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quarta-feira, 11/01/2017
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Como comprar carro zero com 30% de desconto

Uma lei não divulgada e que completa 20 anos dá esse

direito à metade dos brasileiros. Você também pode ter e

nem sabe.

 

Uma lei escondida pelo governo federal pode te dar direito a comprar carro com desconto e nunca mais pagar IPVA.

Não é novidade que deficientes físicos tem direito a comprar carro com desconto. O que você não sabe, é que   talvez a receita federal te considere deficiente   e você também tenha direito ao benefício. 

Esse desconto é baseado em uma lei que completa 20 anos e mais da metade dos brasileiros não conhecem.

Todos achamos terrível pagar o preço cobrado nos carros aqui no brasil, ainda mais quando sabemos que grande parte disso é imposto.

Uma saída é lutar pelo direito de isenção fiscal, onde metade da população pode finalmente se livrar dos impostos cobrados nos carros.

Existe uma lista de doenças extremamente comuns que dão direito a esse maravilhoso benefício, como Hérnia de disco, escoliose, LER, Linfomas, Câncer de Mama... Você mesmo pode ser um dos beneficiados e está gastando dinheiro a toa, podendo nunca mais pagar IPVA.

Existem empresas que oferecem a realização do processo, cobrando valores enormes e reduzindo a vantagem do seu benefício. Em alguns casos chegam a R$6.000,00.

Mas existe uma forma mais barata de conseguir o desconto? SIM! E o melhor, por um valor até 5x menor.

Testamos o Guia da Isenção   um passo-a-passo rico em detalhes de como realizar todo o processo sem depender de nenhuma empresa ou despachante.

É um verdadeiro passo-a-passo a prova de falhas capaz de auxiliar na luta por esse direito tão valioso e escondido de você por anos.

Nele nós encontramos dicas essenciais para evitar as armadilhas da burocracia nacional... você sabe que ela é tão difícil quanto viajar numa estrada esburacada.

COMO FIZEMOS

Para ter certeza de que realmente funciona, convidamos nosso editor para realizar todo o processo, sem pedir ajuda de ninguém.

  1. CNH Especial – Em cerca de 40 dias ele já estava com a CNH Especial.
  2. Laudos – Com a sequência apresentada no guia, não foi difícil conseguir os laudos.
  3. A escolha do carro – Além de como conseguir as isenções, o guia também trouxe dicas fundamentais na negociação do carro PCD.

Nosso editor escolheu um Corolla Automático, que saiu por menos de 50mil reais... Mais barato que muito carro popular manual.

O que eu posso saber se tenho direito?

São mais de 30 patologias que dão direito ao benefício. Listamos abaixo as mais comuns:
- Artodese
- Escoliose
- Artrite Reumatóide
- Hérnia de Disco
- Parkinson
- Artrose
- Derrame
- Vários tipos de câncer
- Próteses internas e externas
- Bursite
- Tendinite
- LER

Doenças como Síndrome de Down e Autismo também dão direito como Não condutor.

 

 

Quanto pagamos pelo Guia da Isenção?

Por incrível que pareça, mesmo com o valor de R$6.000,00 cobrado por algumas empresas, nós adquirimos o Guia da Isenção por apenas R$197,00. Menos da metade do valor do IPVA de um carro popular.

Além do desconto no valor do carro, você ainda se livre de pagar IPVA pelo resto da sua vida. Acreditamos que mesmo se você não comprar o carro, já terá valido a pena.

Quanto você vai pagar pelo Guia da Isenção?

Você pode adquirir seu exemplar do Guia da Isenção no Jornal Volante com um super desconto de R$100 por tempo limitado.

Tenha certeza que comprará diretamente do site oficial para garantir os mais de 5 bônus e o desconto.

