Edição: terça-feira, 10/07/2018
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  Diário Comunidades

Entulhos despejados em rio e falta de lixeiras no Quarteirão Brasileiro

Natália Rodrigues natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

 

A ausência de lixeiras na Rua João de Deus, no Quarteirão Brasileiro, tem provocado o despejo de lixos e entulhos no riacho que passa pela localidade e desemboca no rio Piabanha. O acúmulo de sujeira favorece a proliferação de roedores e causa preocupação para a população.

O pedreiro Edison Ribeiro Medina contou no local havia seis caçambas, dessas, três foram retiradas ainda no ano passado. No início de janeiro, vândalos incendiaram as lixeiras que restaram. Meses atrás, a Prefeitura informou que estava preparando a montagem de caçambas de metal para atender a comunidade, porém até agora novas não foram instaladas no lugar.

- Não é a primeira vez que queimam as lixeiras, infelizmente o restante dos moradores está pagando pela ação de uns. O ideal seria construir lixeiras de concreto, porque se colocarem fogo irá queimar só o lixo, mas a estrutura vai suportar. Aqui já teve uma de concreto, mas foi tão mal feita, que a parte de trás caiu no rio – disse.

Em maio, cinco barris foram postos no local, mas é um número insuficiente. Segundo informou o pedreiro, a região é populosa e mesmo a Prefeitura reinstalando essas três caçambas o ideal seria que mais lixeiras fossem espalhadas em outros pontos da comunidade.

- Não parece, mas aqui tem muitas casas, só aquelas três caçambas já não estavam dando conta, acho que tem que colocar outras lixeiras ou barris para evitar que todo mundo despeje o lixo só ali. Como os lixos ficam caídos pelo chão, os carros passam por cima e acabam espalhando a sujeira no meio da rua – contou.

Como os barris não dão vazão para a grande quantidade de lixo, as sacolas com detritos, os restos de móveis e sobras de obras acabam caindo no rio que corta a comunidade.

- A Prefeitura nunca limpou aquele rio, nem que eles colocassem mais barris em outros pontos, só sei que alguma coisa precisa ser feita. Realmente a população não ajuda, mas se a Prefeitura desse conta dos lixos, não ficaria tão crítico assim, mas como também não fiscaliza, os moradores aproveitam para descartar tudo no rio. Não sei como fica a vida das pessoas que residem logo ali embaixo porque quando chove a sujeira vai para a porta delas – falou.

Edison explicou que quem não descarta o lixo no local, precisa percorrer uma grande distância até a outra lixeira.

- São seis servidões de casas que despejam lixo nesses barris, se não for ali, a pessoa tem que andar muito até a outra lixeira e ninguém faz ou vai fazer isso. Essa semana ainda havia pouco lixo, mesmo assim dá pra ver o transtorno que tem causado. O certo é a Prefeitura olhar mais para essa situação – informou.

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura não havia se pronunciado sobre o assunto.



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