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  Saúde

Doenças crônicas respiratórias

A prolongação do ar seco e as baixas temperaturas prejudicam a saúde das pessoas

Natália Rodrigues - natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

 

O inverno começou no dia 21 de junho e termina em 22 de setembro. Tem como características dias mais curtos e noites mais longas. É caracterizada por um período de frio intenso. Nessa época do ano as chuvas tornam-se escassas, deixando o clima frio e seco, com baixa umidade do ar, fatores que afetam a saúde. Pessoas que sofrem de doenças respiratórias são as mais prejudicadas, pois a poeira, a poluição do ar e a mudança brusca de temperatura são fatores que desencadeiam as infecções. As mais conhecidas e que atingem um grande número de pessoas são a rinopatia alérgica, a rinossinusite e a asma brônquica.

O otorrinolaringologista e professor da FMP/Fase, Dr. Carlos Augusto Ferreira de Araújo (FOTO) explicou que a rinopatia alérgica, mais conhecida popularmente como rinite é uma infecção das vias aéreas superiores, é a inflamação da mucosa do nariz, apresentando a obstrução nasal, coriza e coceira, sintomas iniciais muito semelhantes ao de uma gripe ou resfriado, por isso, muitas pessoas costumam confundir. 

- Muitas pessoas costumam confundir os sintomas iniciais de uma rinopatia alérgica com os de uma gripe, porque ela dá obstrução nasal, coriza, coceira intensa no nariz e  lacremejamento. E o paciente muito advertidamente começa tomar remédios com uso para processo gripal, e na verdade não é. Se depois de três ou quatro dias isso não sendo resolvido como gripe, então ele deve procurar um especialista, nesse caso um otorrinolaringologista, que saberá melhor diagnosticar o caso - explicou o médico.

Quando essa infecção atinge os seios da face que são quatro pares, já é uma rinossinusite. Para que ela ocorra, tem que haver previamente uma rinite.

- A pessoa pode ter só uma rinite, que tem como sintoma aquele nariz escorrendo ou entupido, e pode haver a rinossinusite que ocorre quando essa infecção atinge os seios da face, ou seja, a rinossinusite é o agravamento da rinite - falou.

A asma brônquica é uma infecção crônica das vias aéreas inferiores, o pulmão do asmático é diferente de um pulmão saudável, como se os brônquios dele fossem mais sensíveis e inflamados, reagindo ao menor sinal de irritação. A asma pode gerar uma pneumonia bacteriana posteriormente, existe também  lesões que começam por vírus como a bronquiolite que é provocado pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que é uma doença contagiosa contraída pelo ar. Costuma atacar crianças até os dois anos de idade, principalmente durante as estações frias do ano.

O especialista esclarece que alergia é um fator de ordem genética, ou seja, se um dos pais ou os dois tem doenças respiratórias, são grandes as chances dos filhos também terem. Porém se o indivíduo não frequentar um meio ambiente adverso, um local que tenha muita poeira e principalmente mofo, pode passar sua vida inteira sem ter nenhuma crise de asma e rinite. As condições adversas são totalmente responsáveis por esse processo.

- Remédio para isso é, em primeiro lugar a ingestão de muita água em temperatura ambiente. Devido a umidade, o mofo que praticamente domina o interior dos armários, as roupas que a pessoa tem guardada por dois os três meses devem ser lavadas antes de serem usadas para tirar esse cheiro de guardado, essa contaminação pelo ácaro. Com isso acaba desencadeando os problemas respiratórios - disse.

A asma brônquica é uma infecção crônica das vias aéreas inferiores, o pulmão do asmático é diferente de um pulmão saudável, como se os brônquios dele fossem mais sensíveis e inflamados, reagindo ao menor sinal de irritação. A asma pode gerar uma pneumonia bacteriana posteriormente, existe também lesões que começam por vírus como a bronquiolite que é provocado pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que é uma doença contagiosa contraída pelo ar. Costuma atacar crianças até os dois anos de idade, principalmente durante as estações frias do ano.

Quem tem problemas respiratórios alérgicos, nessa época do ano deve ficar atentos aos sintomas. Um paciente pode ter problemas em um ano, mas talvez não deverá ter no ano seguinte. O choque térmico que acontece devido um dia a temperatura está mais amena e no dia seguinte ela cai muito é a pior coisa para o paciente que tem doenças respiratórias de fundo alérgico, e isso é o que acontece no outono e no inverno.

- A mudança de clima, afeta a maioria dos pacientes que chegam no consultório nos dizendo que quando o clima muda ele muda junto. Realmente tem que evitar banhos muito quentes e logo sair na friagem, porque esse choque térmico piora muito para esses pacientes que tem problemas respiratórios. Os remédios e sprays nasais ajudam no momento de crises, muitas vezes o paciente estando em um 'otorrino' já sabe que a medicação prescrita irá fazer com que ele fique bem rapidamente. Se for o caso de um paciente muito alérgico que piora drasticamente nessa época do ano, ele deve ter um acompanhamento de um otorrino que saberá fazer exames endoscópicos que hoje em dia são bastantes sofisticados - explicou o médico.

A gerente de vendas Camila Deodoro tem bronquite asmática e alérgica e insuficiência respiratória desde quando nasceu. Com o passar dos anos e o agravamento da saúde, os médicos a desenganaram.

- Sofro com isso desde que nasci já quase morri por conta das minhas doenças. Quando tinha crises não dormia, tinha que ficar sentada e sequer agüentava andar. Operei os dois pulmões, tive tuberculose e oito pneumonias. O médico me deu um prazo de vida afirmando que eu não sobreviveria mais do que 19 anos. Isso tudo diminui consideravelmente depois que fiquei adulta e principalmente depois que tive meu filho, não acabou, mas diminuiu – contou.

Camila explicou que apesar das restrições médicas por conta das doenças, consegue levar a vida bem, inclusive convivendo com animais domésticos.

- O médico havia me proibido de tudo, ter animais, praticar esportes, trabalhar com cheiros, evitar poeira e mudanças de temperatura, porque também tenho alergia a mudança climática. Mas fiz tudo isso e estou bem graças a Deus, já tive gato e hoje tenho cachorro. Me superei por conta própria, claro que tem as dificuldades da alergia, mas faço uso de um remédio específico para a falta de ar e logo passa – disse.

A universitária Tatiana dos Santos relatou que sofre de asma brônquica e rinite alérgica desde quando era muito pequena, mas com o tratamento que foi recomendado e com o passar dos anos, o problema foi controlado.

- Desde pequena sempre tive muita crise de bronquite, que mais tarde virou asma, assim como minha avó, sempre passei muito mal, tomava muitos remédios. Aos 11 anos precisei ser internada para operar o pulmão às pressas, fiquei alguns dias no CTI, depois fui para o quarto e quando retornei para casa. Comecei a ter acompanhamento médico e com o passar do tempo, e com a melhora do quadro, foi diminuindo a minha medicação. Já a rinite me afeta sempre quando tem uma mudança de clima, fico sempre com aquela coceira no nariz – falou.

Segundo os meteorologistas do Climatempo, desde o início do inverno não foram registrados em Petrópolis acumulados significativos até a última terça-feira (03), apenas chuviscos rápidos. A estação de Independência do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais) registrou 23 milímetros.

Por conta do sol e do calor, o tempo continua com baixa umidade do ar, somente com a chegada da frente fria irá melhorar. A expectativa é que somente amanhã (10), com a chegada de uma frente fria, deve voltar a chover de maneira intensa no estado do Rio.



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