 

  

Comparativo Novo Onix x Hyundai HB20 – Qual o melhor entre os mais vendidos?

orreio Braziliense| 

Onix x HB20

Era fim de 2014 quando o Palio encerrou uma liderança de 27 anos ininterruptos do VW Gol na preferência do consumidor brasileiro. Mas a alegria do hatch da Fiat durou pouco, mais especificamente até o Mobi chegar e começar a enterrar o Palio Fire, que ajudava nas vendas totais do Palio. Aí o Chevrolet Onix assumiu a ponta e de lá não mais saiu. Hoje, quem o segue mais de perto é o Hyundai HB20.

 

No acumulado de vendas de 2016 até meados de dezembro, o GM aparece numa folgada liderança com 145.919 unidades emplacadas, contra 117.134 do HB20. O Palio é apenas o sexto colocado, com 60.641 emplacamentos, enquanto o Gol aparece apenas em oitavo, tendo registrado 54.022 vendas, de acordo com a Fenabrave. Isso reflete uma mudança de comportamento do consumidor brasileiro e mostra que o caminho seguido pela Chevrolet e pela Hyundai está rendendo frutos. A GM desistiu de ter um modelo “popular” e pequeno, como o antigo Celta, enquanto a coreana apostou num hatch mais equipado e refinado que a média do mercado.

Chevrolet Onix LTZ 2017 x Hyundai HB20 2017

Ambos chegaram ao mercado em 2012. O HB20 fez mais barulho, não só por ser o primeiro modelo da marca no Brasil nesta categoria, como também por trazer um motor 1.0 de 3 cilindros – que até então só seu primo Kia Picanto usava por aqui. Além disso, encantou pelo estilo e acabamento, com plásticos dignos de categoria superior. A Hyundai diz que o Honda Fit foi usado como meta de qualidade por eles.

Já o Onix apostava no porte e espaço superiores aos de Corsa e Celta, fazendo uso de uma plataforma elogiada mundo afora (GSV) e com uma dirigibilidade bem melhor que a de seus antecessores. Também teve a primazia da central multimídia MyLink, que equipa cerca de 80% das unidades vendidas. Só não fez mais bonito porque trazia motores defasados vindos do Corsa, 1.0 e 1.4.

Passados cerca de quatro anos, os dois foram renovados. A bem da verdade, o HB20 1.0 ganhou apenas nova grade e para-choque dianteiro – as melhores novidades ficaram nas versões 1.6. Já o Onix recebeu mais intervenções: os motores foram trabalhados para redução de atrito e consumo, enquanto o câmbio manual de 5 marchas deu lugar a um de 6. Também visando maior eficiência, a suspensão foi rebaixada em 10 mm (redução de arrasto aerodinâmico). Por fora, novos faróis e capô, grade menor, novas calotas e tampa traseira com novo recorte e lanternas. Por dentro, novos revestimentos e painel de porta com puxador em posição mais ergonômica.

Chevrolet Onix LTZ 2017 x Hyundai HB20 2017
Chevrolet Onix LTZ 2017 x Hyundai HB20 2017

As mudanças mecânicas da GM tiveram como objetivo compensar a defasagem tecnológica do motor 1.0 de 4 cilindros e 8 válvulas. Manteve os 80 cv de potência e 9,8 kgfm de torque da versão anterior, mas com funcionamento mais suave e menor consumo. Já o desempenho foi ganho na marra: a GM reduziu o peso do Onix usando aços de alta resistência na estrutura e adotou o câmbio de 6 marchas com as duas primeiras relações bem curtas.

Na pista, o benefício ficou claro ao faturar todas as provas de desempenho em cima do rival. Nas saídas, as primeiras marchas curtinhas ajudam o Onix a pular na frente do HB20, enquanto nas retomadas novamente o GM fez valer as relações mais curtas – com 6 marchas, você pode encurtar as cinco anteriores ou o diferencial sem prejudicar o consumo na estrada, garantido pela sexta. A 120 km/h, o Onix roda pouco acima das 3 mil rpm, enquanto o HB fica em torno das 4 mil rpm em quinta.

