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Cães acompanham velório, enterro e vão à missa em Petrópolis

Eles ainda atacam motociclistas que ultrapassam o cortejo

Vitor Garcia - Especial para o Diário


 Para uns, o cachorro é considerado o melhor amigo do homem, enquanto para outros, apenas um animal de estimação. Em Petrópolis, alguns cães despertam a atenção da população, até mesmo em um momento difícil da vida, como a morte. No Cemitério Municipal, por exemplo, há os que acompanham velórios, enterros e vão à missa todos os dias.

De acordo com Antônio Ligeiro, dono de uma das funerárias, os três cachorros comparecem a praticamente todos os velórios.

- Não sabemos o nome deles, mas, o fato é que estão por aqui há anos. As pessoas cuidam, dão alimentação e prezam pelo carinho e cuidado que esses cães demonstram a todos. Por aqui, quando não tem velório, não tem cachorro, pois eles “somem”. O mais interessante é que ficam no velório, saem com a família para o sepultamento e depois voltam para ficar com outras famílias – contou.

Antônio ainda disse que um dos animais começou a ter uma mania, que precisou ser impedida imediatamente.

- Quando terminava algum enterro, o cachorro entrava no carro, sentava no banco do carona e queria voltar à funerária no veículo. Ensinamos que isso não era permitido e ele acatou a nossa ordem – brincou o dono.

Dos três cachorros, dois são identificados como “preto” e outro como “marrom”. Bem idosos e gordos, são exemplos de respeito por onde andam. De acordo com o frei Jorge Paulo Schiavini, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, os cães vão à missa por quase todos os dias.

- Vim de Duque de Caxias e estou há dois anos em Petrópolis. Para mim foi uma grande surpresa quando cheguei e vi que os cachorros vinham sempre à missa. Há poucos dias, por exemplo, um estava ao meu lado durante a celebração da missa. Acredito que eles tenham certa sensibilidade para perceber cada momento da nossa vida. Para os fiéis, essa cena já era comum, pois as pessoas são simpáticas com isso de forma geral. Fiquei surpreso e feliz – disse.

Ainda no que se refere ao comportamento dos animais, o fator é positivo em todos os sentidos. Para Daiana de Fátima Barreto, auxiliar de serviços gerais, a presença dos animais nos velórios é algo enigmático.

- É muito interessante, pois eles possuem um amor muito grande. Eles não latem, ficam quietos. Tem um que não saiu em nenhum instante de perto da família durante o velório e o enterro de hoje. Depois, voltou para acompanhar o outro sepultamento – disse.

Diante dos mais variados relatos, um despertou a atenção e foi constatado pela equipe do Diário.

- Durante o cortejo, se algum motociclista quiser ultrapassar, eles tentam impedir a passagem deles. Os cachorros andam na frente do carro, param, esperam a família e acompanham até o final. Ou seja, demonstram um carinho por pessoas que nem conhecem – concluiu Rodrigo Pereira Peixoto, motorista da floricultura.

 



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