Edição: domingo, 13/05/2018
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  Geral

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Prevenir, proteger e cuidar

Natália Rodrigues -natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br – Foto Alcir Aglio


 No próximo dia 18 de maio (sexta-feira), acontece o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, evento que é celebrado anualmente desde 2000. Normalmente, nesta data, são realizadas diversas atividades, sejam nas escolas e demais espaços sociais, como por exemplo palestras e oficinas temáticas sobre a prevenção contra a violência sexual.

A data foi escolhida por causa do "Caso Araceli", um crime ocorrido em Vitória, no Espírito Santo, em 18 de maio de 1973. Na época, a menina Araceli Crespo tinha apenas oito anos e aguardava o ônibus para retornar para casa após sair da escola quando foi sequestrada, drogada, violentada e assassinada por dois jovens de famílias tradicionais da cidade. Apesar das evidências, todos os acusados foram absolvidos pelo crime, por falta de provas suficientes.

O dia do desaparecimento de Araceli, com os anos, a data passou a marcar um lembrete para que a sociedade se atente à violência contra as crianças. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído oficialmente no país através da lei nº 9.970, de 17 de maio de 2000.

A conselheira tutelar Suany Pitorra explicou que na semana do dia 18 de maio, a prefeitura costuma fazer eventos juntando todos os órgãos que dão assistência à criança e ao adolescente, para chamar a atenção e alertar a população sobre os riscos.

- Nós todos do Conselho Tutelar procuramos participar durante toda a semana do dia 18. Fazemos eventos junto com o CMDA - Conselho municipal do direito da criança e do adolescente.E o NAPE - IJ (Núcleo de Atendimento Psicológico Especializado Infanto-juvenil), que faz estudo sobre o abuso sexual, local onde tem o fluxograma dos abusos - contou.

Segundo a Prefeitura de Petrópolis, a Secretaria de Assistência Social informa que o Núcleo de Atendimento Especializado – Infanto-juvenil (NAPE-IJ) registrou, entre janeiro 2017 e o início de maio deste ano, 373 denúncias, sendo 109 com indícios de abuso sexual. Em todo ano 2017, foram 280 denúncias, com 76 indícios. Entre janeiro a maio deste ano, foram 93 denúncias, com 33 elementos de convicção para dar indícios à hipótese de abuso.

Suany ainda contou que sente que o número de casos tem aumentado e acredita que o motivo são os constantes trabalhos da equipe. Outro exemplo, foi a abordagem feita na novela.

- Sempre houve casos de abuso e exploração, nos últimos tempos tem aumentado o número de denúncias. Mais pessoas estão tendo coragem de denunciar os casos - relatou.

A também conselheira tutelar Margarete Amorim informou que quando possível, ela e os demais colegas fazem trabalhos em escolas, postos de saúde e comunidades alertando aos adultos os indícios que a criança pode apresentar.

- O abuso é quase sempre praticado por adultos que têm acesso as crianças ou adolescentes, por isso, conseguem construir situações de intimidade com eles. Alguns sinais como choro excessivo, alterações no comportamento, tristeza profunda. Se a criança era extrovertida e ficou introvertida. Por meio de falas, gestos ou atitudes, demonstram conhecimento sobre atividades sexuais. Ficar atento também ao que a criança fala às vezes inconscientemente - contou.

Margarete relata ainda que foi criada em 14 de dezembro de 2015 a Lei nº 7382, que une os órgãos que cuidam da criança e do adolescente, Vara da Infância e Adolescência, Ministério Público, Conselho Tutelar e Secretaria de Assistência Social, para facilitar o fluxograma de atendimento.

- Essa medida foi tomada para facilitar o fluxograma de atendimento porque a criança ou o adolescente que sofrem abusos, precisam ter todo o cuidado possível, então aqui facilitamos o atendimento e encaminhamos a família para onde ela deve ir. Depois disso, fazemos o acompanhamento da família - contou.

No Brasil, o Disque 100 é um serviço gratuito disponibilizado pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República que registra denúncias anônimas de jovens que se sintam ameaçados ou que sofreram qualquer tipo de abuso ou exploração sexual.

A equipe do Conselho Tutelar do Centro da Cidade é formada pelo Antônio César Santiago, Margarete Amorim, Marise Brand, Mérilen Dias e Suany Pitorra.

Os telefones para contato ou denúncias ao Conselho Tutelar do Centro são 2246-1503/2246-8800 (sede) e 98818-6944 (plantão à noite e aos fins de semana). Em Itaipava, 2232-0067/2232-0154(sede) e 98855-3357 (plantão).

 



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