Mais rápido, sim, mas não mais agradável de dirigir. Explico: o motor do Onix precisa de giro para entregar desempenho (o torque máximo só vem a 5.200 rpm), o que implica mais trocas de marcha para manter o pique. O motor do HB20, mais moderno, com 12 válvulas e comando variável na admissão, entrega mais torque em baixas rotações e requer menos trocas de marcha no trânsito, deixando sua condução mais cômoda. O câmbio da Hyundai também revelou mudanças um pouco mais macias, embora o do GM também não dê trabalho – o desta unidade de teste estava mais duro do que o normal.

Chevrolet Onix LTZ 2017 x Hyundai HB20 2017
Chevrolet Onix LTZ 2017 x Hyundai HB20 2017

Também focando no conforto, a Hyundai adotou uma calibração bastante leve para a direção (ainda com assistência hidráulica) e macia para a suspensão. Em nome da eficiência, a Chevrolet rebaixou a suspensão do Onix 2017, deixando-a mais rígida, e adotou um motor elétrico para a direção. O peso do volante ficou excelente, leve nas manobras, mas mantendo a compostura necessária na estrada. Já a suspensão deixou o Onix mais dinâmico, mas à custa de um rodar saltitante em pisos ruins. Ainda não chega a ser duro, mas senti falta da suavidade do modelo anterior, que já não deixava a desejar nas curvas.

Após dirigir o Creta, SUV compacto da Hyundai, e voltar ao HB20, vemos que há melhorias a serem feitas no compacto. Falta um aquecedor de etanol nos bicos injetores para reduzir o consumo na fase fria, bem como livrar o dono de lembrar de abastecer o tanquinho do sistema de partida a frio. E cadê a direção elétrica? Ela ajudaria no consumo (o HB20 perdeu para o Onix nas duas medições) e poderia melhorar a dinâmica. Pior: já está na prateleira da Hyundai Brasil, sendo usada na versão aventureira HB20X e no Creta. Por fim, a suspensão precisa de ajustes, principalmente na traseira, que cede com o peso e não se mostra muito competente na lida com a nossa buraqueira diária.

Internamente, ainda não foi desta vez que o Onix chegou ao nível de acabamento do HB20. O GM mantém alguns plásticos de menor qualidade, com rebarbas aparentes, embora tenha corrigido a posição do puxador de porta. Também faltou mexer no banco do motorista, que continua desnecessariamente elevado mesmo na posição mais baixa de ajuste. O quadro de instrumentos segue lembrando o de uma moto, o que eu particularmente aprecio, por mostrar a velocidade digital bem destacada e o conta-giros analógico. Recurso novo é o OnStar, sistema de monitoramento e concierge que pode reduzir o custo do seguro. Já a central multimídia MyLink 2 (opcional nesta versão LT) é ainda mais legal que a primeira, com novos recursos e botões físicos para as funções principais, mais fáceis de mexer com o carro em movimento. No Hyundai, a central multimídia só é oferecida nas versões mais caras, tendo o comprador de se contentar com um rádio Bluetooth neste modelo 1.0.

Chevrolet Onix LTZ 2017 x Hyundai HB20 2017

Ao fim da semana de testes, o HB20 nos deixou com a sensação de que a Hyundai se aproveitou da boa acolhida da estreia e manteve o modelo 1.0 em banho-maria, para brigar em preço. A versão de entrada Comfort custa a partir de R$ 41.655, contra R$ 44.890 do Onix LT. A GM, por sua vez, viu que o belo trabalho da marca coreana estava dando resultado e foi mais eficiente na hora de mexer no Onix. O HB20 1.0 ainda é muito competente, mas quem comprar o modelo 2017 não terá nada novo (a não ser a grade) em relação ao de 2012. Já o Onix 2017 evoluiu bastante em relação ao de quatro anos atrás, ainda que tenha seus pecados. E as vendas não mentem. Mesmo num ano tenebroso para o mercado brasileiro, como este 2016, o Onix cresceu mais de 20% nos emplacamentos, mais que o dobro do que subiu o HB20.

