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  Polícia

Comunidade do Atílio Marotti vive madrugada de terror

Assassinato, ônibus assaltados e impedidos de circular, casas invadidas e moradores proibidos de sair para trabalhar. Assim foi a madrugada na Comunidade do Atílio Marotti, ontem, na Avenida Barão do Rio Branco. Cinco homens armados de pistolas e fuzis, oriundos da Favela Parque União, em Duque de Caxias, chegaram ao bairro por volta das 3h30 e espalharam o terror. Eles estavam em dois carros escuros, modelo Corola.

Apontado como um dos líderes do tráfico de drogas da região, Patrick de Oliveira Silva, de 23 anos, conhecido como Patati, foi retirado de casa pelos criminosos, na presença da mulher, e executado com seis tiros, na Vila Manoel Augusto Lopes. A intenção era vingar a morte de Juan Marcos da Silva, 20, executado na madrugada do último dia 19 de abril, na mesma comunidade.

Os bandidos usavam roupas escuras e toucas ninjas. Segundo familiares contaram à polícia, os homens chegaram esmurrando portas e janelas e se identificando como policiais. Mesmo percebendo que não se tratava de uma incursão policial, Patrick decidiu abrir e passou a ser espancado pelo bando. Os bandidos queriam saber quem teria matado “Juanzinho”. Patati tinha anotações criminais pelo crime de tráfico de drogas e estava em liberdade há pouco tempo.  

Mesmo negando envolvimento na morte do “concorrente” e afirmando desconhecer a autoria do assassinato, Patati foi arrastado para fora do imóvel e alvejado com vários tiros. A mulher foi proibida de sair de casa. No local do crime, a perícia achou 10 estojos de pistola calibre 9mm e uma caixa da mesma munição, mas o que chamou a atenção foi um carregador de fuzil, 556, encontrado caído no mato, próximo ao corpo.

Depois do assassinato, os bandidos acessaram uma trilha que dá acesso à parte central da comunidade e começaram a espalhar o terror. Moradores acreditam que o bando estivesse procurando mais alguém, pois entraram e reviraram várias casas. Três ônibus que atendem a comunidade foram interceptados e tiveram a féria roubada. Os passageiros também foram assaltados e tiveram dinheiro e celulares levados.

“Os moradores que tentavam sair de carro para trabalhar também tiveram os veículos cercados. Tiveram os telefones roubados, as chaves dos carros retiradas e obrigados a voltar para casa”, conta um morador que preferiu não ser identificado. A comunidade ficou sem o transporte coletivo até o início da manhã.

Segundo a Viação Cascatinha, os coletivos só foram liberados por volta das 6h, mas a operação só foi normalizada às 9h30. Até esse horário, os ônibus estavam circulando até a entrada do bairro, na Avenida Barão do Rio Branco, seguindo orientação da polícia. As aulas no Liceu Municipal Carlos Chagas, na Avenida Barão do Rio Branco, não chegaram a ser suspensas, mas a maioria das crianças ficou em casa.

A situação permaneceu tensa na comunidade durante toda a manhã. Moradores estão com medo e revelam que na tarde de quarta-feira, toda a comunidade viu a chegada de bandidos fortemente armados, carregando mochilas e se embrenhando na mata. “Estamos assistindo nossa comunidade ser dominada por traficantes de fora. Temos denunciado e aguardamos uma atuação mais enérgica da polícia. Se não dermos essa resposta, em breve teremos policiais mortos e as balas começarão a perfurar os vidros do prédio do Fórum”.

Com o ocorrido, o Comando do 26º BPM iniciou uma operação na comunidade visando identificar e prender os acusados de tráfico de drogas e dos demais delitos denunciados. Os policiais se dividiram em equipes, entrando na comunidade pela via principal, na Av. Barão do Rio Branco, pelo bairro Quarteirão Brasileiro e pela região da mata. A ação da PM teve início às 9h e terminou às 14h30.  Durante a operação, que contou com 24 policiais militares em seis viaturas, a equipe adentrou pela mata e detectou duas casamatas que serviam de esconderijos dos criminosos. Entretanto, os meliantes não foram encontrados no local.

A partir desta quinta, duas viaturas estarão na localidade durante a noite, uma na entrada, com dois policiais, e outra na parte alta, com a presença de cinco PMs. Segundo o subcomandante do 26º BPM, Coronel Thiago Fernando Sardinha, que coordenou a ação de hoje, o objetivo é que os moradores da comunidade possam recuperar a sensação de tranquilidade. “O policiamento no Atílio Marotti será intensificado a partir desta quinta, com a presença de guarnições da PM até que a situação seja normalizada. Além da presença na comunidade, será fortalecido o policiamento na Avenida Barão do Rio Branco, transferindo qualquer blitz programada na cidade para a área. O principal foco é que a paz volte a reinar no Atílio Marotti, que a população tenha de volta a sensação de tranquilidade”, disse o Coronel.

A Comunidade do Atílio Marotti fica a menos de dois quilômetros da delegacia, a cerca de três quilômetros do Centro Histórico e está localizado ao lado do prédio do Fórum, na Avenida Barão do Rio Branco. 



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