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  Cidade

Charretes: ONG garante proteção aos cavalos

Vitor Garcia – Especial para o Diário

 

70% dos petropolitanos decidiram, por meio do voto popular, pelo fim das tradicionais charretes que circulam pelo Centro Histórico. Ao todo, 117.113 pessoas votaram contra a continuidade da tração animal. Diante disso, instituições ligadas à proteção e defesa dos animais voltaram a falar sobre o termo de cooperação assinado entre a OAB e o Fórum Nacional, reforçando a destinação correta dos animais.

O documento, assinado entre a Comissão de Defesa e Proteção Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) e a organização não governamental Fórum Nacional de Defesa Animal, propõe que os condutores das vitórias doem os cavalos para o Fórum, que ficará responsável pelos cuidados aos animais. O acordo ainda aponta que a comissão da OAB será a encarregada pelo relacionamento com os órgãos públicos.

- O Fórum Nacional está preparado para receber os 37 cavalos. A nossa intenção é defender o turismo sustentável na cidade, com a empregabilidade dos charreteiros, trazendo um espaço apropriado para os animais. Ninguém vem a Petrópolis para ficar olhando o cavalo. As pessoas querem passear e ver a cidade de forma geral. O veículo elétrico ou mecânico é muito melhor que a tração animal, pois vai conseguir ir a diversos locais, não somente no Centro – disse Reynaldo Velloso, presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB.

De acordo com Elizabeth MacGregor, diretora de Educação do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, os cavalos serão destinados para o Santuário do Fórum, através de uma parceria assinada com a OAB. Ao todo, 140 instituições voltadas à causa, estão interligadas, com o objetivo de cuidar dos animais.

- Temos vários veterinários envolvidos nesse projeto, que auxiliam nos cuidados aos animais. Em Petrópolis, contamos com o Gapa, um dos grupos filiados. A nossa relação não é restrita. Cuidamos de vários animais, com diferentes campanhas voltadas contra a exploração. Agora, só aguardamos um acordo com os charreteiros, para que tudo venha se resolver da melhor forma possível – explicou.

O plebiscito

O assunto é alvo de polêmica na cidade. Grupos de protetores dos animais realizaram, nos últimos anos, vários protestos defendendo a substituição das charretes por veículos elétricos. Eles consideram que há exploração da tração animal e, em alguns casos, maus tratos. No entanto, a proposta de uma comissão para estudar a substituição das charretes por veículos elétricos foi rejeitada pela Câmara Municipal - que aprovou, posteriormente, proposta de plebiscito, feita pelo vereador Reinaldo Meirelles (PP).

As regras do plebiscito estão estipuladas na lei 9.709, de 1998. O modelo de consulta foi instituído para que o povo delibere sobre uma matéria de acentuada relevância de natureza constitucional, legislativa ou administrativa. No plebiscito, a população é consultada e, em seguida, o Poder Legislativo elabora uma lei, com base na vontade popular demonstrada nas urnas.



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