afirmou.

Na opinião dele, o problema da gestão pública no país não é o volume de recursos arrecadados, mas a forma como esse montante é gasto.

- Como pode o Estado do Rio meter a mão no bolso do cidadão antes de corrigir os seus próprios erros? Hoje a gente trabalha cinco meses, produz, gasta energia, aí chega o governo e tira isso tudo só para arrecadar. Falta fiscalização, falta gestão. Um exemplo: a gestão Crivella, na Prefeitura do Rio, arrecada quatro vezes mais do que na época do [ex-prefeito] Cesar Maia, mas isso não se refletiu em mais serviços. A questão é saber gerir – opinou.

Fiscalização dos royalties

Kazuhiro apresentou outra ideia: a fiscalização efetiva do volume de recursos que o Estado arrecada com os royalties do petróleo.

- Os países de todo o mundo usam esses recursos para diversas estratégias, gerando desenvolvimento social e econômico de forma sustentável. No Rio, isso foi usado de forma imediatista, para apagar "incêndios", como o buraco no Rioprevidência, e o Estado não aproveitou a janela de oportunidades para criar algo positivo. Agora, o valor do barril de petróleo voltou a aumentar e isso vai se refletir na arrecadação. Os atuais deputados estaduais falharam nesta missão, e isso precisa ser fiscalizado desta vez – declarou.

O candidato do DEM a uma vaga na Alerj defende também um novo modelo para a composição do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), sem nomeações políticas – recentemente, cinco conselheiros foram presos após denúncias de corrupção.

- Há no mínimo um conflito de interesses quando o deputado indica secretários do Governo e, ao mesmo tempo, nomeia um conselheiro do TCE, que terá que analisar as mesmas contas. É preciso ter conselheiros autônomos, independentes, concursados, que terão condição de fiscalizar sem ter rabo preso. Sei que é uma batalha dura, não é um tema fácil, mas algum dos 70 deputados tem que colocar isso como uma pauta prioritária – acredita.



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