Edição: domingo, 05/11/2017
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  Colunistas
Gilberto Pinheiro
COLUNISTA

O ANIMAL MAIS INTELIGENTE - O PORCO - pesquisas à luz da neurociência comprovam

 

Quando o assunto é inteligência dos animais muitos afirmam enfaticamente que o cão é o que possui esta peculiaridade em destaque sobre todos os demais.  Claro que o cão é inteligente.  Todavia, segundo estudos mais recentes  ancorados nas pesquisas de neurocientistas, o porco é o mamífero com a inteligência mais acentuada entre todos eles.   Tais informações são de responsabilidade  da neurocientista Lori Marino,  docente da Emory University - EUA - cujos estudos foram efetuados em parceria com a organização No human Rights Project, destacando-o  em primeiro lugar, seguido de macacos, cães, gatos, cavalos, polvos, corvos, golfinhos, etc.

  Na verdade, todos os animais são inteligentes e não há mais dúvidas sobre tal afirmação.  Agora, alguns outros estudos  estão debruçados sobre a senciência dos  insetos e sabe-se que abelhas, por exemplo, podem aprender novos comportamentos, matéria publicada na revista Science,  sob a responsabilidade de pesquisadores da Queen Mary University of London.    Inclusive, já publiquei em outro momento artigo alusivo à referida questão.
 Há muito ainda a ser estudado e, certamente, os resultados causarão impacto surpreendente  nas sociedades contemporâneas.   A neurociência, aos poucos, está revelando  muitas verdades antes inimagináveis sobre a vida dos animais.

ATÉ QUANDO OS PORCOS E OUTROS ANIMAIS SERÃO VISTOS COMO ALIMENTAÇÃO HUMANA?
É preciso um mínimo de amor e compaixão pelos animais.  Eles são nossos irmãos.

Voltando ao assunto  em relação aos porcos, segundo a pesquisadora Lori Marino,  esses mamíferos  têm excelente memória, podendo compreender uma linguagem simbólica simples, além de sentir dor, tristeza, como todos nós.  É fundamental que entendamos que a neurociência avança muito nos estudos relacionados à senciência dos animais, revelando ao mundo aquilo que era impensável até pouco tempo, descortinando a verdade, o que implica, por sua vez, em profundas mudanças de paradigmas.  O infeliz animal, infelizmente, é identificado como fonte de alimentação humana, assim como outros,  uma perversidade sem limites.   Em sã consciência, depois desses conhecimentos, é justo que os animais continuem a ser mortos para nossa alimentação?  Claro que não!  O ser humano pr ecisa ter compaixão pelos animais, vê-los como nossos companheiros de jornada e não inimigos ou seres desprezíveis. Somente quando a bondade prevalecer na Terra e o coração humano falar mais alto, tudo haverá de se modificar.   Mas, isso tem um preço alto - educação. 
E também  quando governantes se preocuparem em inserir na grade escolar a disciplina ' A Senciência e Direitos dos Animais'.  

ONTOLOGIA CARTESIANA - atraso no conhecimento sobre a senciência dos animais

Infelizmente, a ontologia cartesiana do século XVII também contribuiu para nublar toda a verdade, assentada no entendimento retrógrado  de que os animais eram seres autômatos, desprovidos de dor e consciência, um erro absurdo que atrasou os estudos sobre a vida da fauna, chegando, infelizmente, aos tempos atuais.   Contudo, com os proficientes estudos de neurocientistas a verdade está sendo revelada e o que jamais poderíamos admitir, ou seja, a capacidade de sentir, ter emoções, sentimentos, hoje é verdade insofismável,  luz  clareando o entendimento que  não se pode refutar.  Consequentemente, a verdade revelada exige o surgimento de leis protetivas  mais contundentes contra os maus-tratos e crueldade, entendendo os animais como sujeitos de direito, além da imperiosa necessidade de políticas públicas e mudança de entendimento de tod a a sociedade.    Parafraseando o ilustre dr. Philip Low afirmo enfaticamente - 'agora, não podemos mais dizer que não sabíamos.'    Será que alguém ousará discordar? 

A única forma de a Humanidade alcançar a realidade suprema seria tratando todos os animais com respeito e compaixão.
Plotino - filósofo neoplatônico - 205 d.C / 270 d.C

coração, a alma, a voz dos animais



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