Edição: quinta-feira, 09/11/2017
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  Geral

Encontro aproxima cervejarias de empresas do setor metal mecânico e estimula novos negócios em Petrópolis

 

 

Um negócio em franca expansão e com futuro próspero para a economia, assim é considerado o setor de cervejas Brasil a fora. Em Petrópolis, já são 21 marcas, sete fábricas e mais de 1.500 empregos diretos. Números que devem ser ainda maiores nos próximos anos. Para que isso ocorra, o Sistema FIRJAN em parceria com a Prefeitura de Petrópolis e os Sindicatos das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrica (Sindmmep) e de Cerveja e Bebidas em Geral (Sindcer), realizaram o primeiro encontro de negócios voltado para o setor de cervejarias. A iniciativa buscou aproximar os integrantes deste novo mercado potencial das indústrias do setor metalomecânico. 

Trinta pessoas entre empresários e representantes das instituições fomentadoras participaram do seminário e da sessão de negócios realizada na Representação Regional da FIRJAN, em Petrópolis, na última quarta-feira (8). As rodadas são uma oportunidade para conectar empresas compradoras e fornecedoras, promovendo o aquecimento da economia e criando um canal de relacionamento entre as empresas proporcionado maior competitividade.

            A presidente da Sindmmep, Waltraud Keuper, que também exerce a coordenadação do Grupo Metal Mecânico do Rio de Janeiro e a presidência da Representação da FIRJAN na região, acredita que esta ação pode ajudar a impulsionar ainda mais o setor cervejeiro. “Muitas vezes as soluções são buscadas em outros estados e até fora do país, pois se desconhecem que há empresas na região capazes de atender a essas demandas. Queremos abrir portas, eliminar fronteiras e fazer com que as empresas daqui, de todos os setores, possam se apropriar deste novo fôlego na economia trazido pelo crescimento do setor de cervejas” afirmou. 

O município ganhou em setembro uma lei dedicada ao crescimento do setor cervejeiro. A nova legislação desburocratiza os trâmites do processo de liberação e instalação de microcervejarias e brewpubs, e incentiva a chegada de outras empresas que atuam na cadeia produtiva dessa indústria. O Encontro é mais um desdobramento da aprovação da lei. “Recebemos mais três empresários interessados em instalar as suas empresas na cidade, ou seja, é um setor que está em constante crescimento e que conta com o apoio do poder público para que os demais setores envolvidos no mercado possam também crescer, alavancando o desenvolvimento econômico na cidade”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fiorini. 

Segundo Fiorini, outros encontros serão promovidos nos próximos meses com o mesmo objetivo, gerar novos negócios. “Temos empresas do setor de metal mecânico que podem atender as necessidades dos cervejeiros de toda a região. O auxílio da FIRJAN em todo o processo é fundamental e tenho certeza que conseguiremos incentivar a geração de empregos e renda”, completou.

            Cervejeiros de Nova Friburgo também participaram do encontro interessados na contratação dos serviços das indústrias petropolitanas.

José Renato Romão, da cervejaria Brewpoint explicou as necessidades da categoria. “Conseguimos essa série de facilidades para se implantar microcervejarias na cidade, agora, precisamos de fornecedores e especialistas em manutenção dos equipamentos para facilitar o crescimento desse setor, tanto na parte de refrigeração e isolamento, quanto na parte de válvulas e conexões”.

            Para Rafael Plantz, proprietário da cervejaria cigana Guapa, a prioridade é que as compras sejam feitas na cidade. “Faço questão de comprar aqui, então, se as empresas locais puderem fornecer os equipamentos será melhor ainda. A ideia das cervejarias ciganas é a de ter a sua própria planta e ter esse estreitamento na relação entre os setores é fundamental para a concretização de novas fábricas”, destacou. 

Manuel Candú tem uma firma especializada em soldagem que atua há 24 anos no município e se pôs à disposição para atender os cervejeiros. “Esse encontro foi importante para entendermos as necessidades desse setor e podemos ajudá-los na manutenção de equipamentos”, disse.

            “Vejo um setor unido que caminha de mãos dadas para a mesma direção. Com essa iniciativa e buscando novas conquistas para as empresas e trabalhadores, podemos transformar o mercado cervejeiro numa grande potência economia para a região e o Rio de Janeiro”, enfatizou o presidente do Sindcer, Roberto Badro. 

Design no mercado cervejeiro

Os empresários ainda participaram de um bate papo sobre a aplicação do design no mercado cervejeiro com o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista no assunto, Gabriel Patrocínio. A iniciativa fez parte da programação do Design Petrópolis 2017, mostra que reúne designers locais na Galeria da InterTV Serra+Mar. “A cerveja não tem que ser só boa, ela tem que parecer boa. Ter uma embalagem atrativa e um visual interessante para o público. A ideia foi a de mostrar que a boa imagem renova o interesse do consumidor pelo produto. Um rótulo bonito também é importante e temos profissionais em Petrópolis que podem ajuda-los a criar uma imagem atrativa”, explicou Freddy Van Camp, organizador da mostra.

            O Design Petrópolis segue até sexta-feira com 16 expositores em vários segmentos: moda, joias, mobiliário e artes gráficas. “As cervejas artesanais devem ter um perfil de muita beleza, com rótulos, garrafas e copos. Por isso estreitamos essa relação com um grupo muito qualificada de designers. Eles mostraram uma percepção ainda maior de valor para os cervejeiros de Petrópolis”, explicou o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Pessoa. 



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