Edição: quarta-feira, 16/05/2018
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  Saúde

Diagnóstico precoce de hepatite C pode combater doenças mais graves

Daniela Curioni – especial para o Diário

De acordo com dados do Ministério da Saúde, atualmente no Brasil mais de 1,5 milhões de pessoas são portadoras de hepatite C e não sabem. De 1999 a 2016, pouco mais de 182 milhões de casos foram notificados.

Campanha gratuita para diagnóstico da doença

O Gruparj Petrópolis e o Hepatocento, com o apoio da Fiocruz e do laboratório Baffi, vão realizar amanhã, 17 de maio uma campanha gratuita para diagnóstico da hepatite C.

O objetivo da campanha é conscientizar a população para a importância do exame de sangue, pois é a principal forma para detectar a doença. O teste é bem simples, uma rápida picada no dedo para coleta de uma gota de sangue que, colocada em um aparelho emite o resultado em 15 minutos.

- A Hepatite C é uma doença silenciosa, por isso a importância de campanhas como está que vamos realizar. Além disso, o que muita gente não sabe é que existe uma ligação entre a hepatite C e as doenças reumatológicas. Pois muitas vezes a Hepatite C se manifesta inicialmente com sintomas de artrite que pode retardar o diagnóstico e agravar o quadro clínico do paciente. A campanha é um trabalho preventivo e também informativo, porque quanto mais cedo se detectar a hepatite mais fácil será de tratar - Dra. Wanda Heloisa Ferreira – Reumatologista e presidente do Gruparj Petrópolis.

No Brasil a hepatite C é responsável por 70% de todas as mortes provocadas por hepatites. A hepatite C, é transmitida pelo contato com sangue contaminado. As maneiras mais comuns de contágio são o uso de agulhas e seringas compartilhadas e a utilização de materiais contaminados que cortem a pele, como lâminas e alicates.

No entanto, se identificada, a doença apresenta respostas de quase 100% dos tratamentos, segundo destacaram especialistas.

- A hepatite, por ser silenciosa, pode se passar por uma virose. É importante o engajamento de todos para detectar e tratar a doença precocemente, isto é, quando os danos ao fígado e a outros órgãos ainda podem ser controlados. Com a detecção precoce e tratamento adequado, podemos acreditar que a erradicação da doença é possível – explicou o hepatologista  Edmundo Francisco.

- O problema da hepatite C não é o tratamento, é o diagnóstico - acrescentou

Cenário

No mundo, estima-se que 160 milhões de pessoas tenham Hepatite C crônica e que 1,4 milhões de pessoas morrem ao ano por hepatites virais. São quatro tipos A, B, C e D, sendo seis tipos de vírus.

No Brasil, entre 2000 e 2015, as hepatites foram uma das principais causas de morte. Em mais de 52% dos casos notificados brasileiros não se sabe a origem da infecção. Sintomas da hepatite C crônica podem demorar 30 anos para se manifestar e quando aparecem já é um sinal do estágio avançado da doença.



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