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  Colunistas
Gilberto Pinheiro
COLUNISTA

PAIS PRECISAM DESPERTAR O AMOR  EM SEUS FILHOS PELOS ANIMAIS E A NATUREZA,  DESDE A TENRA IDADE

Desde a tenra idade faz-se necessário conscientizá-los que são vidas e merecem respeito e admiração


Pais que despertam em seus filhos o amor aos animais, à natureza de uma forma geral, são pais que enxergam longe, acima das nuvens, além das estrelas, onde residem a evolução, a  bondade e o amor incondicional às manifestações de vidas sencientes ou não, ao que há de mais belo,  pois um coração generoso jamais irá agredir  a natureza e qualquer vida animal.  Somente a ternura, a compaixão e consciência desenvolvida  libertarão o ser humano dos grilhões da brutalidade.  Não podemos nos acostumar com o sofrimento dos animais e a destruição de seus habitats, pois eles são nossos irmãos.  É preciso que este amor e educação sejam estendidos às escolas, conscientizando alunos(as),   via palestras educativas e estou nessa luta há tempos e sei o quanto é difícil a mudança de paradigmas. Mas, nunca desistirei!

 

 

É comovente ver-se, por exemplo, uma criança em tenra idade amando um animal.  É Deus se manifestando e somente percebe esta manifestação quem se despojou do materialismo e entende que  valores como a ética, o respeito ao próximo são indispensáveis para a vida em harmonia em nosso planeta.

 


Como  já informei em vezes anteriores, minha dedicação à causa animal são as palestras educativas nas escolas e algumas faculdades, além da publicação de artigos semanais sobre o específico assunto.  É o caminho que encontrei e me sinto útil à vida.   Realizo-me e entendo que não são apenas as conquistas de bens materiais que engrandecem o nosso ser,  mas, fazer o bem e ter um nobre ideal.   Muitas vezes, o ser humano é movido pela ganância, deixando-se levar pelo materialismo exacerbado, esquecendo que há algo superior e que é imprescindível à vida, ou seja, o respeito ao verde que nos cerca e sua ampla diversidade através de biomas e ecossistemas.   No decurso de minha vida e em relação a essa causa, já são mais de 20 anos de ativismo, todavia, as palestras são recentes, desde 2012, quando os estudos sobre a senciência animal foram amplamente divulgados via conferência internacional na Universidade de Cambridge, no Reino Unido.  Tais estudos e confirmação de peculiaridades como sentir, ter consciência, emoções e sentimentos nos animais chegaram tardiamente, mas, chegaram para mudar entendimentos e valores culturais alusivos à fauna e não se pode mais negar o que é axiomático. 


MINISTRANDO PALESTRA PARA CRIANÇAS - experiência insólita, emoção vivida e inesquecível

 


À luz dessas palavras, posso afirmar que trago comigo momentos inesquecíveis que guardo na memória e dentro do meu aprendiz coração e faço questão de explicitá-los.   Há dois anos, dirigi-me ao Colégio Hélio Alonso no Méier para esta finalidade - ensinar alunos(as) sobre a senciência e direitos dos animais.  Normalmente, minhas palestras são dirigidas a alunos do ensino médio e superior.  Todavia, desta vez foi diferente:  a direção da escola solicitou-me que ministrasse uma palestra para os alunos do ensino fundamental, crianças na faixa etária de dez a doze anos.  Imaginei que seria um desafio, pois, como poderia citar leis específicas, assuntos complexos para um público em tenra idade?
Logo veio-me à mente, como um insight, uma resposta que poderia resolver o problema  - Gilberto, faça uma  palestra com linguagem bem simples, bem coloquial e de acordo com o universo linguístico ese possível lúdica, uma brincadeira e conversa alegre entre pai e filhos e dará certo.  Acho que a alta espiritualidade mostrou-me o caminho da consagração, pois foi exatamente isso que aconteceu.


Três professores acompanharam-me à sala de aula  e apresentaram-me à turma.  No momento exato veio-me uma lembrança muito agradável - por "coincidência" foi numa das salas de aula que eu estudei na época do ginásio, uma vez que este colégio, hoje, Hélio Alonso, chamava-se Colégio Dois de Dezembro, onde cursei o ginasial e científico, saudade que bateu forte em meu coração. Parecia que eu via meus colegas de turma ali sentados.    Apresentei-me e fui direto ao assunto, sem formalidade alguma e indaguei aos alunos:  quem gosta de animais?  Todos, exatamente todos levantaram o braço e sorriram. Pensei comigo - ganhei a turma e será fácil ensinar-lhes sobre a senciência e direitos dos animais.  Usei uma linguagem muito simples, bem coloquial e de acordo com o universo linguísticoe cultural da turma.  Os professores atentos e comecei a falar.  De repente, começaram a indagar-me e contar histórias sobre animais e deixei-os à vontade.  


Ao final, algo emocionante - foram quarenta e cinco minutos de palestra e quando despedi-me, agradecendo a atenção e participação de todos,  surgiu o inesperado:  os alunos se levantaram e me aplaudiram e isso me comoveu muito.  Correram em minha direção e me deram  um forte abraço, algo tão sincero e espontâneo, além do sorriso estampado no rosto de cada aluno(a). Um deles pegou-me pelo braço e disse-me: professor, senta aqui na carteira - parecia uma "ordem " e eu não iria descumpri-la.  abriu um caderno e concluiu - escreva alguma coisa para mim.  Assim procedi e quando dei por mim, havia uma fila enorme e fiquei quase meia hora escrevendo meu nome, pedindo que cada um fosse amigo dos animais e rubriquei e percebi a alegria estampada no rosto de cada aluno(a).   Realmente, uma experiência inesquecível, afinal, a espontaneidade das crianças revela a sinceridade de suas atitudes e percebi que valeu a pena e eles nunca mais esquecerão do que ensinei.  Eu também não irei esquecer jamais!   E agradeci a Deus por este momento singular em minha vida, na certeza que naquele instante meu dever estava cumprido.   Agora, é seguir em frente, continuar a construir uma nova estrada, pois o amor à natureza e aos animais precisa ser de todos e não somente alguns e as escolas podem contribuir imensamente para este fim.  E que seja assim, em nome do bem!        

Gilberto Pinheiro
jornalista, palestrante em escolas, universidades,
ex-consultor da CPDA/OAB - Comissão de Proteção 
e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil
e colunista de jornal
 

Somos o coração, a alma, a voz dos animais
AGilberto Pinheiro 



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