Edição: sexta-feira, 05/01/2018
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  Cidade

Capoeira: mudança na qualidade de vida dos alunos especiais

Projeto esportivo nas escolas da rede municipal

Junto com as aulas do calendário letivo, voltam em fevereiro as atividades esportivas nas escolas da rede municipal. Um dos projetos é o da capoeira, que beneficia 500 alunos. Deste total, 150 são alunos com necessidades especiais que, por meio do esporte, conquistaram mudanças significativas em suas rotinas diárias.

“A capoeira é um dos projetos esportivos gratuitos da rede municipal. As aulas ocorrem em algumas escolas e também na Casa da Educação Visconde de Mauá. É um esporte que incentiva a socialização dos alunos e os ajuda no condicionamento físico”, explicou o secretário de Educação, Anderson Juliano.

O projeto é comandado por Evandro de Souza, conhecido como “Fumacinha”. Segundo ele, por meio da capoeira, as crianças conquistaram avanços importantes no desenvolvimento da coordenação motora e cognitiva. Fumacinha tem alunos com diabetes, Transtorno Déficit de Atenção e Hiperatividade, além de cadeirantes.

“Vários pontos são trabalhados nas aulas, desde a socialização até a coordenação motora. As aulas são sempre lúdicas, com músicas e brincadeiras. Eles aprendem brincando, mas, sempre tento mostrar a eles que apesar de ser um esporte, a capoeira tem regras”, explica Fumacinha.

A paixão de Fumacinha pela capoeira começou quando ele tinha dez anos. Há 23 anos ele realiza trabalhos com crianças. Além dos alunos da rede, Fumacinha atende crianças na APAE (São José) e Pestalozzi.

“Conversamos com a escola para saber quais exercícios cada aluno pode fazer e adaptamos as atividades. A capoeira melhora a mobilidade deles. Alguns tinham dificuldade para levantar e hoje fazem isso, sozinhos”, apontou Fumacinha.

Aline Thomaz de Campos é mãe da Maria, de 6 anos. Maria tem diabetes do tipo 1e começou a participar das aulas de capoeira há um ano, na Casa da Educação. “A Maria precisa fazer esporte regularmente para controlar o açúcar. Confesso que fiquei apreensiva na primeira aula, achando que ela não teria paciência para esperar a vez durante a pratica da roda da capoeira, mas, nesse mesmo dia, me surpreendi. Ela adorou o esporte. Maria que era agitada e tinha dificuldades de concentração teve melhoras significativas nessas áreas”, disse Aline.

Ainda de acordo com Aline, a capoeira ocasionou uma mudança de comportamento em Maria. “Além da questão de ajudar na saúde dela, a capoeira a deixou mais flexível, concentrada. Ela aprendeu a esperar e ficou mais cuidadosa. A aula é realmente maravilhosa e a Casa da Educação é um espaço maravilhoso, lindo e acolhedor, o que melhora ainda mais o ambiente das aulas”, declara.

Roberta de Souza Xavier, mãe do Victor, de 7 anos, enfatizou que a capoeira trouxe mais disciplina para a vida do menino. “Ele tem transtorno de déficit de atenção e, por isso, tínhamos problemas com relação ao comportamento dele, mas, depois que o Victor começou com as aulas de capoeira, ele ficou mais disciplinado. A capoeira mostra a própria força que a criança tem e como ela deve lidar com ela e isso foi muito bom para o meu filho. O professor é muito dedicado e se preocupa em estimular a autoconfiança das crianças, o que é maravilhoso”, contou.

“Quem quiser conhecer um pouco mais sobre esse trabalho pode conferir o documentário que a TV Escola produziu. O material tem sido divulgado toda semana no Canal Futura”, contou Fumacinha.



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