Disque entulho
segunda-feira, 17/07/2017
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ELES PERCEBEM MUITO MAIS QUE IMAGINAMOS

Os animais possuem características singulares que jamais poderíamos supor ou imaginar. Sim, eles percebem muito mais que imaginamos. Têm eles sensibilidades aguçadas, percebendo fenômenos naturais antecipadamente e isso não é obra do acaso. Um grande e emblemático exemplo ocorreu em 2004 quando uma tsunami atingiu grande parte da Ásia, a oeste da ilha de Sumatra, no Oceano Índico. O epicentro ocorreu a 10 km abaixo do nível do mar, gerando ondas de até 30 metros de altura, atingindo vários países como Indonésia, Malásia, Bangladesch, Índias, Maldivas, Nepal, Tailândia, além de países da costa nordeste da África, como Somália, Madagascar, Quênia, Ilhas Maurício e Seychelles.

Na verdade, um dia ensolarado, com muitos banhistas nas praias e tudo parecia inalterável. A tranquilidade era regra e a sensação de paz algo inconteste. Todavia, alguma coisa atípica começava a acontecer, modificando o cenário de paz. Animais, repentinamente, ficaram inquietos e, inclusive, elefantes que são usados como meio de transporte em alguns desses países ficaram agitados, rompendo os grilhões que os prendiam a paredes e partiram em direção da parte mais alta das florestas. O mesmo ocorreu com outros animais, inclusive, pássaros, o que gerou surpresa, questionamento, o porquê dos acontecimentos. Qual seria a razão da fuga?

Tais fatos ocorreram duas horas antes do grande cataclismo. Como eles perceberam algo que ainda iria acontecer?

As tsunamis ou ondas gigantes "varreram" os citados países, ceifando 230 mil vidas humanas. Não morreu um animal sequer. Depois de algum tempo, os cientistas intrigados, tentaram desvendar o mistério. Por que os animais partiram em debandada?
À luz dos fatos, surgiram especulações - os elefantes teriam partido para a parte mais alta das florestas em virtude de serem muito pesados, percebendo as vibrações do solo; outra hipótese levada em consideração pelos cientistas é que os animais teriam percebido através de ondas eletromagnéticas liberadas pelo choque de placas tectônicas, ouvindo, inclusive, o ultrassom, imperceptível à espécie humana.

Seja qual for a razão, o que importa é que agora não podemos mais dizer que "não sabíamos" que os animais têm percepções, inclusive, extrassensoriais, algo impensável antes pela Ciência e agora inconteste realidade. Precisamos avançar na causa dos animais e, como sempre afirmo, é indispensável que haja a disciplina - senciência e direitos dos animais nas escolas em todo o país - como parte integrante dos estudos sobre Meio Ambiente. Para mim, Gilberto Pinheiro, é inadmissível pensar diferente, afinal, eles sentem como todos nós e, inclusive, muito mais que poderíamos imaginar há alguns anos..

Gilberto Pinheiro
jornalista, palestrante em escolas, universidades
articulista de jornal, sites no RJ e SP sobre a senciência e direitos dos animais



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