Edição: sexta-feira, 05/01/2018
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  Cidade

Corretores apontam para queda no valor de imóveis

Dados seguem tendência nacional: FipeZap aponta que, em 2017, houve primeira desvalorização em dez anos

 

Philippe Fernandes


 
 Uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base em anúncios de 20 cidades no site Zap Imóveis, mostra que, pela primeira vez desde que a pesquisa começou a ser realizada, em 2007, houve queda no valor médio dos imóveis. A retração foi de 0,53%. A pesquisa não incluiu Petrópolis, mas os corretores da cidade apontam a mesma tendência no município, com uma queda ainda maior.

Segundo o presidente da Associação dos Corretores de Imóveis de Petrópolis (Ascip), Jairo Machado, a queda acumulada nos últimos anos é de 15%: 10% durante o ano de 2016 e de 5% no ano passado.

De acordo com Jairo, o principal fator responsável por essa queda nos preços é mesmo a crise econômica nacional. Segundo ele, além de haver menos dinheiro circulando, por conta da retração, muitas pessoas que optaram em ter imóveis para investimento (colocando para aluguel, por exemplo), mudou de ideia.

- Muita gente comprou imóvel para investir. Com a crise, ficou apertado e precisou vender, por algum motivo. E aí, neste caso, acaba reduzindo o valor para conseguir efetuar a venda – afirmou Jairo.

Queda foi linear

Segundo Jairo, a queda observada pelos corretores de Petrópolis foi linear, atingindo todas as áreas, incluindo as mais valorizadas, como o Centro Histórico, o Valparaíso, Quarteirão Ingelhein, Mosela, Bingen, Nogueira e Itaipava.

- Até no Centro, que sempre tem um dos maiores índices de valorização, a queda foi na mesma proporção das demais áreas – afirmou.

Brasil  

Considerando-se a inflação esperada de 2,78% para o ano de 2017, o FipeZap apontou para queda real de 3,23% no preço de venda de imóveis residenciais no ano passado. Das 20 cidades pesquisadas, 13 apresentaram recuo nominal no preço de venda no último ano, com destaque para Rio de Janeiro (-4,45%), Niterói (-3,43%), Fortaleza (-3,35%) e o Distrito Federal (-2,27%). Entre as demais cidades, as maiores variações foram observadas em Belo Horizonte (+4,47%) e Florianópolis (+4,34%) – as duas foram as únicas com aumentos acima da inflação.

O Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o metro quadrado mais caro do país (R$ 9.811), seguida por São Paulo (R$ 8.745) e Distrito Federal (R$ 8.238).



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