Edição: terça-feira, 17/04/2018
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  Diário Comunidades

Falta de lixeiras ainda é problema no Quarteirão Brasileiro

Natália Rodrigues - natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

 

Mesmo após reclamações, os moradores da Rua Professor João de Deus, no Quarteirão Brasileiro ainda continuam sem nenhuma lixeira na comunidade. No início do ano, as únicas três caçambas que haviam foram queimadas por vândalos, e enquanto isso, os lixos são descartados no chão.

A Prefeitura informou que novas lixeiras de metal seriam instaladas na área, mas até o momento nada foi feito. Alternativas também não foram tomadas, como por exemplo, colocar caçambas plásticas enquanto a obra não for concluída.

O pedreiro Edison Ribeiro Medina contou que no local antigamente tinham seis caçambas, e mesmo assim já viviam cheias, mas com o passar dos meses, foram sendo retiradas e restaram só três.

- Não é a primeira vez que queimam as lixeiras, infelizmente o restante dos moradores está pagando pela ação de uns. O ideal seria construir lixeiras de concreto, porque se colocarem fogo irá queimar só o lixo, mas a estrutura vai suportar. Aqui já teve uma de concreto, mas foi tão mal feita, que a parte de trás caiu no rio – disse.

Edison chama a atenção também para o número insuficiente de lixeiras. Segundo informou, a região é populosa e mesmo a Prefeitura reinstalando essas três caçambas o ideal seria que mais lixeiras fossem espalhadas em outros pontos da comunidade.

- Não parece, mas aqui tem muitas casas, só aquelas três lixeiras já não estavam dando conta, acho que tem que colocar outras lixeiras ou barris para evitar que todo mundo despeje o lixo só ali – contou.

O autônomo Rafael Ferreira Alves Aleixo relatou que quem não descarta o lixo ali tem que andar cerca de 700 metros até a outra lixeira.

- Cheguei de viagem no dia cinco de janeiro e as caçambas ainda estavam pegando fogo. Infelizmente algum vândalo fez isso, e agora estamos pagando, foi prejudicial para a população ficar sem um local adequado para descartar lixo durante tanto tempo porque já estamos há três meses sem lixeiras. Essa semana ainda havia pouco lixo, mesmo assim dá pra ver o transtorno que tem causado – informou.

Rafael se preocupa também com o acúmulo de lixo na área que influência no aumento de ratos e baratos nos arredores. Além disso, parte desse lixo acaba caindo dentro do Rio Piabanha, colaborando nas formações de alagamentos em lugares como a Avenida Barão do Rio Branco e Corrêas.

- As três caçambas já não davam conta, porque aqui residem muitas famílias. Mesmo tendo coletas durante a semana, sempre uma boa parte fica no chão. Os cachorros que ficam por ali rasgam as sacolas e espalham o lixo pelo chão. O pior é que boa parte desse lixo acaba caindo dentro do rio e contribui para os alagamentos – contou.

Com o acúmulo de sujeira, moradores da área aproveitam para realizar despejos de entulhos e restos de materiais de obras e eletrodomésticos no local. Aumentando os transtornos e dificultando a passagem para os pedestres no local.

- Como ali tem muitas sacolas de lixo e vendo que não são recolhidas totalmente, as pessoas aproveitam e despejam entulhos. Só que somente está sendo coletado o lixo comum, enquanto isso, os dias passam e os entulhos permanecem – disse.

Questionada pelo Diário de Petrópolis, a Prefeitura não havia se pronunciado até o fechamento desta matéria.



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