Fotos: Fabio Trindade

FICHAS TÉCNICAS

  Chevrolet Onix LT Hyundai HB20
MOTOR dianteiro, transversal, 4 cilindros, 8 válvulas, 999 cm3, comando simples, flex dianteiro, transversal, 3 cilindros, 12 válvulas, 998 cm3, duplo comando, duplo comando com variador na admissão, flex
POTÊNCIA/TORQUE 78/80 cv a 6.400 rpm/ 9,5/9,8 kgfm a 5.200 rpm 75/80 cv a 6.200 rpm/ 9,4/10,2 kgfm a 4.500 rpm
TRANSMISSÃO manual de 6 marchas; tração dianteira manual de 5 marchas, tração dianteira
SUSPENSÃO independente McPherson na dianteira, eixo de torção na traseira independente McPherson na dianteira, eixo de torção na traseira
RODAS E PNEUS aço de 14? com pneus 185/70 R14 aço de aro 15? com pneus 185/60 R15
FREIOS discos ventilados na dianteira e tambores na traseira com ABS e EBD discos ventilados na dianteira e tambores na traseira com ABS e EBD
PESO 1.023 kg em ordem de marcha 990 kg em ordem de marcha
DIMENSÕES comprimento 3.930 mm, largura 1.705 mm, altura 1.475 mm, entre-eixos 2.528 mm comprimento 3.920 mm, largura 1.680 mm, altura 1.470 mm, entre-eixos 2.500 mm
PORTA-MALAS 280 litros 300 litros
PREÇO R$ 44.890 R$ 41.655

Espaça Tabela

 MEDIÇÕES MOTOR1 BRASIL

  Onix LT HB20
Aceleração    
0 a 60 km/h 5,7 s 6,1 s
0 a 80 km/h 9,6 s 10,2 s
0 a 100 km/h 13,9 s 15,3 s
 Retomada    
40 a 100 km/h em 3a 12,6 s 13,7 s
80 a 120 km/h em 4a 14,1 s 15,3 s
Frenagem    
100 km/h a 0 39,2 m 44,9 m
80 km/h a 0 24,9 m 27,9 m
60 km/h a 0 14,0 m 15,6 m
Consumo    
Ciclo cidade 8,9 km/l 8,4 km/l
Ciclo estrada 12,8 km/l 12,7 km/l

Espaça Tabela

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Combustível "batizado" prejudica o bolso e o motor; saiba se defender

  

 Abastecer o carro requer atenção para evitar fraudes

 

Alessandro Reis/Colaboração para o UOL

Em viagem com a família partindo de São Paulo a Botucatu, o Honda Fit do jornalista Luiz Carlos Amando de Barros quase parou no meio da rodovia Castello Branco, faltando cerca de metade dos 240 quilômetros entre as duas cidades. Do nada, o ponteiro do marcador de combustível despencou e, por sorte, ele conseguiu achar um posto de combustível de antes do que achou ser uma situação de "pane seca".

Barros conta que o susto aconteceu apesar de ter enchido o tanque do veículo antes de pegar a estrada. "Na pressa, completei o nível da gasolina em um posto perto do acesso à Marginal Pinheiros, onde nunca tinha abastecido antes. Como tinha bandeira, pensei que não haveria problema", afirma. "Normalmente, um tanque cheio dá para ir e voltar tranquilamente", aponta.

Abastecer não resolveu: durante o trajeto, o motor do carro começou a falhar.

Esse segundo problema, somado ao consumo excessivo, são sintomas típicos do uso de combustível adulterado, um problema bastante frequente e que pode causar danos sérios ao automóvel, além de grande prejuízo ao consumidor.

A adulteração do combustível é ilegal, mas bastante comum: de janeiro a novembro, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) já fez 577 autos de infração por má qualidade no Brasil, com 124 interdições. Em 2015, foram gerados 355 autos de infração -- a alta de um ano a outro (ainda incompleto) já é de 62%. O Estado de São Paulo tem o maior número de ocorrências: 101 autos, com 59 interdições.



"A adulteração por adição de solventes à gasolina e ao diesel, por exemplo, é bastante comum e pode ser considerada a mais danosa ao motor e ao carro, pois determinados solventes atacam os materiais com os quais entram em contato, como injetores e bombas de combustível, e provocam depósitos nas válvulas", alerta o engenheiro Henrique Pereira, membro da Comissão Técnica de Motores da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade).

