Edição: domingo, 03/12/2017
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  Tecnologia

O mau uso da internet pode virar caso de polícia

 Riscos e cuidados com a tecnologia

 Natália Rodrigues - natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

Desde quando surgiu, a internet transformou a vida das pessoas, conquistando novos adeptos. Através dela muitas mudanças ocorreram, é uma tecnologia que cada vez mais está integrada ao nosso dia a dia. Há quem já não consiga imaginar viver num mundo onde todas as coisas não estejam conectadas num ambiente online, e com troca instantânea de informações. Porém, todo esse conhecimento pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal, causando danos a várias pessoas.


 Mesmo com todas as informações que os meios de comunicação passam quase que diariamente, as pessoas parecem ignorar e continuam se expondo aos perigos. Para a psicanalista e professora da FMP/FASE Virgínia Ferreira (foto), o ambiente virtual não é seguro desde seus primórdios e, ainda, vem se tornando mais inseguro a cada dia. 

- Esse fato é de conhecimento de todos então por que as pessoas, cientes de que o ambiente virtual não é seguro, se lançam no risco de postar conteúdos privados? Os motivos são tão diversos quanto  as subjetividades humanas. Podem-se destacar alguns por comportamentos similares apresentados insistentemente em outras esferas. Por exemplo, as pessoas se lançam em situações arriscadas por ter a crença de que, com elas, nada acontecerá. Elas acreditam que os infortúnios acontecem só com os outros. Outro motivo é a vontade inconsciente de que os conteúdos vazem, para que, assim, de alguma maneira, chamem a atenção pela vitimização. Isso se chama carência – contou.

A especialista ainda ressalta que há um número reduzido de pessoas que, de fato, desconhecem os riscos, que vão desde prejuízos financeiros a prejuízos morais. Mas, é uma parcela íntima de usuários do universo virtual. E que as pessoas precisam aprender a se proteger, não esquecendo que os crimes virtuais ainda são poucos os solucionados, então, o melhor é se precaver, não se lançando a riscos desnecessários, valorizando a vida real.

- Se por um lado, há pessoas que pelo motivo que for, decidem se lançar no risco, por outro, há os criminosos que estão atentos a essas oportunidades. Se, por um lado, há pessoas que crêem no improvável, por outro, há aquelas que se aproveitam dessa crença. Se por um lado, há pessoas que precisam de tratamento psicológico, por outro há pessoas que precisam ser detidas. E, ainda, há as pessoas que, se não vibram com os boatos ou invasões de privacidade, tornando público conteúdos confidencias, ajudam a propagar tais informações – completou.

Sobre a apuração dos boatos

O mundo virtual tem o poder de prejudicar a vida de uma pessoa, é possível publicar comentários sobre um determinado indivíduo, denegrindo sua imagem. Na internet pode-se também espalhar inúmeros boatos com informações que assustam a população, como, por exemplo, publicações que pedem doações para crianças que possuem alguma doença, e que com cada compartilhamento usando as fotos, ela receberá uma doação. Ou então como a postagem que o Terminal Rodoviário Leonel Brizola, no Bingen, também seria afetado pelos deslizamentos do túnel que fazia parte da construção da nova subida da serra.

Para o comandante do 26º Batalhão de Polícia Militar de Petrópolis (BPM), tenente-coronel Oderlei dos Santos, boato é algo que sempre existiu, o diferencial é que antes era divulgado pelo boca a boca, mas graças à tecnologia está sendo passado através das redes sociais.

- Sobre esses boatos que se propagam na internet, cabe a nós, autoridades e aos órgãos competentes investigar sobre o fato e procurar esclarecer o quanto antes para a população sobre o assunto, se é verídico ou não. Pois, logo que tomamos conhecimento do fato, nós da Polícia Militar aplicamos as medidas de policiamento que é apurar a respeito do que está sendo compartilhado para ver a veracidade ou não do fato. E quando já sabemos do resultado, procuramos divulgar uma nota também nas redes sociais – por ser uma maneira mais rápida e ampla de divulgação - informando sobre a veracidade ou não do caso, para tranquilizar a população - disse.

Em relação às fotos ou imagens expostas na internet, o comandante Oderlei orienta que as pessoas que se sentirem lesadas com o ocorrido, podem buscar seus direitos pedindo uma reparação judicial, através da realização de um boletim de ocorrência.

 



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