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  Colunistas
Gilberto Pinheiro
COLUNISTA

A SENCIÊNCIA DOS ANIMAIS É RECONHECIDA EM MAIS UM PAÍS
País de Gales reconhece tal peculiaridade nos animais



 A senciência dos animais é reconhecida em mais um país, expandindo-se mundo afora.  É fato inconteste e, à medida que o tempo passa, ganha notoriedade, modificando os paradigmas pelo bem-estar de toda fauna, sendo animais domésticos, domesticáveis e silvestres.  A verdade, muitas vezes, caminha em estradas sinuosas,  mas sempre chega aonde deseja chegar, clareando mentes e corações.

Agora, foi a vez do País de Gales, que reconheceu tais peculiaridades nos animais, como sentir, ter consciência, emoções e sentimentos e  o caminho a seguir será a conscientização popular e leis severas, punindo os infratores.  Nova geração, novos tempos, outros entendimentos. O ser humano precisa resguardar-se no conhecimento, buscá-lo sempre em prol de sua evolução, tornando a vida melhor, o bem-estar para si próprio e, inclusive, para os animais. E acredito que sempre será assim - os prudentes, os cautelosos, os estudiosos  são os que modificam o mundo para melhor.  Demanda tempo a serem compreendidos, mas quanto maior e mais pesado for o fardo, mais valioso será o empreendimento e consequente vitória.  Os obstáculos nos motivam a superá-los quando há nobres ideais.

LESLEY GRIFFITHS - penas severas aos que maltratam animais

À luz das citadas palavras, Lesley Griffiths, secretária do Gabinete de Energia, Planejamento e Assuntos Gerais,  afirmou e resumiu bem aquilo que é indispensável para a citada mudança de paradigmas:  "aqueles que cometem os piores atos de crueldade animal, devem enfrentar penas severas e manter um regime comparativo de sentença em toda a Inglaterra. E no País de Gales é importante assegurar a clareza para as agências de aplicação da lei, os tribunais e o público."

Atualmente, diversos países, inclusive, alteraram o Código Civil, reconhecendo os animais como seres vivos e sencientes.    No Brasil em breve será assim, uma vez que o PLS 351 do senador Antonio Anastasia altera a redação do artigo 82 e inciso IV ao artigo 83 da Lei Federal 10406 de janeiro de 2002 - reconhecendo os  animais como seres vivos e sencientes, exatamente como no País de Gales e outras importantes nações. Inclusive, já publiquei artigo neste espaço alusivo  à referida  questão e creio que a sociedade, em grande parte, tenha ciência do assunto em pauta.  Em breve tempo, a senciência dos animais será reconhecida em todo o mundo, afinal, ninguém consegue frear a verdade e o iminente progresso.

UMA CURIOSIDADE - ANIMAIS IMITAM A VOZ HUMANA - baleias orcas, elefantes, calopsitas, papagaios e possivelmente outros também.  A Ciência avança! 

Pesquisas recentes demonstraram que não apenas papagaios, calopsitas imitam a voz humana.  Agora, é sabido que baleias orcas, elefantes, golfinhos também são capazes de imitar nossas vozes, uma maravilha e singularidade da natureza.  Isso demonstra consciência nos animais, indubitavelmente!
Os animais nos surpreendem diariamente com suas características especiais que, aos poucos, vão sendo reveladas ao mundo através dos proficientes estudos científicos.  Por isso, precisamos entender que há vida inteligente, consciente, contornada de emoção e sentimentos neles. Devemos tratá-los bem, sempre, uma vez que a vida é para ser respeitada onde se manifestar.

A VITÓRIA PELO BEM-ESTAR ANIMAL  - o nosso desiderato

A senciência e direitos dos animais é a bandeira que levanto no Brasil e, felizmente, a respectiva causa ganha contornos emblemáticos e substanciais no mundo. Convencer para mudar, eis o lema que adoto modestamente.  Gosto de divulgar o que aprendo através de estudos rotineiros, repassando-os via artigos e palestras e, felizmente, nós, ativistas,  fazemos a nossa parte, cada um com seu mister, esclarecendo não apenas à sociedade brasileira mas expandindo o conhecimento, graças à internet, possibilitando e abrindo portas para o êxito de nossas propostas maiores - a divulgação daquilo que se faz  necessário, cientes que nos tempos atuais, onde o saber se faz presente, não podemos nos abster de abrir mão de conscientizar o próximo. A vitória pelo bem-estar animal é o nosso desiderato.

O assunto parece exaurido, todavia, faz-se necessário divulgá-lo todas as vezes possíveis, através de conferências, simpósios, palestras educativas, uma vez que ainda não é assunto estudado em escolas e faculdades, ou seja, não é disciplina convencional, um erro lamentável por parte de algumas autoridades que se negam a apoiar a causa animal e sua divulgação.  Infelizmente ainda resiste ao tempo o ranço cultural que tem raízes profundas na Antiguidade, entendendo os animais como seres subservientes às idiossincrasias humanas, vendo-os como  inferiores, subjugando-os aos maus-tratos, como se fosse algo normal, tolerante  e aceitável. Portanto, sempre insistirei no assunto que na verdade não se esgota ou não se esgotará enquanto o ser humano não evoluir. Não podemos mais aceitar  o antropocentrismo e, consequentemente, o especismo, impedindo tais estudos e modificação de paradigmas. 

É difícil mudarmos a consciência mas não é impossível àqueles que sabem lidar com as adversidades, ultrapassando as barreiras que limitam o homem incauto e desconhecedor das verdades que se revelam cotidianamente. Estudar sempre para evoluir, eis o lema a ser seguido. Pelo menos, assim penso!
Costumo dizer que a verdade estagia no coração do dedicado estudante e se revela na alma do sábio.  E que a sabedoria seja a mola propulsora para mudança no entendimento dos humanos em relação à vida animal, uma vez que são seres sencientes como todos nós e precisam viver livres e com dignidade como também desejamos.
Às vezes, é preciso insistir. É como a chuva que banha os campos para tornar a terra fértil e o sol fazer com que  as sementes germinem.  E os que trabalham na lavoura colherão bons frutos.  Espero colhê-los pelo bem dos animais.  

Gilberto Pinheiro
jornalista, palestrante em escolas, universidades
sobre a senciência e direitos dos animais

A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana
Charles Darwin

Somos o coração, a alma, a voz dos animais



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