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  Colunistas
Fernando Costa
COLUNISTA

 

Mulher, Divina e Humana

Oito de março, “O Dia Internacional da Mulher” ideia nascida desde fins do século XIX e inícios do século XX nos Estados Unidos e na Europa. A luta feminina teve como fio condutor melhores condições de trabalho e direito ao voto a essas heroínas. Assim, o pleito tomou conta do mundo, desde a Rússia, França, Áustria, Dinamarca, Suíça, dentre outros países com apoio da ONU, Nações Unidas e etc. Santina Sêmola, eterna amiga me dizia que colocou o nome de Kolontai em sua filha em homenagem à feminista bolchevique Alexandra kolontai que, em 1915 organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo) contra a guerra, ano em que Clara Zetkin fez uma conferência sobre a mulher. Esse clamor da mulher não se limita à igualdade de condições de emprego e salário, mas, em simples atitudes como se vestir como quiser, frequentar restaurante sozinha,  não apenas ser vista como dona de casa, honrada e digna missão, mas sabemos  que ela desempenha papel de alta relevância nos mais destacados setores e representação no universo social. Mulher não existe só para ser rainha de bateria, destruidora de lares como se vê nas novelas ou com o objetivo em  disputar  por homens  e nem foi criada tão somente para fazer comercial de cerveja ou lavar pratos e roupas, cuidar dos filhos durante vinte e quatro horas. Mulher tem o direito de amar e possuir identidade própria. Não pode ser vista como um manequim de passarela, corpo escultural, mas, por seus dotes culturais, religiosos, morais e sociais independentes do invólucro. Ela é intelectual e pode gerir, administrar, decidir, julgar, ser um expert da ciência e tecnologia, notável saber nos mais diversos setores.  O Dia Internacional da Mulher não pode ser visto apenas como um dia em que oferecemos flores e nem um apelo comercial com ênfase tão somente ao cunho festivo. É muito mais que isso. E há inúmeros exemplos espalhados pelo mundo. Na Índia, só porque a moça não queria ceder aos desejos de estupradores ela reagiu foi espancada até a morte. Há países que condenam à morte mulheres que se apaixonam por homens de religiões diferentes... Seguindo esse diapasão escrevi há tempos um poema que diz assim: “Maria sofrida, Maria da vida, Maria sem meta, Maria tristeza, Maria sem sorte, um passo para a morte...Maria dos homens, dos bares, dos becos, das grades, Maria de Cristo. Meu Deus, por que isto? Maria mulher.” Uma síntese das diversas nuanças e do sofrimento pelos quais passam as mulheres. Desejo neste dia e sempre consignar o meu amor e respeito a essas embaixadoras de Deus na certeza de que, Mulher para mim, tem um quê de Anjo,Centelha Divina, é misto de flor! Mulher para mim, em sinuosas ou curvas, esconde mistério, se resume em amor. Mulher para mim age com o coração, é um todo em emoção. Mulher para mim se revela no olhar, cristaliza o perdão.  Mulher para mim é sacrário do Espírito Santo, esconde em seu ventre o filho gerado.  Mulher para mim é Santa, porque é renúncia, vigília, dedicação e agasalho... Bendita mulher que povoa o mundo, perfuma o leito, ainda que se resuma em solidão. A mulher é um misto de riso e lágrima, alegria e dores, mesmo sendo frágil, faz-se gigante, tendo sempre ombros para quem neles precise chorar. A mulher é tão grande e nobre, que sendo rica faz-se pobre, sendo pobre irradia mais que ouro, prata e ofir, qual sarça em fulgurante luz. Maria Santíssima, mulher notável, é resumo de todas vocês, pois, seu nome eternizou-se da ressurreição à cruz, gerou o pão Divino e nosso Salvador Jesus.

 



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