Edição: domingo, 08/07/2018
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  Saúde

Fake news impactam índice de vacinação e doenças já erradicadas no Rio de Janeiro voltam a ser identificadas

Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro investiga quatro casos de sarampo no Estado

 

A Secretaria Estadual de Saúde está investigando casos de sarampo diagnosticados em dezessete pessoas no Estado do Rio de Janeiro. Desde 2014 a região não tinha registros da doença e desde 2000 não há relato de transmissão do Sarampo no Estado. O dado é preocupante e acompanha a queda no índice de vacinas em crianças e em bebês, que vem diminuindo e já é o menor desde 2002, segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. O programa demonstra, ainda, que a proteção contra a poliomielite, doença que causa paralisia, caiu de 98% em 2015 para 77% no ano passado em todo o País. O Ministério emitiu um alerta para evitar o retorno de doenças como a poliomielite e outras que já tinham sido erradicadas ou controladas no passado e que, diante do atual cenário de baixa vacinação, podem voltar a ser confirmadas no País, como é o caso do sarampo.

Os Estados do Amazonas e Roraima já têm 463 casos confirmados. De acordo com o médico infectologista do Lâmina Medicina Diagnóstica, Alberto Chebabo, a imunização é a maneira mais eficiente para evitar surtos epidêmicos. "A vacina é extremamente importante para combater essas doenças, visto que essas doenças podem ser transmitidas com muita facilidade", afirma Chebabo.

Segundo Chebabo, esta queda de imunização pode estar relacionada ao desaparecimento ou baixa incidência de algumas doenças que já foram muito comuns no País e, também, pela divulgação das fake news que assustam as mães na hora de vacinar os filhos. "Os boatos têm esse poder de assustar e acabam se tornando virais, já que muitas pessoas compartilham acreditando na veracidade da informação. Inúmeras fake news sobre a vacinação infantil foram espalhadas, mas vale ressaltar que a proteção nos recém-nascidos é indispensável, pois estimula o corpo do bebê a produzir respostas imunológicas protegendo-os de determinadas doenças", explica o médico.

O sarampo, assim como a rubéola e a caxumba, pode ser prevenido com a Vacina Tríplice Viral. De acordo com a recomendação do Ministério da Saúde, bebês, adolescentes e adultos de até 50 anos devem ter as duas doses da vacina em dia. Já os adultos com mais de 50 anos que viveram na época em que o sarampo era uma doença frequente e que provavelmente já tiveram o vírus, já têm proteção natural contra a doença. O sarampo é adquirido pelo ar, por meio de uma simples tosse ou espirro. Os sintomas são coriza, tosse, dor de garganta, febre alta, manchas vermelhas e irritação na pele e podem aparecer de 10 a 14 dias após o contato com o vírus. O diagnóstico é realizado por meio de exame de sorologia para sarampo ou pela identificação do material genético do vírus no sangue, por meio do exame de PCR para sarampo, na dependência do tempo de evolução da doença. O tratamento deve ser descrito por um especialista.

Para a prevenção da poliomielite, os pais devem vacinar os bebês com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). A doença pode ser transmitida pela água, por alimentos contaminados e pelo contato com uma pessoa infectada. O diagnóstico é feito por exames de fezes para pesquisa de vírus. A poliomielite pode ocasionar paralisia e podendo também ser fatal. "As crianças são o grupo mais propenso para contrair poliomielite, sendo que o risco maior é a paralisia flácida, que está atrelada a sequelas motoras, sem movimentação dos membros inferiores. A paralisia flácida é a sequela mais comum causada pela poliomielite, sendo que qualquer pessoa pode ser acometida", disse Chebabo.

Fake news

Um conhecido exemplo de fake news está relacionado a um estudo do médico britânico, Andrew Wakefield, em 2010, que rendeu uma crise na saúde pública de países como Reino Unido, Estados Unidos e até no Brasil. A pesquisa, que posteriormente foi desacreditada, alegava que a vacina Tríplice Viral, que protege contra caxumba, sarampo e rubéola, estava relacionada com o desenvolvimento de uma síndrome intestinal e sintomas de autismo em crianças. Até os dias de hoje, o conteúdo desse estudo circula na internet, sendo que o Conselho Geral de Medicina do Reino Unido aferiu que as afirmações do estudo eram absolutamente falsas. Outros boatos que circulam na internet apontam que as vacinas possuem mercúrio – informação também equivocada.

O recomendado é que os pais sempre tirem as dúvidas com o pediatra, dessa forma, o especialista desmistificará todas as fake news sobre a vacina, além de ressaltar a importância da vacinação para a saúde dos bebês.

Sobre o Lâmina Medicina Diagnóstica

Com 40 anos de experiência no setor da Medicina Diagnóstica, o Lâmina é referência em qualidade de atendimento com corpo clínico altamente especializado. Com 9 unidades bem localizadas no Rio de Janeiro, o laboratório contempla exames de análises clínicas, anatomia patológica e de diagnóstico por imagem, sem contar ainda na aplicação de vacinas.

O Lâmina possui o Clube DA que é um espaço diferenciado de atendimento na unidade para aquelas que privilegiam a exclusividade e conforto. O laboratório conta também com os exames voltados para medicina personalizada, por meio da marca GeneOne, com foco em cardiogenética, oncogenética e doenças raras.
 



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