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  Colunistas
Gilberto Pinheiro
COLUNISTA

 

 

OS PEIXES TAMBÉM SÃO SERES SENCIENTES 
Eles sentem como todos nós. Por que persegui-los?


A sociedade mundial, desde os primórdios dos tempos,sempre subestimou os peixes, vendo-os como seres descartáveis e consumo alimentar. A conceituação antropocêntrica sempre teve raízes fortes e fincadas na soberba humana, trazendo à luz o insólito especismo e modificar paradigmas antiquíssimos, na verdade,  exige muita dedicação e paciência daqueles que se dedicam aos estudos relacionados à vida animal.  As peculiaridades inerentes aos animais  como sentir, ter consciência, emoções, sentimentos são indiscutíveis, não gerando mais dúvidas, sendo, inclusive, objetos de minhas rotineiras considerações.  Em diversos artigos  já  destaquei tais estudos e a  neurociência tem respostas conclusivas, reveladas ao mundo em junho de 2012, através de Conferência Internacional na Universidade de Cambridge.  O neurocientista  Philip Low e sua equipe de pesquisadores deixaram claro as revelações antes impensáveis, inclusive, subscritas pelo físico e cosmólogo britânico Stephen Hawkin que ficou fascinado com esses estudos.       

A ontologia ou estudo de cada ser em suas particularidades ganha força e não podemos fechar os olhos para esta realidade alvissareira, reformadora, principalmente, na causa que abraço e divulgo amplamente através de artigos e palestras.    É o ideal que abracei, exigindo-me total dedicação e imensa responsabilidade na divulgação da senciência animal
e sinto-me no dever de assim proceder.  Desde os tempos pretéritos, os peixes servem-nos de alimento e isso tornou-se uma espécie de atavismo cultural, descartando o sofrimento deles.  Os tempos atuais permitem que o conhecimento sobre o referido tema seja acessível a todas as pessoas que ensejem  encontrá-lo e não podemos prescindir ou abrir mão dessa alvissareira realidade.  A evolução humana precisa ser entendida como necessidade imperiosa para que nos libertemos dos grilhões do desconhecimento e valorizemos a vida de todos os animais.

UNIVERSIDADE QUENN’s BELFAST - IRLANDA DO NORTE -  tais estudos comprovam que os peixes sentem como todos nós

Pesquisas científicas realizadas por cientistas nessa universidade comprovam que os peixes possuem áreas sensíveis por trás das brânquias, caracterizando a senciência de cada espécie.  Agulhas foram espetadas nessas áreas, gerando mensagens neuroniais transmitidas ao telencéfalo, a mesma região do cérebro onde os sinais são processados em todos os demais  animais.  O polvo, embora seja um molusco, também possui as mesmas peculiaridades, o que já fora devidamente comprovado por Philip Low  em 2012.   Na verdade, todos os animais, vertebrados e invertebrados têm sensibilidades aguçadas e percebem, inclusive, o medo, tendo consciência, exatamente, como todos nós, da espécie humana. Não há mais dúvida sobre isso! 

Assim, fica evidente que áreas superiores do cérebro atestam a dor dos peixes, o medo quando pescados e que a fisgada que sentem não é mero instinto como se pensava anteriormente.  A  Humanidade precisa conscientizar-se que os peixes merecem viver como todos nós ensejamos           viver e a questão ética precisa ser levada em consideração, alterando, aos poucos, os hábitos alimentares. A alimentação carnívora, seja de peixes, bovinos, aves e outros animais não é indispensável à manutenção de nossas vidas. 

REVISTA ANIMAL COGNITION -  FISH INTELLIGENCE, SENTIENCE  AND ETHICS -  peixe, inteligência, senciência e ética

Há  uma matéria jornalística que corrobora as minhas palavras, publicada em 2014 na revista Animal Cognition com o título " Fish Intelligence, Sentience and Ethics" de responsabilidade de um professor do Departamento de Ciências Biológicas de Macquarie University, em Sidney, na Austrália, descrevendo a sensibilidade do bacalhau.  Afirma peremptoriamente que o citado peixe tem suas próprias tradições, além de inteligência e capacidade de cooperação e reconciliação, reconhecendo também seus pares.  Cita, inclusive, que o nível de compreensão dele está no mesmo nível de outros vertebrados e há evidências fortíssimas que sente dor de forma similar à dor humana.

Em síntese, precisamos entender que os animais sentem como todos nós e não é justo subestimá-los, fazer deles o que melhor nos aprouver.   A questão relacionada à ética animal precisa ser levada em consideração e, atualmente, em algumas universidades estrangeiras, existe a disciplina específica ao assunto, complementada aos direitos dos animais.  Aqui, no Brasil, não deveria ser diferente.   Enquanto o ser humano não evoluir como um todo, ou seja, holisticamente, o mundo será o caos e a dor permanecerá, seja no reino animal humano ou animal não humano.  Está na hora de mudarmos o entendimento.  A luz começa a clarear mentes e corações, principalmente, nas pessoas de boa vontade.  Resta saber se há vontade para mudança e se o amor será bem-vindo nos corações que ainda n&atild e;o entenderam que somos todos criaturas de Deus e não deve haver espaço para o sofrimento de nenhum ser vivo.
    
Gilberto Pinheiro
jornalista, palestrante em escolas, universidades
sobre a senciência e direitos dos animais

A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter
Arthur Shopenhauer

Somos o coração, a alma, a voz dos animais

 



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