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Defesa Civil leva proteção contra desastres para as escolas

Projeto que funciona em 103 unidades do município tem objetivo de estabelecer a prevenção desde cedo

Philippe Fernandes

Promover a cultura da prevenção contra desastres climáticos e despertar a consciência sobre o assunto desde cedo: este é o objetivo do programa "Defesa Civil nas Escolas", que está sendo aplicado na rede municipal de ensino. O projeto coloca o tema de forma integrada aos conteúdos dos currículos da rede de ensino.

 

Com o projeto, os alunos desenvolvem a cultura de prevenção aos desastres de origem natural e de percepção de riscos, com atividades na sala de aula. O secretário de Defesa Civil e Ações Voluntárias, Paulo Renato Vaz, explicou como funciona a iniciativa.

- Cada escola participante deve fazer uma atividade por semestre letivo. A atividade consiste em concurso de desenho, poesia, exercícios simulados, na escola ou na comunidade, trabalhando as temáticas das estações. A atividade do primeiro semestre tem que trabalhar ameaças de desastres do inverno, como estiagem, incêndio florestal e temática da educação ambiental. No segundo semestre, trabalhar uma atividade focadas na estação vindoura, ou seja, o verão: deslizamento de terra, inundações, vendavais e tempestades. É alguma coisa comparado com o nada que existia, e planejado - afirmou.

Cada escola tem um representante, que pode ser um diretor, um professor, um inspetor. A Escola Municipal Paula Buarque, no Vale do Cuiabá, é a "escola-polo", de forma simbólica, pois está localizada no bairro que mais sofreu com a tragédia das chuvas de 2011 em Petrópolis. As escolas são ranqueadas e os alunos das unidades mais bem avaliadas ganham medalhas de ouro, prata e bronze.

De acordo com o secretário, o projeto está dentro da lógica das demais políticas públicas da Defesa Civil, que divide o programa de prevenção de desastres para o inverno e o verão, períodos com maior índice de ocorrências.

Paulo Renato acredita que a ação nas escolas é multiplicada: a crianças acabam passando para os demais amigos e para os pais a cultura da proteção.

- A criança muitas vezes ensina o pai, a mãe. Isso é ir além do discurso, tem um potencial de crescimento e um horizonte infinito. É de Petrópolis para o Brasil e o mundo, e eu não estou exagerando - disse.

Educação: pilar para garantir resiliência

O foco na prevenção aos desastres é uma das diretrizes da legislação. Vaz lembrou que a prevenção é um dos principais pilares para garantir que a cidade seja mais segura e resiliente, beneficiando as próximas gerações.

- No Brasil, não temos os desastres naturais, como tsunamis, terremotos e outros. O que temos são os desastres potencializados pela chuva, mas chuva não é desastre: ela vai catalisar uma série de desastres potencializados pela chuva, como deslizamentos de terra, inundações; ou pela sua estiagem, como secas e incêndios florestais. Quase sempre, pra não dizer sempre, nós vamos ter a ação deletéria do homem nesse processo. São fatores subjacentes ao risco, a ocupação desordenada, a desordem urbana, as ocupações nas encostas, nas margens dos rios, o lixo que não é acondicionado de forma correta  e por aí vai. A educação não é paliativo, é a solução, para construir um futuro resiliente no que diz respeito aos desastres naturais. Por isso que, no meu ponto de vista, esse é o maior avanço nessa lei - disse.

O secretário considera a inclusão do ensino nas escolas a principal mudança na lei que reestruturou a política nacional de prevenção aos desastres.

- A nova legislação foi uma resposta da sociedade. Para mim, o maior dos avanços foi a inclusão dos princípios de Defesa Civil e educação ambiental nos currículos do ensino fundamental e médio. Esse artigo alterou, inclusive, a Lei de Diretrizes de Base da Educação. Ou seja, a inserção do tema "Defesa Civil" está na principal lei de Defesa Civil do país e na principal lei de Educação do país. Porém, o governo federal não regulamentou - disse, explicando que o município precisou direcionar para realizar o projeto.

- Eu tive a oportunidade de ver muitas atividades de prevenção aos desastres nas escolas, que lá acontece há milênios. Lá, nós conhecemos muito sobre isso. Quando voltamos, começamos a trabalhar numa metodologia para unir os princípios da metodologia japonesa com a nossa realidade tupiniquim, brasileira, fluminense e petropolitana. E aí, nós entendemos que é preciso fazer o que o Governo Federal não fez, que é criar a lei e regulamentar.

Vaz destacou que o projeto "Defesa Civil nas Escolas" foi construído em parceria com as Secretarias de Educação e Meio Ambiente, tendo a participação direta dos profissionais do ensino em Petrópolis.

- Conversei com o prefeito e recebi o apoio, ele falou que o caminho era esse. Após discutir internamente, fomos às entidades de classe. Procurei o Conselho Municipal de Educação (Comed) e levamos a proposta à plenária, que foi aprovada por unanimidade no primeiro semestre deste ano. Chamamos o Sindicato do Profissionais do Ensino, que teve uma participação fundamental e deram o ok, e convencemos os vereadores, já que entendíamos que, para o projeto ser algo duradouro, tinha que ser regulamentado, e o projeto foi aprovado por unanimidade - disse.



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