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  Saúde

Dia Mundial do Câncer – uma data para marcar a luta contra o estigma da doença

“O câncer não pode acabar com a vontade de viver.”

Natália Rodrigues  - natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

 Dr. Júlio Vieira de Melo

Hoje, dia 4 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial do Câncer. Essa data foi criada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), em 2005, para conscientizar a população mundial sobre a doença e incentivar as pessoas a falarem mais sobre o assunto no dia a dia. 

Conforme dados do Centro de Terapia Oncológica (CTO), no ano passado em Petrópolis houve 309 casos de câncer em mulheres, sendo 135 de mama. Em homens foram 295 registros, destes, 82 de próstata, totalizando 604 ocorrências.

Por ano, o CTO atende em média 1.000 casos de pacientes com algum tipo de câncer. Uma situação que preocupa o oncologista do CTO, Dr. Júlio Vieira de Melo é o aumento de casos em jovens-adultos. Só em 2017, foram registrados 11 casos de câncer em pacientes com menos de 30 anos.

- O que observamos nos últimos anos é o aumento da incidência de câncer em adultos-jovens, uma faixa etária que antes era de 50 anos, vem caindo e hoje não é incomum o aparecimento de tumores em pessoas que têm vinte e poucos anos. Os tumores em jovens tendem a ser mais agressivos – afirmou.


 A cozinheira Vanda Pereira da Silva (foto) foi uma das pacientes do CTO, e contou que descobriu que tinha câncer de mama durante uma consulta ao médico para fazer o exame preventivo ginecológico, pois nesse exame a mama também é examinada.

- Eu tive nódulos nas mamas ainda adolescente, na época não era essa doença, devido a isso precisei fazer exames de mamografia anuais, mas fiquei três anos sem fazer nenhuma consulta. Quando eu descobri meu chão acabou, achei que ia morrer, porque achava que câncer só dava em rico, não fazia parte da minha realidade, ninguém na minha família tinha tido algo parecido - disse.

Nos primeiros meses do diagnóstico, Vanda relata que se abateu, tinha medo que algo ruim pudesse acontecer. Ela, que é moradora da cidade de Berford Roxo, na Baixada Fluminense, precisava realizar sessões de radioterapia e foi encaminhada para Petrópolis. E em uma dessas visitas ao CTO, foi esquecida pelo motorista da van que fazia o transporte dos pacientes. No início, a cozinheira se desesperou, já estava abalada emocionalmente, mas depois de ser acalmada pelas vitoriosas, assim que são chamadas as mulheres que vencem a doença, conheceu melhor os projetos que são oferecidos pela APPO, e se tornou uma das voluntárias.

- Aqui em Petrópolis é muito acolhedor, a APPO para mim fez e me faz muita diferença, eu tive muita ajuda e muito apoio, eu me descobri linda e hoje eu divulgo o que eu aprendo para minha família, amigos e pessoas do bairro - contou.

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva divulgou na última sexta-feira (02), a estimativa para 2018 de incidência de câncer no Brasil. O país deve registrar cerca de 600 mil novos casos da doença por ano em 2018 e 2019. O câncer de pele não melanoma é o mais frequente, seguido de câncer de próstata para homens e de mama, para as mulheres.

Dia Nacional da Mamografia

 

No dia 05 de fevereiro, é comemorado o Dia Nacional da Mamografia. A médica especializada em Radiologia Mamária Drª. Karuline Catein (foto) destaca a importância da mamografia, que é o exame utilizado para o rastreamento do câncer de mama. A recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é para que todas as mulheres a partir dos 40 anos realizem a mamografia. Em alguns casos especiais a mulher inicia o rastreamento antes dos 40 anos, porém com a orientação do médico assistente.

- A mamografia consegue detectar nódulos menores que 1,0 cm, assim como identificar calcificações suspeitas, distorções arquiteturais e assimetrias focais. Ela auxilia no rastreamento e diagnóstico do câncer de mama, uma vez que lesões mamárias vistas apenas na mamografia também podem ser biópsias com o auxílio do método.

A especialista explica a necessidade da prevenção, pois o exame de rastreamento é realizado na população sem sintomas ou sinais da doença e isso favorece a descoberta da doença inicial, o que reflete em um melhor prognóstico para o paciente.

- Quanto mais inicial a descoberta da doença, maior a chance de cura. Atualmente, o câncer de mama constitui um problema de saúde pública, onde observamos elevada e crescente taxa de diagnóstico da doença entre as mulheres brasileiras. O nosso compromisso é oferecer um rastreamento eficaz, e nos casos diagnosticados o acesso ao tratamento às pacientes com o câncer de mama, a fim de reduzir a taxa de mortalidade e morbidade pela doença – completou.

A doutora ainda orienta que a frequência da consulta médica ajuda descobrir o câncer de mama em sua fase inicial, pois proporciona à paciente uma chance de cura maior que 95%.

- Toda mulher é responsável pela sua saúde, por isso, não deixe de consultar o seu médico anualmente e realizar os exames de rastreamento de acordo com a sua faixa etária – indicou.



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