Edição: segunda-feira, 12/03/2018
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  VACINA

Erradicado há 2 anos, voltam a aparecer casos de sarampo

Após dois anos de erradicação, voltam a ser registrados casos de sarampo no país. Por enquanto, as ocorrências estão localizadas em Roraima - com oito casos confirmados e quase 30 suspeitos. Em Manaus, há dois casos suspeitos à espera de resultados de exames laboratoriais. O ressurgimento da doença ocorre por conta da imigração de venezuelanos para as regiões. Até o momento, os casos confirmados foram em crianças do país vizinho. Mas há a preocupação que a doença se espalhe pelo Brasil e o Ministério da Saúde pede que a população não deixe de se vacinar.

No Brasil, a vacina contra o sarampo é oferecida em duas doses durante a primeira infância. O sarampo está incluído na vacina Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) e na Tetravalente Viral – que protege ainda contra a catapora, e as proteções são oferecidas pela rede pública e privada de saúde.

Em Petrópolis, o setor de Vigilância Epidemiológica aponta que não há ocorrência da doença no município, mas recomenda que os pais mantenham a caderneta de vacinação em dia.

- Temos todas as vacinas disponíveis em 15 unidades do município com rotina de vacinação e com boa adesão. Por conta disso não registramos muitos casos dessas doenças em Petrópolis. Nossa indicação é para que as famílias mantenham a caderneta de vacinação sempre atualizada a fim de evitar o contágio dessas doenças - informou a diretora da Vigilância em Saúde, Elisabeth Wildberger, por meio da Assessoria de Imprensa. 

Segundo o médico pediatra Sérgio Coutinho, a volta dos casos de sarampo em Roraima está se dando pelo fato de que os venezuelanos não são vacinados contra a doença e afirmou que a situação é preocupante devido ao seu índice de letalidade.

- Por isso é importante que as crianças não deixem de ser vacinadas – alerta o médico.

Outra doença que praticamente não se registrava mais casos é a caxumba, e que surpreendentemente voltou a aparecer, agora, em adolescentes e adultos já vacinados.

- Até então, acreditava-se que a vacina contra a caxumba só era necessária uma vez na vida, no entanto, vem surgindo casos em pessoas já vacinadas. Aconteceu com alguns pacientes meus - afirmou Sérgio Coutinho. Apesar de ainda não ter sido definido pela sociedade médica se haverá ou não o reforço da vacina em massa, o médico tem recomendado aos seus pacientes adolescentes que façam uma nova dose contra a doença aos 15 anos.

A Assessoria de Comunicação da Vigilância Epidemiológica informou que a caxumba não é doença de notificação obrigatória.

 Em Petrópolis não foram registrados casos de sarampo e coqueluche este ano. Em 2017 foram apenas 2 casos de coqueluche e nenhum de sarampo. A caxumba não é uma doença notificada pela Vigilância Epidemiológica do município.

"Temos todas as vacinas disponíveis em 15 unidades do município com rotina de vacinação e com boa adesão. Por conta disso não registramos muitos casos dessas doenças em Petrópolis. Nossa indicação é para que as famílias mantenham a caderneta de vacinação sempre atualizada a fim de evitar o contágio dessas doenças", informa a diretora da Vigilância em Saúde, Elisabeth Wildberger. 

Após dois anos da erradicação do sarampo, a doença voltou a afetar o Brasil. O vírus pegou carona nos imigrantes venezuelanos — que se refugiam em Roraima em busca de emprego, moradia e comida — e desencadeou um surto. As autoridades sanitárias temem que a doença se espalhe no Norte e Nordeste do país. A situação fez com que o Ministério da Saúde organizasse uma campanha de vacinação relâmpago. Lá, oito casos da infecção foram confirmados, todos em crianças venezuelanas. Uma delas morreu. Outras 29 pessoas, sendo 10 brasileiros, passam por exames para confirmar o contágio. Nove estão hospitalizadas.

A pedido do Correio, o Ministério da Saúde calculou os dados da cobertura vacinal do país. Em média, 83,2% da população brasileira tomou pelo menos uma dose da vacina. As informações são preliminares de 2017 e podem mudar na consolidação do balanço anual. O índice, segundo avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS), deve ser de 95%. A foi alcançada entre 2015 e 2016. A doença, junto com a poliomielite, marcou gerações da década de 1980. O Nordeste era a região mais atingida à época. 

 



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