"Já no etanol existe a venda fora das especificações da ANP, que causa a formação de gomas internas no motor", avisa Pereira. No caso do álcool combustível, segundo o especialista, fraudadores geralmente usam mistura com água. A ANP lista ainda uso de álcool anidro, que só poderia ser misturado à gasolina.

Outra tática adotada por donos desonestos de postos é burlar a aferição volumétrica do combustível adquirido, por meio de um dispositivo eletrônico escondido na bomba: ela informa um volume maior menor que o que está entrando de fato no tanque. O dono do posto pode ainda desligar o dispositivo a qualquer hora, justamente na tentativa de enganar os fiscais.

No caso da volumetria, mais uma dificuldade: a fiscalização cabe ao Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), órgão com gestão a cargo de cada Estado.

Como evitar armadilhas

Para fugir do problema, UOL Carros buscou dicas básicas junto aos especialistas da ANP, da SAE Brasil, da Raízen e do Procon-SP.

Vamos ao básico: abasteça sempre em posto conhecido, instalado há bastante tempo no mesmo endereço, que tenha bandeira (a marca do posto/distribuidora) conhecida, e tenha público constante. E sempre peça nota fiscal para cada abastecimento: é com ela que você cobrará seus direitos em caso de problemas.

Lembre-se: não existe facilidade, nem "almoço grátis". Se o preço da gasolina, etanol ou diesel for barato demais -- ou o preço de variações aditivadas for o mesmo do combustível normal -- desconfie e não abasteça.

1. Quais são os sinais de que o veículo foi abastecido com combustível adulterado?

Trancos, falhas em marcha lenta, dificuldade de partida do motor a frio e a quente, alto consumo de combustível. Todos são indicativos importantes de combustível ruim no tanque.

2. Quais são as principais fraudes/adulterações?

+ Etanol: a adulteração mais comum é o chamado "álcool molhado". O fraudador mistura água ao etanol combustível. Existe ainda a mistura de sobras de etanol anidro, que deveria ser adicionado apenas à gasolina -- de cor alaranjada, a variante é colocada à proporção de 27% ao combustível fóssil, proporção prevista na lei. Também há casos de mistura de metanol ao etanol hidratado, flagrada, inclusive, em fiscalizações de rotina. Além de ser altamente tóxico, o metanol é bastante corrosivo e sua chama é invisível, dificultando o controle de incêndios.

+ Gasolina: o mais comum é o excesso de etanol anidro, acima da porcentagem máxima permitida por lei, de 27%. Também há a mistura solventes.

+ Diesel: a principal irregularidade é vender um diesel mais sujo e com impurezas. A quantidade de enxofre no óleo combustível varia do S-500 (500 partes de enxofre por milhão) ao S-10 (10 partes por milhão).

+ Todos os combustíveis líquidos: é frequente a chamada "bomba baixa", quando a quantidade de combustível colocada no tanque do carro é menor do que a registrada na bomba.

3. Fique ligado

É complicado sacar na hora se o combustível é irregular, mas você pode adotar algumas práticas para se proteger:

+ Peça nota fiscal sempre. Ela é o documento que comprova a sua compra e o posto é obrigado a fornecê-la.

+ Desconfie sempre de promoções ou de preços iguais para variantes aditivadas. O posto é obrigado a exibir os preços dos combustíveis em paineis logo na entrada. O preço exibido no painel deve ser igual ao cobrado na bomba.

+ Quando a gasolina, o etanol ou o diesel forem aditivados, o posto deve expor claramente esta informação na bomba de combustível.

+ Fique de olho na empresa que fornece o combustível. Postos de bandeira branca (sem distribuidora exclusiva) devem informar em cada bomba qual distribuidora forneceu o combustível. Número de CNPJ, razão social e endereço do posto também devem estar visíveis, nas bombas. Estas informações podem ajudar a localizar autores de irregularidades.

