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  Colunistas
Fernando Costa
COLUNISTA

HOC EST ENIM CORPUS MEUM

Sou Mariano desde meu nascimento e batizado no dia de Nossa Senhora das Graças. A Sagrada Liturgia sempre me  fascinou. As Santas missas celebradas em latim quando pronunciadas as palavras HIC EST ENIM CALIX SANGUINIS MEI para mim, além de sedimentar a fé era  um aprendizado a incentivar-me ao estudo e aprimoramento para o exercício das funções de Coroinha na Capela mãe em Hermogêneo Silva, Terceiro Distrito de Três Rios pertencente à Paróquia de Bemposta,  hoje  sob os cuidados da paróquia de Nossa Senhora das Dores em Areal-RJ. Os Padres Ferdinando Osimani, Geraldo João Lima, freis Jorge, Estêvão e outros missionários que por lá passaram, inclusive é claro as catequistas, professoras e, principalmente minha mãe deram especial relevo ao Santíssimo Sacramento. Ensinavam a nós crianças sobre a importância da comunhão, o culto público e a adoração ao Verbo Divino no Sacrário ou quando percorresse as ruas em procissão. Esse ato de adoração a Cristo, Filho único de Deus presente em Corpo, Alma e Divindade na Hóstia Consagrada é o reconhecimento à infinita bondade que foi para o pai, mas, deixou o Espírito Santo Paráclito a infundir Sua luz em nossos corações e, através de um minúsculo pedaço de pão se faz presente de corpo inteiro para nos alimentar e nos guardar para a eternidade. A adoração "latría" ao Santíssimo para nós cristãos é a mais viva demonstração de reconhecimento ao Uno e Trino. Em MT 26,26 vemos ali a Instituição da Eucaristia: HOC EST ENIM CORPUS MEUM - “Isto é o Meu Corpo”. É a transubstanciação. A aparência pode ser a de um pão, no entanto, a substância não é mais farinha de trigo, mas, o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor. Ele prometeu ficar conosco “todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt 28,20) Toda vez que o Sacerdote repete estas palavras o milagre se reaviva. Ao recebermos Cristo na comunhão transformamos o nosso corpo no Tabernáculo do Espírito Santo. Mesmo que não possamos receber diariamente o Pão Divino o façamos espiritualmente e estabeleçamos com ele um sagrado convívio. “O mistério eucarístico é verdadeiramente o centro da sagrada liturgia e o mesmo de toda a vida cristã. Por isso a Igreja, instruída pelo Espirito Santo, dia a dia esforça-se por perscrutá-lo e viver dele, mas intensamente” (Eucharisticum mysterium). “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai” (Jo 15, 15).  “O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue” (1Cor 11, 23), instituiu o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue. A presença de Cristo nos alimenta, transforma, toca nos “TRANSFIGURA”. Através de sua morte e morte de cruz Deus nos deu UM FILHO TODO DOADO, ABANDONADO E REALIZADO POR SUA VITÓRIA SOBRE A MORTE E O PECADO, máxima expressão de amor.  O Apóstolo João nos ensina que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6).  O caminho que leva ao Pai é a verdade, e  a vida plena e Real. O Concilio Vaticano II prescreve que a Eucaristia é a fonte e o ápice da vida cristã. A Eucaristia faz a Igreja. O apóstolo Paulo disse que “Todos que comemos do mesmo Pão formamos um só Corpo… Somos muitos, mas, formamos um só Corpo”, que é a Igreja.  Ela, através da Eucaristia cumpre o mandamento de Cristo: “Fazei isto em memória de mim”.  Através dela nos tornamos participantes da vida de Cristo, especialmente no momento em que se entregou à crucificação no calvário para a salvação do mundo.

 



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