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segunda-feira, 17/07/2017
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Com R$ 766 milhões em dívidas PMP mantém austeridade nas contas

Cortes de cargos garantiram economia de R$ 6,4 milhões por ano

 

Paralelo ao corte de gastos, parcelamentos, negociações e demais ações para administrar a dívida de R$ 766,7 milhões deixada por gestões anteriores da prefeitura, o atual governo vem atuando em duas frentes para manter as contas em dia: controle rigoroso de gastos e busca de recursos federais para investimentos - uma vez que o déficit financeiro anual, considerando somente os parcelamentos de dívidas, é de R$ 102,9 milhões. O balanço da dívida foi feito pela Secretaria de Fazenda, Coordenadoria de Planejamento e Gestão Estratégica e pela Procuradoria do Geral do Município e apresentado à imprensa em coletiva na sexta-feira (14.07)

“A situação financeira é grave. Mais do que nunca a determinação a toda equipe de governo é para mantermos o posicionamento adotado desde o primeiro dia de governo: cortar despesas e manter a austeridade e rigor total na gestão das contas em todas as secretarias. Cortamos cargos, reduzimos horas extras, enxugamos despesas com combustível, telefone, aluguel, enfim, todos os tipos de gastos”, aponta o prefeito Bernardo Rossi.

Reformas administrativas na prefeitura, Secretaria de Saúde e Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes, por exemplo, cortaram 278 cargos na estrutura do município. A redução no valor da folha de pagamento sob responsabilidade da Secretaria de Administração – 181 cargos - é de R$ 485 mil por mês, uma economia anual de R$ 6,4 milhões

A retirada de circulação de 77 veículos, dos 267 pertencentes à frota do município e o controle rigoroso das despesas com combustível - que no caso de veículos a diesel diminuiu 52% e à gasolina 42% - gerou ainda no primeiro mês de governo uma economia de R$ 15 mil. A estimativa é de que por ano o município economize R$ 190 mil somente com o abastecimento de veículos.

No caso dos aluguéis, que em 2016 geraram um custo de R$ 6,4 milhões, a redução será de pelo menos R$ 1 milhão somente com a renegociação de valores de 17 imóveis sob a responsabilidade da Secretaria de Administração. 

Horas extras, que custavam por mês aos cofres do município R$ 221,3 mil e foram reduzidas a R$ 60,9 mil, gerando uma economia mensal de 72,5% - R$ 160.390,27 economizados nas despesas com a folha de pagamento do município.

 

Paralelo às medidas de contenção de gastos, ao parcelamento de dívidas e ao planejamento o atual governo mantém as articulações junto aos Ministérios, com a apresentação de projetos para incluir Petrópolis em programas federais e captar recursos para investimentos na cidade.

 

“A dívida compromete a capacidade de investimentos do município para construção de novas escolas, creches e postos de saúde, por exemplo. Por isso o prefeito Bernardo Rossi continuará, com sua boa articulação política, buscando recursos nos Ministérios e junto aos parlamentares, que podem propor emendas para viabilizar projetos”, explica o coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Roberto Rizzo, lembrando que a atual gestão enfrenta hoje o desafio de administrar uma dívida de R$ 766,7 milhões – montante que alcança quase o total do orçamento do município para este ano, que é de R$ 881 milhões. “As dívidas estão sendo negociadas e com muito esforço as contas da atual gestão estão em dia. Mas a situação é bastante crítica”, avalia, destacando que somente os parcelamentos de dívidas geram uma despesa mensal de R$ 8,3 milhões e causarão um impacto anual de R$ 102,9 milhões por ano.



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