+ Peça o teste de combustível sempre que quiser: os postos são obrigados a fazê-lo e devem manter os equipamentos de medição e certificação em dia. 

4. Quais são esses testes?

+ Proveta: mede a porcentagem de etanol anidro misturado à gasolina. O percentual deve ser de 27%.

+ Volume: sempre que for solicitado, o posto tem de realizar o teste na frente do consumidor, usando a medida padrão de 20 litros aferida e lacrada pelo Inmetro. Se o visor da bomba registrar quantidade diferente da que foi adicionada ao recipiente de teste, reclame e denuncie. A diferença máxima permitida é de 100 ml para mais ou para menos.

+ Teor alcoólico do etanol: o produto deve ter entre 92,5% e 95,4% (etanol premium deve ter entre 95,5% e 97,7%). O equipamento é o termodensímetro, que deve estar fixado nas bombas de etanol. Observe o nível indicado pela linha vermelha: precisa estar no centro do densímetro, não pode estar acima da linha do etanol. Observe também se o etanol está límpido, isento de impurezas e sem coloração alaranjada.

5. Fui lesado, o que faço?

+ Denuncie posto e distribuidora que vende combustível adulterado: encaminhe denúncias ao Centro de Relações com o Consumidor da ANP pelo telefone 0800-970-0267 ou pela página na internet do Fale Conosco da agência. Se tiver prejuízos, recorra ao Procon.

+ Postos que vendem de combustível adulterado são interditados pela ANP de forma preventiva. Também são autuados e respondem a um processo administrativo, durante o qual podem apresentar sua defesa. Após o julgamento definitivo do processo, caso seja confirmada a adulteração deliberada, o estabelecimento é enquadrado em ato infracional da Lei nº 9.847/99. Dentre as sanções, há multa de R$ 20 mil a R$ 5 milhões.

+ A partir desta punição, você pode pedir ressarcimento de prejuízos.

 

 

 

Peugeot é líder em desempenho entre compactos no ranking

Folha-Mauá 10

UEDUARDO SODRÉ

 

Durante metade de 2016, o Peugeot 208 1.2 manteve-se na liderança entre os carros flex mais econômicos já testados pela Folha em parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia. Porém, a chegada de novos motores foi fazendo o compacto perder posições.

Mas teve troco: a versão GT, equipada com motor 1.6 turbo (173 cv), venceu todas as provas de desempenho de sua categoria, recolocando a marca francesa no topo entre os carros pequenos. Seus hatches conquistaram o melhor resultado em cinco das oito provas de que participaram.

O 208 GT poderia disputar espaço entre os esportivos, mas seu preço e aptidões permitiram que brigasse entre os compactos. O modelo tem valor sugerido de R$ 82 mil, mas é encontrado por R$ 74 mil, prova de que as vendas estão aquém do esperado.

 

 

O pódio em desempenho traz dois modelos com motor 1.0 turbo, ambos com três cilindros: o Ford Fiesta Ecoboost e o VW Up! Cross TSI. Há também dois carros 1.6 flex, o Hyundai HB20X e o Nissan March. Seus números superam o de muitos carros médios metidos a esportivo.

ECONÔMICOS

Nas provas de consumo, a Fiat mostrou mais uma vez que seu negócio é fazer carros compactos. O novo motor 1.3 Firefly (109 cv) foi o mais econômico em três das quatro medições. A média de 19,6 km/l na estrada, com gasolina, é a segunda melhor da história entre os carros flex, ficando atrás somente do Mobi Drive.

 


Hyundai Elantra 2017

 

Hyundai Elantra

Hyundai Elantra

Em meio ao lançamento dos novos SUVs Creta e Tucson, o Elantra tinha tudo para passar despercebido. Mas o sedã mudou mais do que sua ficha técnica sugere e, com preços a partir de R$ 84.990, pode pela primeira vez fazer o comprador de Corolla e Civic coçar a cabeça – afinal, mesmo sendo importado da Coreia do Sul, ele custa menos que os rivais feitos no interior paulista. Dirigimos o modelo durante um breve test-drive em Florianópolis (SC) e gostamos do que vimos. Mas o almoço nunca é grátis.

