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  Cidade

Grupo repudia atos de racismo em Petrópolis

Injúrias raciais praticadas durante os Jogos Jurídicos impulsionaram criação da campanha

Philippe Fernandes

Um grupo composto por diversos segmentos da sociedade civil organizada se uniu em uma campanha contra o racismo. O movimento "Petrópolis na luta contra o racismo" é formado por professores, artistas, jornalistas, pedagogas, historiadores, assistentes sociais, estudantes do enisno médio e superior, além de representantes do Movimento Beleza Negra (Mobene) e do Projeto Cultura Afro-Brasileira: Valores e Fortalecimento.

Em um manifesto, o grupo repudiou veementemente os atos racistas ocorridos durante os Jogos Jurídicos, no fim de semana. O movimento "Petrópolis na luta contra o racismo" destaca que "tal crime deixou negros, negras, brancas e brancos que lutam por direitos iguais indignados porque pessoas preconceituosas continuam se manifestando livremente por desconhecerem os próprios valores e, consequentemente, o da outra pessoa".

 O grupo exigiu a identificação e a punição dos responsáveis pelas injúrias raciais, e está prestando total apoio às vítimas. Justamente por isso, destacou a importância e o dever de órgãos públicos, organizações não governamentais, conselhos de classes, sindicatos, associações, instituições de ensino, universidade, empresários e cidadãos de se manifestarem em todos os espaços possíveis, sem omissão: redes sociais, reuniões, entrevistas e notas em meios de comunicação, para expor o problema e deixar sempre aberto um espaço de manifestação contra o racismo.

"Quando nos omitimos diante de um crime nos tornamos cúmplices. Então, que sejamos um exemplo de cidade que repudia a discriminação ética. Vamos juntos lutar contra o racismo! Sim aos direitos iguais!", finaliza a nota.

Racismo nos Jogos Jurídicos provocou repúdio

Casos de racismos foram relatados por estudantes que participaram, no fim de semana, dos Jogos Jurídicos, evento que reuniu equipes esportivas e torcidas de faculdades de Direito do Rio de Janeiro. Os atos teriam sido praticados pela torcida da PUC-Rio, contra alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Católica de Petrópolis (UCP). Os episódios racistas ocorreram no sábado e domingo.

Um atleta negro teria sido atingido por uma casca de banana durante jogo de futebol de campo, no Esporte Clube Corrêas. Em outro caso, quando uma partida de handebol era disputada no Petropolitano Foot-Ball Club, um grupo de rapazes teria imitado macacos e outra estudante teria ainda sido chamada de “macaca”.

Ontem, um dos jovens envolvidos apresentou queixa contra o crime de injúria racial na 105ª Delegacia Policial.



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