Edição: terça-feira, 15/05/2018
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  Cidade

Falta de manutenção e sinalização no Parque da Ipiranga 

Buracos e trechos sem guarda-corpo estão entre a perigosa lista

João Vitor Brum - especial para o Diário

 

O Parque Natural Municipal de Petrópolis, mais conhecido como Parque da Ipiranga, é para muitos um ambiente de refúgio localizado no coração da cidade, o Centro Histórico. Entretanto, os visitantes têm encontrado problemas nos últimos tempos. Vários trechos das trilhas do local estão danificados, sem proteção ou avisos para alertar a população. Além dos problemas ao longo da trilha circular, o muro do parque se encontra danificado em uma de suas extremidades.

 

O parque, localizado na Avenida Ipiranga, uma das mais tradicionais ruas da cidade, foi inaugurado em 2011 e possui 16,7 hectares com estágio avançado de Mata Atlântica. O público é bem eclético, de crianças a idosos, de todos os sexos e classes sociais. Por isso, a manutenção no local é essencial para garantir uma boa experiência ao visitante, principalmente quando o assunto é segurança.

Ao longo da trilha circular, de dificuldade baixa, que possui pouco mais de 800 metros de extensão, encontram-se inúmeros trechos com faixas de interdição da Defesa Civil, buracos nas pontes de madeira e muito galhos e pequenos troncos caídos pelo caminho, além de um trecho em que o guarda-corpo caiu e não foi substituído. Em um trecho, quase não há passagem, com interdições dos dois lados.

Mesmo com os problemas, não há aviso algum sobre cuidados a serem tomados na trilha, o que pode se tornar perigoso dependendo do visitante. A professora Elaine Rocha, moradora da Mosela, levou os filhos ao parque neste fim de semana e se espantou com a situação da trilha.

- Sempre trouxe meus filhos aqui e eles sempre fizeram a trilha, às vezes acompanhados por mim, às vezes, sozinhos. Agora, será motivo de preocupação trazê-los aqui - conta Elaine. “Se ao menos tivesse algum tipo de aviso ou se a trilha fosse interditada... um absurdo um lugar tão lindo e tão importante para a população ser deixado de lado”, completa a professora.

O parque é controlado pela Secretaria de Meio Ambiente em parceria com a Guarda Civil Municipal, que disponibiliza agentes do Grupamento de Proteção Ambiental (GPA) para vigilância e proteção da área do parque.

O subcomandante da Guarda Civil, Altenir Mendes, afirma que intervenções já foram feitas no local.

- Pequenas erosões e quedas de galhos de pequeno e médio porte são comuns em áreas de mata, por isso é sempre importante que o visitante esteja atento. Já foram realizadas inúmeras melhorias no parque, que precisa de manutenção diária. As fitas da Defesa Civil são exatamente para sinalizar possíveis riscos ao longo da trilha e garantir a segurança dos visitantes - frisa o subcomandante.

Recentemente, foi realizada uma corrida no local, e, segundo o subcomandante, a condição para que a mesma acontecesse era de que promovessem melhorias na trilha, garantindo a segurança dos corredores. Entretanto, como comprovado pela equipe do Diário, que esteve no local neste fim de semana, os problemas são muitos e não há sinal de melhorias. A empresa apontada como organizadora da corrida, Eco Maverick, informou que não organizou eventos no local.

Além dos problemas ao longo da trilha, uma parte do muro do parque cedeu, possibilitando a entrada pelo barranco que dá acesso à trilha. Outro problema acerca do muro é o fato de que há uma caçamba e materiais de sinalização no trecho, ocupando mais da metade da calçada.

A Secretaria de Meio Ambiente e a Guarda Civil, administradoras do Parque Natural, não haviam respondido aos questionamentos do Diário até o fechamento desta edição.



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