Antes de falar de preço, vamos ao carro. O Elantra nunca foi tão japonês no jeito de andar, todo certinho, e europeu no estilo. A Hyundai parece ter percebido que o modelo anterior, cheio de vincos e recortes, cansou mais rápido que viral do Youtube. O sedã agora está bem mais elegante com o novo conjunto de faróis e grade hexagonal, capô largo e baixo, além da traseira com caída mais suave, que lembra um pouco a do Civic. Só que, diferentemente do Honda, a ponta da tampa do porta-malas é levemente puxada para cima, enquanto as lanternas adentram a tampa, num conjunto mais tradicional.

Hyundai Elantra Avaliação BR

Internamente, o Elantra também trocou o arrojo do painel em formato de Y por um desenho mais convencional, porém, que transmite maior elegância. O painel usa plástico rígido, mas de qualidade (sem aquele brilho de peças de baixo custo) e tem comandos bens distribuídos, com foco na central multimídia de 7? com tela sensível ao toque e uma série de recursos, como GPS, mirror link para smartphones, câmera de ré e TV digital.

Ao aproveitar a plataforma do modelo anterior, embora melhorada, o Elantra 2017 ficou apenas 4 cm mais comprido, mas o importante foi manter a boa distância entre-eixos de 2,70 m (mesma de Corolla e Civic). Por dentro, ele é suficientemente espaçoso para quatro adultos (tanto para as pernas quanto para a cabeça) e oferece bom nível de conforto. Já o porta-malas é um tanto compacto para o segmento, com somente 407 litros.

Para quem tinha dirigido o Creta com motor 2.0 no dia anterior, foi fácil notar que Elantra mostra respostas mais ágeis com o mesmo propulsor de 166 cv e 20,6 kgfm de torque, por ser mais leve (1.260 kg contra 1.399 kg). Ele tem funcionamento suave e, com duplo comando variável (admissão e escape), entrega boa força logo a partir de giros baixos – ainda que o torque máximo só venha a 4.700 rpm. Na comparação com o SUV, o sedã também possui a cabine mais silenciosa, por conta do melhor isolamento acústico, sem deixar o ruído do motor incomodar.

Hyundai Elantra Avaliação BRHyundai Elantra Avaliação BR

Ao rodar, o Elantra exibe desempenho bem próximo dos de Civic e Corolla 2 litros, mas com a vantagem de, a meu ver, trazer o bom e velho câmbio automático de seis marchas. Mesmo não sendo tão eficiente quanto a transmissão CVT dos japoneses, deixa a condução mais interessante, com suas trocas suaves e bem programadas para aproveitar o motor. Também já foi o tempo em que o Elantra tinha a direção leve demais e uma suspensão que não lidava muito bem com o nosso piso. A linha 2017 chega com seletor do modo de condução (Normal/Eco/Sport) e uma estrutura bem mais refinada.

Em termos mecânicos, a estrutura é a parte mais importante do novo Elantra. O monobloco foi enrijecido com uso de 53% de aços de alta resistência (contra 21% de antes), o que resultou em 29% a mais de rigidez torcional. A Hyundai também aumentou a aplicação de adesivos estruturais, vindos da aviação, em pontos de tensão mais elevada no chassi para reforçar as áreas de solda. Traduzindo em bom português, o sedã ficou mais estável, confortável e silencioso. Com a carroceria mais rígida, você pode reduzir a carga das molas e amortecedores sem prejudicar a estabilidade. Ou seja, o Elantra está passando mais macio sobre as imperfeições e, ao mesmo tempo, ficou mais obediente e dinâmico nas curvas.

Temos então um carro à altura dos líderes de venda? Como produto, sim. E a Hyundai ainda oferece garantia maior que as marcas japonesas, de 5 anos contra 3. A pegadinha, porém, está nos pacotes de equipamentos. Por R$ 85 mil, o Elantra parece tentador se pensarmos que ele custa cerca de R$ 10 mil a menos que o Civic Sport CVT. Mas cadê o controle de estabilidade (ESP)? Só na versão de topo, tabelada a R$ 115 mil. Também não espere por central multimídia ou bancos de couro, que aparecem na versão intermediária, que custa R$ 104 mil, ainda sem o ESP.

Hyundai Elantra Avaliação BR

Como costuma acontecer no lançamentos, nós só conhecemos o Elantra completão, que, entre outros itens, vem com teto solar, faróis de xenônio, alerta de ponto cego e 7 airbags (sendo um para os joelhos do motorista). Um sedã muito bom, sem dúvidas. Só que, a R$ 115 mil, o atrativo do preço já foi embora, o motor 2.0 ficou defasado perante os turbinados de Cruze e Civic e a Hyundai perdeu a chance de ganhar novos clientes.

PRÓS

  • O Elantra trocou o visual “Jaspion” por um estilo mais conservador e elegante, que deve agradar ao cliente deste tipo de carro.
  • Apesar de manter a plataforma anterior, a estrutura foi bastante reforçada. Assim, o Elantra ganhou em conforto e dirigibilidade.
  • A direção ficou mais comunicativa e, na versão de topo, ganha firmeza quando ativamos o modo Sport de condução.
  • Espaço interno está entre os melhores da categoria.
  • Preço de entrada é atraente, mas…

CONTRAS

  • …ele vem pouco equipado. A maior economia da Hyundai foi oferecer o controle de estabilidade somente na versão mais cara.
  • O porta-malas de 407 litros é pequeno para um sedã médio.
  • Por R$ 115 mil, a versão mais cara fica devendo o motor 1.6 turbo do New Tucson.

VERSÕES, ITENS E PREÇOS

Elantra Base – R$ 84.990
Itens: ar-condicionado digital, vidros e travas elétricas, espelho elétrico com aquecimento, controlador de velocidade, 6 airbags, dispositivo de fixação de cadeirinha Isofix e sistema de áudio com comando no volante, entre outros itens.

Elantra Special Edition – R$ 103.990
Itens: Base mais sistema de ignição do motor por botão de partida, abertura por aproximação do porta-malas, bancos revestidos em couro, central de entretenimento Android com tela sensível ao toque e rádio integrado com leitor de MP3, GPS, Mirror Link, TV Digital, Bluetooth e comandos no volante, tela de 7? sensível ao toque com GPS, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiros e dianteiros, Bluetooth, airbags laterais e de cortina, banco do motorista com ajustes elétricos e com suporte lombar, sensor de chuva e luzes diurnas de LED.

Elantra Top – R$ 114.990
Itens: todos da versão anterior mais alerta de ponto cego, controle eletrônico de estabilidade, sistema de controle de tração, seletor do modo de condução Drive Mode Select (Normal/Eco/Sport), faróis com lâmpadas de xenônio com acendimento automático, teto solar elétrico, painel de instrumentos com tela de 4,2?, airbag de joelhos para o motorista e espelhos rebatíveis eletricamente.

Por Daniel Messeder, de Florianópolis (SP)

Fotos: Autor e divulgação

Viagem a convite da Hyundai

Hyundai Elantra 2017

MOTOR dianteiro, transversal, quatro cilindros, 16 válvulas, 1.999 cm³, duplo comando variável, flex
POTÊNCIA/TORQUE 157/167 cv a 6.200 rpm / 19,2/20,6 kgfm a 4.700 rpm
TRANSMISSÃO automática de seis marchas, tração dianteira
SUSPENSÃO independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira
RODAS E PNEUS liga leve de aro 16? com pneus 205/60 R16
FREIOS discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS e ESP
PESO 1.260 kg em ordem de marcha
DIMENSÕES comprimento 4.570 mm, largura 1.800 mm, altura 1.465 mm, entre-eixos 2.700 mm
PORTA-MALAS 407 litros
PREÇO de R$ 84.990 a R$ 114.990

 

 

 



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